Língua PortuguesaInterpretação de textosFênix Instituto 2025
Pref Anita Garibaldi
Questão de Língua Portuguesa
Sempre estamos à espera do amanhã, porém não podemos deixar de viver intensamente o hoje O mundo é regido pela pressa. A agitação faz parte do cotidiano da grande maioria, inclusive tem gente que se agita mesmo não tendo nada para fazer. Em meio a tudo isso, surge uma alternativa fabulosa: a meditação. Através da meditação preservamos o essencial e confirmamos a paz. Meditar é não entrar no ritmo alucinante da pressa, é viver criativamente. Silenciar é ir na contramão de uma pressa que cansa e esgota. O mundo se acostumou a celebrar o excesso, o acúmulo, a produtividade que não respeita o limite do corpo nem o território sagrado da mente. Meditar, nesse contexto, torna-se um gesto de coragem, pois convida a presença quando tudo ao redor insiste na distração. A pausa permite que a alma se reencontre. No silêncio, aquilo que estava disperso começa a se alinhar, pensamentos se acalmam, emoções encontram um nome, a respiração se torna ponte entre o que sentimos e o que realmente somos. Meditar não é fugir da vida, é voltar para dentro dela com mais consciência. É o momento em que retiramos as máscaras e percebemos o próprio ritmo, mais lento, mais profundo, mais honesto. O silêncio revela o que a pressa esconde. Ao desacelerar, percebemos que muito do que parecia urgente era apenas barulho. E que grande parte das inquietações nasce da tentativa de acompanhar expectativas que nunca foram nossas. A pausa devolve liberdade. A mente que respira com calma deixa de ser tempestade e volta a ser céu. E, nesse céu interior, escolhas ganham clareza, dores encontram acolhida, decisões se iluminam. A quietude se torna refúgio e, ao mesmo tempo, força para caminhar. Quem aprende a meditar aprende também a viver com mais profundidade. A pressa se dissolve, o olhar se torna mais amplo, a palavra mais leve, o coração mais sereno. O mundo continuará acelerado, mas dentro de quem medita existe uma morada segura onde o tempo corre de outro modo. E é dessa fonte silenciosa que surge uma coragem nova, mais estável e fecunda, capaz de sustentar os dias com paz. Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).
No texto de Jaime Bettega, a meditação é apresentada como um contraponto ao ritmo caótico e à cultura da produtividade desenfreada. Com base nessa abordagem, podese afirmar que: I. A prática meditativa é retratada como ato de resistência à lógica do excesso e da aceleração cotidiana. II. Meditar equivale a buscar isolamento e se desconectar dos acontecimentos do mundo exterior. III. O silêncio, no texto, é interpretado como fonte de equilíbrio interior e de reencontro com a própria essência. Das assertivas, pode-se afirmar que:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
