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Concurso Público TAE – Campus Juiz de Fora – Editais e
Questão de Medicina Legal
COPESE CONCURSO PÚBLICO TAE 2014 CONCURSO PÚBLICO TAE – 2014 Digiselo NECROPSIA LER COM ATENÇÃOAS INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA(edital 21/2014-PRORH/UFJF) Preenchimento do Cartão resposta – pg2 Instruções gerais – pg. 3 NOME LEGÍVEL: ................................................................................................................................................................................ ASSINATURA: ..................................................................................................................................................................................... INSCRIÇÃO: ANOTE ABAIXO SUAS RESPOSTAS – Somente o fiscal poderá cortar a parte de baixo desta folha, para que você a leve consigo. UFJF – CONCURSO PÚBLICO TAE 2014 – CÂMPUS DE JUIZ DE FORA – TÉCNICO EM ANATOMIA E NECROPSIA 01 02 03 04 05 06 13 14 15 16 17 18 25 26 27 28 29 30 37 38 39 40 41 42 49 50 51 52 53 54 07 08 09 10 11 12 19 20 21 22 23 24 31 32 33 34 35 36 43 44 45 46 47 48 55 56 57 58 59 60 1 - Na correção dos cartões de respostas, para efeito de pontuação, será desconsiderada: cartão de respostas. 3 - Em hipótese alguma, será fornecido outro cartão de respostas, portanto, é preciso que o candidato fique atento e preencha, corretamente, apenas uma das cinco alternativas em cada questão, utilizando caneta esferográfica azul ou preta de corpo transparente, conforme a figura abaixo: 3 (EDITAL 21/2014 - PRORH/UFJF. As disposições e instruções contidas no(s) Cadernos de Prova constituirão normas complementares ao presente edital.) • Será excluído do concurso o candidato que em sala de prova portar celulares, armas e aparelhos eletrônicos. • O candidato não pode usar boné, capacete, chapéu, chaveiro de qualquer tipo, óculos escuros, relógio e similares. • Quando solicitado pelo Fiscal, o candidato deve assinar a Ata de Abertura do Lacre. • Junto ao candidato, só devem permanecer os objetos de identificação e os materiais para execução da prova. Todo e qualquer outro material, exceto alimentos, água em garrafa transparente e medicamentos, têm de ser colocados no saco plástico disponível, amarrado e colocado embaixo da cadeira. • O candidato que possuir cabelos compridos deve mantê-los presos, deixando as orelhas descobertas. • O candidato deve conferir se sua prova tem 15 questões de Língua Portuguesa, 10 de Raciocínio Lógico-Quantitativo, 5 de Legislação e 30 de Conhecimentos Específicos do cargo, sendo cada questão constituída de 5 alternativas (a, b, c, d, e) e numeradas de 01 a 60. Caso haja algum problema, solicitar a substituição de seu caderno ou folha. • O candidato deve comunicar sempre aos fiscais qualquer irregularidade observada durante a realização da prova. Não sendo tomadas as devidas providências a respeito de sua reclamação, solicitar a presença do Coordenador do Setor ou comunicar-se com ele, na secretaria, ao final da prova. • O candidato não pode retirar nenhuma folha deste caderno. • A duração da prova, considerando a marcação do cartão de respostas, é de 4 horas. O candidato só poderá sair decorridos 1h e 30min. • O candidato deve assinar a lista de presença e o cartão de respostas com a assinatura idêntica à da sua identidade. • O candidato, ao receber o cartão de respostas, deve ler, atentamente, as instruções contidas na página 3 deste caderno. • Os três últimos candidatos deverão permanecer até o final da prova para assinar a Ata de Encerramento. 4 • Leia, com atenção, o texto seguinte, do jornalista Muniz Sodré, publicado no Observatório da Imprensa, em 13 de julho de 2004. Volte a ele sempre que necessário. Falar o que não se diz 1. Um pequeno incidente pessoal, sem maiores consequências, vai servir como um pretexto para se verificar um certo tipo de funcionamento da imprensa cotidiana. Em fins de maio, fui contactado por telefone por um repórter do Jornal do Brasil para que dissesse alguma coisa sobre Chico Buarque, cujo sexagésimo aniversário seria comemorado (como efetivamente o foi) em 27 de junho. O jornal estava preparando um caderno especial sobre o compositor e escritor, que é sem dúvida uma das poucas unanimidades nacionais. 2. Sou fã confesso, quase de carteirinha, de Chico Buarque. Admiti isto logo de saída ao repórter e, em seguida, arrisquei-me a uma pequena análise de sua obra musical, desde A banda (que, na época do surgimento, me fez muito lembrar do poeta francês Jacques Prevert) até as canções mais recentes, de letras inesquecíveis, algumas das quais evocavam a preferência dos nossos poetas do Arcadismo pelas proparoxítonas. Enfim, até mesmo de uma "reencarnação" musical de Noel Rosa falei. 3. Mas, garantido pela posição de admirador inconteste, permiti-me dizer do que não gostava tanto: a voz algo anasalada do Chico-cantor e a escrita de Estorvo, que não me apeteceu terminar. Que importância tem isso? 4. Pois bem, o tal caderno do JB (13/5/2004), numa lista de 60 declarações sobre a efeméride (intitulada 60 pedaços de mim) resumia assim toda a minha fala: "„Chico é um sujeito de esquerda, mas que mantém uma atitude discreta", diz. „Só li Estorvo até a página 10, me enchi logo. Também não gosto muito dele cantando, acho a voz anasalada, prefiro o João Bosco‟, completa. Sodré às vezes critica, mas é fã: „Votaria nele para membro da ABL‟". 5. Ora, objetivamente falando, eu disse realmente tudo aquilo, mas ao mesmo tempo não disse. Bem entendido: retirando as pequenas frases dos enunciados maiores e separando-as do contexto da enunciação (em que a entonação laudatória fazia das críticas meros complementos secundários), o texto jornalístico construiu uma realidade diferente da original. O resumo publicado passou algo absolutamente não pretendido pelo entrevistado, ou seja, um amontoado de predicações negativas que pode significar tudo, menos a condição de "fã". 5 6. Alguém poderá perguntar: que importância tem isso? O compositor não se incomodou, provavelmente disto não tomou sequer conhecimento, e nenhum de seus admiradores incontestes protestou. Além do mais, todo e qualquer consumidor de canções ou de personalidades públicas está democraticamente autorizado a dizer se gosta ou não do que ouve ou do que lê. Seria o caso, aliás, do cantor-compositor Lobão. Segundo a mesma matéria, ele não gosta da obra de Chico e, entre amigos, costumaria imitá-lo em tom de deboche. Sob suspeição 7. O problema levantado aqui, porém, não é de gosto, não é de estética, mas de demonstração de como o jornalismo, em sua pressa ou em seu hábito crescente de pôr em segundo plano o conteúdo discursivo em favor de uma forma que pode ser tanto uma imagem figurativa quanto uma paginação atraente, acaba produzindo uma realidade própria, particular, mais palatável para si mesmo ou para o que julga ser o leitor. Do jeito que a matéria saiu, o entrevistado (eu mesmo) decididamente é averso a Chico Buarque. O problema é que a realidade é outra. 8. Não é difícil para o leitor de jornal especular sobre o que pode acontecer, mudando-se os assuntos e os contextos, com matérias maiores ou temáticas mais complexas. Não adianta culpar o repórter, porque se trata de todo um processo de produção, em que o profissional é engolido e digerido, a menos que se trate de um colunista com toda a autonomia de sua assinatura. 9. Seja como for, a consciência crescente dessas deformações midiáticas põe a imprensa em suspeição junto ao público mais advertido. Isto ajuda a explicar a reação de Paulinho da Viola, ao ser procurado para o mesmo assunto: "Eu não falo mais com a imprensa". Explica o repórter que o cantor e compositor não aceitou o argumento de que era para um caderno especial sobre os 60 anos de Chico. "Eu sei, eu sei. Você me desculpa, mas eu não dou mais depoimento algum". 10. Sábio Paulinho da Viola. SODRÉ, Muniz. Falar o que não se diz. Disponível em: <www.observatoriodaimprensa.com.br>. Acesso em: 7 maio 2014.
O principal propósito comunicativo do autor do texto é:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
