Questões de Língua Portuguesa · Vunesp

Língua PortuguesaDiscurso direto, indireto e indireto livreVunesp 2025

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Questão de Língua Portuguesa

Conf i d e n c i a laté o moent d aplicção. Leia o texto para responder às questões de 13 a 16. De repente, me vi na estação central com roupa limpa e passada e uma maleta. Estava sendo enviado a um colégio interno em Rio Novo, uma pequena cidade que ficava a cerca de três horas de Juiz de Fora. Meu problema era indisciplina, incapacidade de obedecer a ordens, cumprir horários. E um pouco de atrevimento, pois escrevia frases sem nexo nas composições, como uma espécie de protesto contra os temas que me pareciam muito formais. Não tinha um guarda-pó para me proteger da fuligem, mas era o de menos. Não havia proteção contra a saudade antecipada das ruas da infância, dos amigos que ainda restavam ali. O trem passava pelo nosso bairro, eu corria de um lado para outro para ver a paisagem: de um lado os trilhos do bonde, de outro o curso do rio, na sua decantada missão de banhar a cidade. “Eu tenho uma pena do rio Paraibuna, não pode deixar de passar em Juiz de Fora”, disse, certa vez, um grande poeta nascido na cidade, Murilo Mendes. Pois, naquele momento, eu invejava o Paraibuna porque não só passava pela cidade, como avançava rumo ao Rio de Janeiro, lugar do meu sonho. (Fernando Gabeira. Onde está tudo aquilo agora?, 2012)

Em conformidade com a norma-padrão, transpondo-se para o discurso indireto o trecho do 2o parágrafo “‘Eu tenho uma pena do rio Paraibuna, não pode deixar de passar em Juiz de Fora...’, disse [...] Murilo Mendes.”, obtém-se:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.