Questões de Língua Portuguesa · PRH-UEM

Língua PortuguesaFinalidade do texto e intenção do autorPRH-UEM 2014

UEM

Questão de Língua Portuguesa

Universidade Estadual de Maringá Pró-reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Comunitários o TESTE SELETIVO – EDITAL N 114/2014-PRH conforme exemplo: Ivaiporã, 18 de maio de 2014. 0....................................................................................................................................... ........................ Corte na linha pontilhada UEM - Edital 114/2014-PRH – Teste Seletivo para a função de Técnico Administrativo. Questões 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Respostas Questões 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Respostas CRONOGRAMA: 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 0 Divulgação do gabarito e do caderno de prova: 19-05-2014, às 17 horas. 0 Entrega da Ficha de Inscrição: 19 e 20-05-2014 na Divisão de Recrutamento e Seleção da UEM, bloco 104, sala 28, em Maringá-PR ou na Secretaria do Campus Regional de Ivaiporã, no horário das 8h00min às 11h00min e das 13h30min às 17h00min. 0 Publicação do resultado da prova objetiva: 28-05-2014, às 17 horas, no endereço www.uem.br/concurso. 0 O caderno de prova ficará disponível em www.uem.br/concurso até a publicação do resultado da prova objetiva. 1 O envenenamento de dezenas de animais no Zoológico de São Paulo, a partir de janeiro, provocou uma discussão que divide aqueles que se dedicam a preservar a vida selvagem. É válido retirar um animal da natureza para expô-lo em áreas urbanas, longe de seu habitat? A questão é mais controversa ainda, levandose em conta os contrastes notados diariamente entre instituições desse tipo no mundo e também no Brasil – algumas sem recursos, outras com trabalho exemplar. Confira a opinião de dois especialistas no assunto. NÃO! (Miriane de Almeida Fernandes, presidente da Associação dos Amigos dos Animais de Campinas (AAAC), entidade que mantém 2.500 animais) 2 “O simples fato de ver qualquer animal enjaulado já me causa arrepios. Mas os zoológicos são especialmente degradantes, porque sua função nada mais é do que saciar, à custa dos bichos, a satisfação humana. É verdade que, no passado, existiam argumentos duvidosos, mas talvez justificáveis. Com a ausência da televisão, da internet e de outros meios de comunicação, para que as pessoas pudessem conhecer um leão ou um elefante, por exemplo, poderiam fazê-lo apenas visitando um zoológico ou o seu habitat. Hoje, isso não é mais necessário, pois os meios de comunicação têm fartas matérias que propiciam conhecimento. Por isso, entendo que os zoológicos deveriam ter outras finalidades. Deveriam, por exemplo, preocupar-se em ensinar as pessoas a conhecer os animais dentro do seu próprio habitat. Deveriam contribuir com a fiscalização da nossa fauna, auxiliando na proteção dos animais que estiverem em risco de extinção. Deveriam também atuar como hospital veterinário para animais de grande porte, resgatados de circos ou ainda de traficantes de animais. Não é mais aceitável mantê-los em cativeiro para entretenimento dos seres humanos. É um ato de crueldade, cuja proporção somente pode ser avaliada se nos imaginarmos no lugar desses animais, presos em um espaço limitado e longe dos nossos amigos e familiares, por tempo indefinido e, principalmente, contra a nossa vontade”. SIM! (Luiz Roberto Francisco, biólogo, ex-diretor do Zoológico de Curitiba e atual consultor do Zoológico de São Paulo e de outras entidades) 3 “Há que se esclarecer que os zoológicos não retiram animais da natureza para simplesmente expô-los. Há tempos esse conceito mudou, e os zoos contemporâneos trabalham voltados à preservação e conservação das espécies. Os animais que chegam aos zoológicos brasileiros são quase todos oriundos de apreensões por órgãos fiscalizadores, porque a maior parte das espécies desse universo teve seu habitat fragmentado ou vem do tráfico de animais selvagens. Ver os zoológicos apenas como ‘prisão de animais’ é estar fora de sintonia com a realidade. Graças aos zoológicos, espécies como o condor-da-Califórnia (Gymnogyps californianus) ou o nosso mico-leãodourado (Leontopithecus rosalia), entre outras, têm uma chance de sobrevivência na natureza. Para esses e outros programas, as instituições envolvidas permutam animais importantes para seus programas de reprodução, buscando manter a maior diversidade genética possível. É óbvio que todos preferimos os animais em vida livre, mas a pressão ao meio ambiente é tal que a extinção para muitas espécies é questão de tempo. Quem não vê isso está parado no tempo. No Brasil, a Sociedade de Zoológicos do Brasil fomenta a pesquisa e a preservação das espécies, promovendo congressos, onde são compartilhadas novas técnicas de manejo e desafios. Não fosse esse um segmento sério, nada disso existiria. Por isso tudo, os zoológicos são a verdadeira esperança para as espécies ameaçadas de extinção.” Texto adaptado da Revista Os caminhos da Terra – para entender o mundo. São Paulo: Peixes, ano 12, n. 144, abr. 2004. p. 18.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.