Língua PortuguesaGêneros textuaisASCONPREV 2020
Pref Moreilândia
Questão de Língua Portuguesa
PORTUGUÊS (INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS) A onça e a raposa A raposa e a onça eram inimigas antigas. Cansada de ser enganada pela raposa, sem poder apanhá-la, a onça resolveu atraí-la à sua furna, fazendo correr a notícia de que tinha morrido, e deitando-se no chão da caverna a fingir de cadáver. Todos os bichos vieram olhar a defunta, contentíssimos. A raposa também, mas prudentemente, pondo-se de longe. E, por trás dos outros animais, gritou: — Minha avó, quando morreu, espirrou três vezes. Espirrar é o único sinal verdadeiro da morte. Para mostrar que estava morta de verdade, a onça espirrou três vezes e a raposa fugiu às gargalhadas. A onça ficou furiosa por ter ela descoberto facilmente seu embuste e resolveu agarrá-la, quando fosse beber água. Havia seca no sertão e somente numa cacimba, ao pé duma serra, se encontrava ainda um pouco de água. Todos os bichos eram obrigados a matar a sede ali. A onça ficou à espera da adversária dia e noite, ao pé da bebida. Nunca a raposa curtira tanta sede em dias de sua vida. Ao fim de uns três, já não aguentava mais. Resolveu empregar astúcia para se desalterar. Procurou um cortiço de abelhas. furou-o e, com o mel que dele escorreu, untou todo o corpo. Espojou-se, depois, num monte de folhas secas, que se grudaram aos seus pelos e a cobriram toda. Ao cair da tarde, foi à cacimba. A onça montava guarda, olhou-a muito tempo e perguntou-lhe: — Que bicho és tu que não conheço e nunca vi? Ela respondeu, disfarçando a voz. — Sou o bicho Folharal. — Está bem. Podes beber. Mais que depressa, a raposa desceu a pequena rampa do bebedouro, meteu-se na água, sorvendo-a com delícia, e a onça, lá de cima, vendo aquela sofreguidão no beber de animal que trazia sede de vários dias, desconfiou e murmurou: — Quanto bebes, Folharal! Mas a água derretia o mel e as folhas iam-se despregando. Quando a raposa se fartou, caíra a última. Então, a onça a reconheceu e, com um urro de triunfo, saltou ferozmente sobre ela. A noite viera, o pulo foi mal calculado no escuro e a raposa escapou, fugindo às gargalhadas.
Sobre o gênero e tipologia textual do texto “A onça e a raposa”, analise as afirmativas a seguir. I. O gênero textual em questão é uma fábula pertencente à tipologia narrativa. II. A tipologia e o gênero textual se definem igualmente. III. O gênero textual fábula em questão é pertencente à tipologia descritiva. IV. São características que definem a fábula: os animais que falam e uma linguagem erudita. V. Mesmo quando não há uma moral explícita, a fábula busca transmitir alguma lição moral humana. Assinale a alternativa correta:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.