Questões de Língua Portuguesa · Legalle

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Questão de Língua Portuguesa

Texto IA-T1 Por que fazer pesquisa na universidade? A pesquisa nas universidades não é um mal necessário, não é um bem desnecessário, ela é o germe da evolução, ela é um bem impreterível e profundamente necessário. A pesquisa nem sempre melhora a didática dos professores (qualidade esta que de algum modo pertence à categoria dos talentos naturais), mas sempre melhora o conteúdo desta didática, a sua substância, a essência de sua mensagem. A pesquisa coloca o saber de quem ensina num contexto mais amplo, mais rico, define seu contorno, unifica, acrescenta nuanças, lhe dá versatilidade, relevo, vida, alegria. Por intermédio das atividades de ensino, pesquisa e extensão, as universidades se voltam para a criação, a produção de conhecimento, e a busca do saber. Por essa razão, precisam também preocupar-se em como disseminar competentemente esses conhecimentos, que só se concretizarão se lograrem comunicação, exigindo-se, portanto, condições propícias para a divulgação da produção intelectual. A produção científica está relacionada com a atuação dos cursos de pós-graduação, quer pelo seu fazer científico, quer pelo seu papel na formação de professores e pesquisadores que irão atuar em outras entidades, universitárias ou não. Seu produto é relevante, inclusive como veículo para a mudança da dependência para a independência científica e tecnológica e, consequentemente, econômica e política. Isso vêm comprovar que a instituição própria para atividades científicas é, sem dúvida, a universidade, onde vivem os profissionais de todas as manifestações da ciência, e a ferramenta fundamental, não a única, é o cérebro do pesquisador com sua capacidade criativa. Mas o que leva um pesquisador a realizar pesquisas? Por que fazer pesquisa? A resposta é: para satisfazer a sua curiosidade e a curiosidade dos outros! A satisfação desta necessidade imperiosa, desta sede irresistível do homem é, por si, justificativa suficiente da pesquisa. Mas a pesquisa proporciona outros benefícios: a pesquisa gera bem-estar: bem-estar fisiológico, corporal, bem-estar psíquico, bem-estar material. A pesquisa gera prazer: prazer musical, estético, prazer de aceder ao difícil, o prazer da troca, do intercâmbio, no espaço, no tempo. A pesquisa gera economia: economia de tempo, economia de energia, economia de recursos do solo, agropecuários, marítimos, humanos, economia de recursos financeiros, monetários. A pesquisa gera autonomia, independência, autogestão, gera real poder de decisão sobre nossos próprios destinos. Também, a pesquisa gera notável qualificação nos profissionais de todos os horizontes, gera um potencial humano de dinamismo e versatilidade, gera pessoas conscientes de suas responsabilidades, de suas limitações e de seus talentos, rasga véus de ignorância, preconceitos mistificadores, abre espaços, estimula interações, frequentemente interdisciplinares, não raro as mais fecundas. Na Universidade, ensino, pesquisa e extensão efetivamente se articulam, mas a partir da pesquisa, ou seja, só se aprende, só se ensina, pesquisando; só se presta serviços à comunidade, se tais serviços nasceram da pesquisa. O professor precisa da prática da pesquisa, para ensinar eficazmente; o aluno precisa dela, para aprender eficaz e significativamente; a comunidade precisa da pesquisa, para poder dispor de produtos do conhecimento; e a Universidade precisa da pesquisa, para ser mediadora da educação. Texto adaptado, para fins desta prova, do artigo de Maria L. B. Ohira, publicado na Revista ABC, v. 3, n. 3, 1988.

O vocábulo horizontes (l.53) possui:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.