Língua PortuguesaSinônimos e antônimosAvança SP 2026
Pref Nova Odessa
Questão de Língua Portuguesa
Memórias do galo Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro! Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time. No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança. Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas. Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz. CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>.
“Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas.” A expressão destacada no trecho acima é sinônima de:
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