Questões de Língua Portuguesa · APLICATIVA

Língua PortuguesaInterpretação de textosAPLICATIVA 2022

Pref SC Palmeiras

Questão de Língua Portuguesa

t ' APLICATIVA Processo Seletivo Simplificado - Edital Nº 02/2022 escolhida. ◊ Tempo mínimo de permanência na sala: 1 hora. 0 Após o período de 1 hora, o candidato, ao terminar a sua prova, poderá levar o caderno de questões, deixando com o fiscal da sala as folhas de resposta, que serão os únicos documentos válidos para a correção. Em nenhuma outra situação será fornecido o Caderno de Questões. ◊ Divulgação de Gabarito no endereço: ww,v.aplicativaassessoria.net e http://www.santacruzdaspalmeiras.sp.gov.br/ Considere o texto abaixo para responder às questões 1 e 2. Como a alfabetização sofreu na pandemia: 'criança que já deveria saber ler ainda não domina o abc' Na tunna da professora Ana Carolina Guimarães há, hoje, desde crianças que já conseguem ler textos com facilidade até os alunos que, aos 8 ou 9 anos de idade, ainda sequer criaram familiaridade com todas as letras do alfabeto. O cenário da volta às aulas preocupou a professora do 3º ano do ensino fundamental I na Escola Estadual São Bento, em Belo Horizonte (MG) - que por enquanto está funcionando em modelo híbrido, em que as crianças alternam entre uma semana na escola e uma semana no ensino remoto. A preocupação da professora se deve ao fato de que, em condições nonnais, na 3ª série, as crianças já costumam estar na fase final do aprendizado básico de leitura e escrita. "Todos os alunos teriam que estar lendo, e não é a realidade. Percebemos que há uma carência nesse retomo às aulas e que a alfabetização foi muito afetada pela pandemia", diz Guimarães à BBC News Brasil. Crianças vulneráveis de 5 a 1Oanos de idade - e, portanto, as que cursam o final da educação infantil e todo o ensino fundamental 1 - foram um grupo particulannente sensível às dificuldades dos mais de 18 meses de ensino à distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase crucial de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos fundamentos matemáticos. E também porque, nessa idade, elas têm pouca autonomia no ensino remoto, e portanto o contato próximo aos professores fez muita falta. Em abril, uma pesquisa divulgada pela Unicef (braço da ONU para a infância) e a organização Cenpec Educação apontou que a faixa etária correspondente ao ensino fundamental 1 foi a mais afetada pela exclusão escolar durante a pandemia. Segundo a pesquisa, das mais de 5 milhões de crianças e adolescentes que estavam sem acesso à educação no Brasil em novembro de 2020, cerca de 40% tinham entre 6 e 1Oanos de idade. "Isso engloba desde crianças que não estavam matriculadas nas escolas ou que, no último mês (antes da pesquisa), não tinham Prefeitura Municipal de Santa Cruz das Palmeiras/SP - Professor de Educação Infantil. tido nenhum tipo de contato com sua escola, nem por WhatsApp ou por acesso às aulas online. E o vínculo com a escola é importantíssimo", explica Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec. Um ponto crucial é que, até a ruptura causada pela pandemia, essa era uma faixa etária em que o ensino estava praticamente universalizado no Brasil, ou seja, quase todas as crianças dessa idade estavam frequentando a escola. Além disso, o ensino fundamental I público vinha melhorando constantemente seus indicadores de ensino - e embora estivesse aquém do ideal, repetidamente superava as metas oficiais de desempenho na grande maioria dos Estados brasileiros. Segundo os dados mais recentes, de 2019, o Brasil tinha em média 57% dos alunos do 5° ano do fundamental 1 com conhecimentos adequados em língua portuguesa, aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2015. Agora, a pandemia reverteu, pelo menos temporariamente, essa universalização e corre o risco de trazer retrocessos conquistados ao longo de décadas, aponta o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social e especialista em mensuração de desigualdades. Neri identificou que a taxa de evasão escolar (ou seja, de crianças fora da escola) nas idades de 5 a 9 anos era de apenas 1,39% em 2019, mas subiu para 5,5% no final de 2020 - o maior aumento percentual entre todas as faixas etárias. "Era a faixa etária onde a gente havia tido grandes avanços não apenas na universalização, a partir dos anos 1990, mas também na aprendizagem", diz Neri à BBC News Brasil. O economista explica que, para além do fato de muitas crianças dessa idade estarem na delicada fase de alfabetização, elas também são desproporcionalmente mais afetadas pela desconectividade e pela pobreza no Brasil. "A criança de 5 a 9 anos tem menos intimidade com a internet que um adolescente e ela é, em geral, mais pobre - o ápice da pobreza no Brasil é nessa faixa etária", particularmente em famílias mais numerosas e sem renda suficiente ou ainda sem aposentadoria, pontua. Não à toa a evasão observada por Neri foi mais aguda nas regiões mais remotas e carentes do país (principalmente na região Norte), e entre a população negra, também desproporcionalmente afetada pela desigualdade social e de renda. 2 Agora, uma preocupação de especialistas e educadores é que as lacunas na alfabetização durante a pandemia, caso não sejam enfrentadas, virem uma bola de neve que prejudique o desempenho das crianças nas etapas seguintes de ensino.(... ) Fonte (Adaptado): https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58935297. Acessado em 19/10/2021.

Sobre o texto, é correto afirmar que

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