Questões de Língua Portuguesa · CGC UNIVASF

Língua PortuguesaInterpretação de textosCGC UNIVASF 2008

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Questão de Língua Portuguesa

Categoria Funcional: ADMINISTRAÇÃO INSTRUÇÕES: 1. Leia com atenção todas as instruções deste CADERNO DE QUESTÕES; 2. Verifique se: a) Este caderno contém 50 questões, numeradas de 1 a 50. b) Cada questão apresenta cinco alternativas de resposta (a, b, c, d, e); Caso contrário, solicite um outro caderno ao fiscal da sala; 3. Para cada questão existe apenas UMA resposta certa. A resposta que você escolher deverá ser marcada no cartão de resposta, de acordo com o exemplo a seguir: 4. O cartão de respostas somente poderá ser preenchido com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 5. Não serão computadas questões assinaladas em desacordo com o exemplo, ou que tenham mais de uma resposta, emendas ou rasuras. 6. Em nenhuma hipótese haverá substituição do cartão de respostas. 7. Não será permitido, durante a realização das provas: a) Comunicação entre os candidatos, porte/utilização de máquinas calculadoras ou similares, livros, anotações, impressos ou qualquer outro material de consulta, bem como aparelhos eletrônicos, relógio, tais como bip, telefone celular, walkman, receptor, gravador, etc. b) Levantar-se sem autorização do fiscal de sala. 8. A prova terá duração de quatro horas (8h às 12h), já incluído o tempo para o preenchimento do CARTÃO DE RESPOSTAS. 9. O candidato deverá permanecer na sala no mínimo 2h30min a partir do início da aplicação da prova. O caderno de questões somente poderá ser levado após 3 horas. 10. A desobediência a qualquer uma das recomendações constantes nas presentes Instruções poderá implicar a anulação das provas do(a) candidato(a). JUNHO/2008 REALIZAÇÃO: Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF Comissão Gestora de Concurso Público Edital nº. 18/2008 de 25.04.2008, DOU de 28.04.2008. Concurso Público - UNIVASF Brasil negro A população negra, incluindo pardos, igualou-se, nos últimos 30 anos, ao contingente de brancos no Brasil, e continua em avanço. Ainda este ano, o Brasil será um país de maioria negra. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2006. Infelizmente, a presença negra continua órfã em qualidade de vida, oportunidade igual de empregos, acesso ao conjunto de ofertas que aciona a ascensão social. Sob certos aspectos, os afrobrasileiros foram deixados ao desamparo, apenas com a carta de alforria. Passaram da senzala à favela. Hoje, respondem por 60,3% de mão-de-obra agrícola, 57% dos postos na construção civil e 59,1% dos serviços domésticos. As diferenças persistem, menos traumáticas do que na época da abolição da escravatura, no entanto indicativas de preconceito implícito. As políticas públicas avançaram a passo lento, mas a igualdade racial desejável numa democracia plena é meta distanciada, a depender da vontade política de governantes. Para enfrentar o quadro de distorções, o Brasil terá de passar da retórica à ação, das meras declarações de intenções a práticas substantivas, neste e em outros futuros governos, se quiser de fato vencer de vez as barreiras da desigualdade, mormente em relação aos negros, que representam agora 49,5% da população, contra 49,7% de brancos. Esta proporção deverá influir no direcionamento de programas sociais. O Bolsa Família, as cotas reservadas a negros, pardos e índios em universidades já esgotaram a sua capacidade de absorção. São significativos, é certo, mas avultam paralelamente outros programas de adaptação do negro a uma sociedade livre, com possibilidades de crescimento pessoal e comunitário nos campos social, econômico, cultural e outros. Há um saldo negativo a ser coberto. Estudo pedido pela Secretaria Especial de Igualdade Racial, da Presidência da República, demonstrou que a distribuição da população negra no Brasil reflete ainda hoje o perfil da ocupação do país, com uma grande parcela negra concentrada na região dos portos, que atuaram como receptores de escravos: São Luís, Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Salvador tem 54,8% de pardos. São dados imprescindíveis à imediata elaboração de políticas redutoras de desigualdades. (A Tarde, 15/05/2008)

Assinale a opção incorreta em relação às idéias do texto.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.