Geografia e GeoprocessamentoSegregação socioespacial e problemas urbanosLegalle 2025
CREA RS
Questão de Geografia e Geoprocessamento
Oito em cada 10 brasileiros vivem em casas, aponta IBGE. O número de pessoas que moram em casas é superior ao de moradores de apartamento, totalizando 171,3 milhões de residentes em 59,6 milhões de imóveis, segundo dados do censo de 2022 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa oito em cada 10 brasileiros, uma porcentagem de 83% ante um número menor daqueles localizados em prédios. Essa tendência já era visível em censos anteriores, assim como o crescimento da proporção de pessoas que vivem em apartamentos, passando de 8,5% em 2010 para 12,5% em 2022. A verticalização, como é chamado o movimento de aumento dos domicílios de tipo apartamento, foi registrada em todas as regiões do país. Bruno Perez, analista da pesquisa, afirma que “essa verticalização é uma resposta ao adensamento populacional, principalmente nas regiões metropolitanas e nos centros das cidades maiores”. A lista segue com as regiões do Sul e Sudeste, Centro-Oeste, com 14,45 e 10,7%, respectivamente. A fatia em que essa modalidade predomina é de apenas três dos 5.570 municípios brasileiros, sendo Santos e São Caetano do Sul, em São Paulo, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. “É uma tendência de áreas litorâneas valorizadas economicamente: um adensamento que gera verticalização para atrair mais pessoas que querem estar próximas às praias”, justifica o pesquisador. Já quanto à área muito inserida na Região Metropolitana de São Paulo, suas características se assemelham à área do chamado Centro Expandido de São Paulo, bastante adensado. O maior número dos residentes de casa está em Piauí, com 95,6% da sua população, seguido de perto por Tocantins (95,3%) e Maranhão (95,1%). Esse setor imobiliário também cresceu localizado nas vilas e condomínios, principalmente no Rio de Janeiro, abrigando 2,4% das pessoas residentes no Brasil em 2022 em comparação com 1,6% em 2010. Um ponto de destaque é que, nesse último censo, 46 novas categorias foram adicionadas para “melhor captar a população em situação de exclusão habitacional extrema, que incluiu também uma revisão da tipologia dos domicílios particulares improvisados e 50 dos domicílios coletivos”, informa o IBGE. São 0,2% da população, pouco mais de 490 mil pessoas, habitadas em casa de cômodos ou cortiço — uma diminuição representativa de 42.09% em relação ao ano de 2010, quando esse tipo de habitação apresentou 852.975 pessoas. Já em habitação indígena sem paredes ou maloca são 0,1% e 81 mil pessoas com uma estrutura residencial permanente degradada ou inacabada, segundo a pesquisa.
Segundo o Censo de 2022 divulgado pelo IBGE e apresentado no texto, qual é o percentual de moradores em apartamentos na Região Sul do Brasil?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

