Língua PortuguesaRegênciaNUCEPE UESPI 2017
SEDUC PI
Questão de Língua Portuguesa
Entre 1950 e 1980, poucos países cresceram como o Brasil. Com forte industrialização, grandes obras e a criação de novos serviços, a economia arcaica passou por um choque modernizante. Milhões de pessoas transferiram-se para os centros urbanos, onde existiam oportunidades em atividades mais dinâmicas. Elevou-se assim o valor da riqueza gerada individualmente pelos trabalhadores. Houve, como dizem os economistas, um aumento de produtividade, o elixir do crescimento econômico. Foi algo semelhante ao ocorrido na China recentemente. Pois bem. Sem aumentar a produtividade, nenhum país decola. A economia fica condenada a voos medíocres e instáveis (qualquer semelhança com o momento atual brasileiro não é mera coincidência). Depois do sopro lá atrás, o país agora alterna períodos de crise com fases de recuperação, sem sustentar um ritmo constante de crescimento.[...] A produção média dos trabalhadores cresceu ao ritmo anual de expressivos 4,2% entre 1950 e 1980. Desde então o avanço tem sido um anêmico 0,6% ao ano.[...] Até os anos 50, o trabalhador brasileiro era mais produtivo do que japoneses e sul-coreanos. Mas o Japão deu um salto nos anos 60, e nos anos 80 foi a vez da Coreia do Sul deslanchar. O Brasil ficou comendo poeira. Para piorar, viu sua produtividade encolher entre 2010 e 2015. Até mesmo na América Latina houve crescimento nesse período. [...] O aumento na produtividade requer avanços tanto no capital humano (educação e conhecimento) quanto no capital físico (capacidade produtiva e infraestrutura). Em ambos os aspectos, o país não tem se saído bem. Os resultados frustrantes na educação, por exemplo, ocorreram depois de uma ampliação significativa da verba aplicada, que subiu de 3,8% para 6% do PIB nas duas últimas décadas. Na infraestrutura, além da corrupção e do desperdício, houve uma queda no total investido. Nos anos 70, os investimentos superavam 5% do PIB. Hoje, mal chegam a 2%, somados os recursos públicos e privados. O governo não dispõe de caixa para aplicar na área, mas oferece entraves aos investidores privados. Como superar esse quadro? Adaptado de GIULIANO GUANDALINI. VEJA, n.20, ano 50, ed.2530, 17 maio 2017, p.78-79.
Atente para as seguintes afirmações: I - Em “Mas o Japão deu um salto nos anos 60”, o vocábulo mas pode ser substituído por mais, sem prejuízo para a correção do texto. II - No segmento “Os resultados frustrantes na educação, por exemplo, ocorreram depois de uma ampliação significativa da verba aplicada”, as vírgulas em destaque separam uma expressão explicativa. III - Considerando o contexto, em “Houve, como dizem os economistas, um aumento de produtividade”, o vocábulo destacado pode ser substituído por conforme. IV - Na oração “Até mesmo na América Latina houve crescimento nesse período”, o verbo haver não é impessoal. São verdadeiras APENAS:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


