HistóriaEscravidão, abolição e resistência negraINEP (ENEM) 2021
ENADE
Questão de História
28 HISTÓRIA
*r17202129* A violência da escravidão não transformava os negros em seres incapazes de ação autonômica, nem em passivos receptores de valores senhoriais, nem tampouco em rebeldes valorosos e indomáveis. Acreditar nisso pode ser apenas a opção mais cômoda: simplesmente desancar a barbárie social de um outro tempo traz implícita a sugestão de que somos menos bárbaros hoje em dia, de que fizemos realmente algum progresso dos tempos da escravidão até hoje. A ideia de que progredimos de cem anos para cá é, no mínimo, angelical e sádica: ela supõe ingenuidade e cegueira diante de tanta injustiça social, e parte também da estranha crença de que sofrimentos humanos intensos podem ser de alguma forma pesados ou medidos. CHALHOUB, S. Visões da liberdade. Uma história das últimas décadas de escravidão na Corte. São Paulo:Companhia das Letras, 2011. p. 49 (adaptado). Sobre a perspectiva do autor, que analisa a escravidão no Brasil na segunda metade do século XIX, avalie as afirmações a seguir. I. A perspectiva apresentada no texto procura se afastar dos debates a respeito da escravidão balizados sobretudo pela teoria do escravo-coisa, na qual o cativo é apresentado apenas como mercadoria sob total controle e arbítrio de seu senhor. II. O texto aponta para a negação da ideia de que a condição jurídica de mercadoria do cativo corresponde a sua condição social e que, portanto, os negros seriam incapazes de ação autonômica ou de produção de valores e normas. III. A investigação histórica apresentada está pautada na tese de que os escravizados agiam, em sua busca por liberdade, de acordo com uma racionalidade própria e que suas experiências não eram apenas reflexo da experiência de seus senhores. É correto o que se afirma em
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
