Questões de Língua Portuguesa · Cebraspe

Língua PortuguesaHiperonímia, hiponímia e campo semânticoCebraspe 2017

TRF 1

Questão de Língua Portuguesa

Texto 4A1BBB Eu ia começar com “Em tese, o cronista”, mas penso melhor e me dou conta de que deveria começar com “Na prática, o cronista”, pois o cronista só existe na prática. O Amor, o Perdão, a Saudade, Deus e outras maiúsculas celestes nós deixamos para os poetas, alpinistas muito mais hábeis que com dois ou três pontos de apoio chegam ao cume de qualquer abstração. O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista é a gaveta de meias, a lancheira do filho, o boteco da esquina. Verdade que às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do filho, no boteco da esquina, o cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza na saudade, tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de Março), mas é de leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo começar) o cronista trata do pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a gente nem vê. Antonio Prata. É uma crônica, companheira. Internet <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto 4A1BBB, julgue os itens a seguir.

Os termos “gaveta de meias”, “lancheira do filho” e “boteco da esquina”, na linha 9, são hipônimos que exemplificam aquilo que o autor denomina de “detalhe” (R.16) ao final do texto.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.