Língua PortuguesaReescrita de frases e equivalência de sentidoSMA-RJ (antiga FJG) 2004
TCM RJ
Questão de Língua Portuguesa
As crianças mostram uma habilidade surpreendente para falar com fluência qualquer língua constantemente usada ao seu redor. Toda criança normal que não seja isolada do uso da linguagem começa logo a falar normalmente uma ou mais línguas. A aquisição da língua vernácula pela criança independe de qualquer orientação especial. Os pais podem gastar horas “reforçando” toda parcela de atividade verbal reconhecível de seus filhos com um sorriso ou outra recompensa, ou tentando, por meio da linguagem infantil, transpor a distância entre sua competência lingüística amadurecida e a competência incipiente da criança. Mas não há razão especial para crer-se que tal atividade tenha qualquer conexão com o êxito final da criança em tornar-se falante nativo da língua de seus pais. As crianças podem aprender uma língua brincando com outras crianças que a falam o melhor que podem, apesar de todos os esforços concentrados de pais extremosos. A única coisa aparentemente necessária é ficar insistentemente exposto à língua em questão. Esta capacidade de aquisição da linguagem é notável por várias razões. Em primeiro lugar por sua universalidade em toda a raça humana. Simplesmente não há casos de crianças normais que, tendo a oportunidade, não tenham adquirido uma língua nativa. Como comparação, não é absolutamente extraordinário que uma criança não consiga aprender aritmética, aprender a ler, nadar ou fazer ginástica, apesar de uma boa dose de ensino. Em outras palavras a aquisição da linguagem é uniforme na espécie humana. É também específica da espécie humana. Toda pessoa normal aprende uma língua humana, mas nenhum outro animal, nem mesmo o macaco mais inteligente, mostrou-se capaz de um mínimo de progresso nessa direção, embora alguns animais possam aprender a resolver problemas, a usar instrumentos etc. A aquisição da linguagem parece, portanto, ser de algum modo diferente da aquisição dessas outras habilidades. (Bechara, Evanildo. De Língua e de Linguagem. Introdução Lingüística. Rio de Janeiro, Imprensa Oficial, 1977, p. 21).
Como comparação, não é absolutamente extraordinário que uma criança não consiga aprender aritmética, aprender a ler, nadar ou fazer ginástica, apesar de uma boa dose de ensino. Essa frase do texto é reescrita em cada alternativa abaixo. A nova redação modifica-lhe o sentido original em:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


