Questões de Língua Portuguesa · Cebraspe

Língua PortuguesaFormas nominais do verboCebraspe 2004

DESO

Questão de Língua Portuguesa

1 Ao r eceber e ste cade rno, confira se ele con té m ce m itens, co rrespon den tes às pro va s o bjetivas, corre tame nte ord enad os d e1 a 10 0. 2 Caso o cade rno estej a in co mp leto o u tenh a q ualq uer defeito, solicite a o fisca l de sala mais pró xi mo qu e tome as pro vi dências cabíve is. 3 Recomen da-se nã o marcar a o a caso: a ca da item cu ja resp osta mar ca da divirj a d o gab arito oficial de fin itivo , al ém de nã o ma rcar p onto, o can didato pe rde 1,00 pon to, conforme consta no E dita l n .º 1/200 3 – DES O, d e 26/11 /20 03. 4 Não utiliz e nenh um mate rial de consulta que nã o se ja for necido pe lo CE SPE . 5 Du ran te as provas,n ão se comunique com outroscandidatos nem se levante sem auto riz ação do chefe de sala. 6 A du ração d as pro va s é de t rês hora s, já in clu íd o o temp o de stina do à iden tificação — qu e será fe ita no d ecorrer das pro va s — e ao pre enchimen to d a folh a d e resposta s. 7 Ao termin ar as p rovas, chame o fisca l de sala mais p róximo, devolva-l he a su a fo lha de resp ostas e deixe o local de pro va s. 8 A desobe diên ci a a qua lquer uma das de ter min ações consta ntes no pre sente cadern o, n a folha d e rascunh o ou na folha de re sp ostas pode rá implicar a anu lação das suas p rovas. I 2 /2/ 20 04 – Divu lgaçã o, a p art ir da s 10 h (ho rá rio de Brasí lia), do s ga ba ritos o ficia is p re limin a re s da s p rov a s ob jeti va s, n a In te rn e t — n o sít io h tt p: //w w w. ces pe .u nb .b r — e n os qu a dros de a v iso s d o CESP E/U nB — e m B ra sília . II 3 e 4 /2/ 20 04 – Rece bim en to d e re cursos con tra os gab arito s oficiais prelim in ares d as prov a s o bje tiv a s, ex clus iv a me nte no s lo cais e no h orário que serã o in form ado s n a d iv ulga ção do s ref erid os gab aritos. III 20 /2 /20 04 – Da ta prov á v el d a d iv ulga ção (ap ós a ap reciaçã o d e ev e ntu ais recu rso s), n os lo cais m en cio na do s no ite m I e no Diário O ficia l d o E stad o d e Se rgip e, do resulta do fin al da s p ro v as o bje tiv as e d o co ncu rso . Nã o serão objeto d e conhe cime nto re cursos em desacord o com o estabelecid o no item 10 do Edital n.º 1/200 3– DE SO, d e 26/11/20 03. I nform açõ es re la tiv as ao con curso p od erão se r obt idas pelo te le fo ne 0(XX) 61 44 8 0 10 0. É perm it id a a rep rodu ção d este ma te rial ape na s pa ra f in s d id ático s, d esd e que citad a a fo nte . mencionados. Meu ideal seria escrever... 1 Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse — “ai, meu Deus, que história mais engraçada!” E 4 então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse 7 rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um rai o de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida d e m o ç a 10 reclusa, e n l u tada, doente. Que ela mesma ficasse admirada o uvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria — “mas essa história é mesmo muito engraçada!” (...) 13 Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse — e tão fascinante de graça, 16 tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados 19 e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse — “por favor, se comportem, que diabo! eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus 22 empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história. (...) 25 E quando todos me perguntassem — “mas de onde é que você tirou essa história?” — eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido 28 que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito cont a r uma história...” 31 E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inven t e i toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que 34 sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro. Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 1978, p. 287-8 (com adaptações).

Julgue os itens a seguir, referentes ao texto acima. A palavra “enlutada” (R.10) é a forma d o particípio passado do verbo enlutar e funciona, no texto, como adjetivo.

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