Questões de Língua Portuguesa · Vunesp

Língua PortuguesaHumor e ironiaVunesp 2013

PM SP

Questão de Língua Portuguesa

18 Leia o texto a seguir. “E necessário contrapor-se a tal ausência de consciência, é preciso evitar que as pessoas golpeiem para os lados sem refletir a respeito de si próprias.” (Theodor Adorno. Educação após Auschwitz. Disponível em: https://ead.ufrgs. br/rooda/biblioteca/abrirArquivo.php/.../11142.pdf. Acesso em 18.05.2013)

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

(Disponível em: http://commons.wikimedia.org/ wiki/File:Wikibully.jpg?uselang=pt-br. Acesso em 16.06.2013) A violência é definida como o uso intencional da força física ou do poder contra si mesmo, outra pessoa, um grupo ou uma comunidade. A violência simbólica pode ser definida como (A) toda forma de ameaça que indique probabilidade de causar lesão física. (B) o tipo de violência em que se usa do poder de persuasão contra outra pessoa. (C) o tipo de violência que não causa a morte, mas atenta contra a integridade física dos indivíduos. (D) toda forma de violência que envolva grupos organizados. (E) o tipo de violência em que o agressor destrói os bens da vítima. 19 Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”, nesse sentido, o exercício do poder é atribuído (A) aos poderes executivo e legislativo, por serem escolhidos pelo voto popular. (B) ao poder legislativo pela prerrogativa de criar leis. (C) ao Governo constituído a partir de eleições majoritárias livres e diretas. (D) ao poder judiciário pela prerrogativa de garantir o cumprimento das leis. (E) aos cidadãos pelo poder do voto e também pelos mecanismos legais de democracia direta. 20 Leia o texto a seguir. Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Artigo XV 1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade. (Disponível em: http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/ legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm. Acesso em 12.05.2013) Entende-se por direito à nacionalidade: (A) direito de pertencer a uma cultura. (B) direito de possuir uma identidade. (C) direito de habitar um determinado território. (D) direito de participar das instâncias de poder político de um Estado. (E) direito de proteção de um Estado. 21 Observe a figura.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

33 32 31 30 Rural - Residencial - Comercial - Centro - Residencial - Parque - Residencial - Rural Suburbano Urbano Suburbano (Paulo Cesar Zangalli Junior et al. As mudanças climáticas globais: uma questão de escala, 2012. Adaptado) O fenômeno climático representado na figura ocorre porque (A) a área de baixa pressão formada na área rural empurra a massa de ar quente para a área centro e se estabiliza. (B) há, na área parque, absorção de raios ultravioleta e a produção de ozônio aumentando a temperatura das áreas adjacentes. (C) a área comercial centraliza o maior número de carros, provocando uma máxima temperatura nas áreas rurais. (D) a área residencial suburbana apresenta o albedo elevado, influenciando na dinâmica microclimática da área centro. (E) o centro possui materiais de grande absorção e baixa refletividade da radiação solar concentrando fontes antrópicas de calor. 22 Observe a figura. 24º 35'S 47º 21'W 24º 42'S

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

47º 28'W (Fernando Shinji Kawakubo. Avaliação das mudanças na linha de costa na foz do rio Ribeira de Iguapé, 2008. Adaptado) Analisando a figura, observam-se mudanças na linha de costa, em destaque, ocorridas no período de 1976 a 2000. A formação do esporão arenoso foi provocada pelo contínuo processo de (A) urbanização. (B) industrialização. (C) desmatamento. (D) sedimentação. (E) regressão. 23 As sociedades humanas, por toda sua existência, sempre retiraram do meio natural os recursos necessários para sua sobrevivência. Portanto, o impacto de suas atividades acompanhou o desenvolvimento da capacidade técnica de cada organização social. Com relação à interação sociedade-natureza, ao longo da história da humanidade, assinale a alternativa correta. (A) O maior impacto da sociedade primitiva, formada por poucos indivíduos, foi a construção de moradias fixas no interior das florestas. (B) As sociedades agrárias, surgidas há cerca de 10000 anos, introduziram as máquinas para melhorar a produção. (C) As técnicas de plantio, quando desenvolvidas pelas sociedades humanas, protagonizaram a revolução agrícola. (D) O início do século XX é marcado pela consciência das sociedades industriais em buscar novas fontes de energia. (E) A proposta da sociedade de consumo era apresentar medidas para desacelerar a produção industrial. 24 Leia o trecho do poema a seguir, de Silvana Maria Nogueira Leite, para responder à questão. O rio ---------- é uma riqueza Nasce lá na Serra da Canastra Corta serras, matas e vales. Desenha o seu percurso na natureza. Passa por aqui e banha nossa região Serve ao povo sua água pura Mata a sede e molha a agricultura E ainda, faz caminho através da navegação. É um rio que só traz alegrias Para as famílias do sertão. (http://educador.brasilescola.com. Adaptado) Assinale a alternativa que identifica corretamente a bacia hidrográfica a que a autora se refere, cujo rio principal deságua no Oceano Atlântico, entre os Estados de Sergipe e Alagoas, e, apesar de seu pequeno volume de água, é aproveitado para irrigação, navegação e produção de energia. (A) Bacia do Atlântico Nordeste Oriental. (B) Bacia dos Rios Tocantis e Araguaia. (C) Bacia do Rio Parnaíba. (D) Bacia do Rio São Francisco. (E) Bacia do Atlântico Leste. 25 Observe a figura. o ModElo dE apropriação

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

(L’Atlas du Monde diplomatique, 2009. Adaptado) Analisando a figura, pode-se afirmar corretamente que ela representa (A) a corrida imperialista do século XIX, marcada pela divisão do continente africano em áreas de exploração de matéria- -prima. (B) os acordos bilaterais estabelecidos, após o fim da segunda guerra mundial, entre o bloco geoeconômico africano e outros. (C) as atuais políticas neoliberais, que reproduzem estratégias semelhantes ao período de colonização. (D) os fluxos de exportação da produção industrial dos países africanos entre seus parceiros comerciais. (E) o interesse dos países emergentes em envolver o continente africano nas decisões políticas e econômicas mundiais. 26 Observe a figura. a Exportação dE produtos agrícolas E aliMEntícios no Mundo (2010) 62 América 78 do Norte 8 América 27 150 do Sul 413 40 e Central 53 44 5 13 Ásia 10 CEI 20 9 300 36 11 8 39 71 61 Europa 832 80 11 34 29 14Oriente 33 Médio 14 37 22 6 20 30 15 Em bilhões de dólares EUA 20 África intrarregional (superfície dos círculos) intrarregional (espessura das setas) Somente os valores superiores a 5 bilhões de dólares são representados. América do Sul América Oriente Europa Ásia e Central do Norte África CEI Médio O comércio intrarregional é representado por círculos, por motivos de legibilidade. Caso contrário, as setas teriam os tamanhos representados acima. (www.sciences-po.fr/cartographie) Analisando a figura, pode-se afirmar corretamente que (A) a produção de alimentos no mundo concentra-se em países de economia estável e não afetados pela crise financeira de 2008. (B) as nações europeias mais desenvolvidas procuram diminuir sua dependência alimentar aumentando a área de cultivo. (C) a alta produtividade nos países periféricos é garantida em função do alto grau de mecanização das lavouras e ausência de trabalhador rural. (D) os países em desenvolvimento abasteceram os seus mercados internos por meio das importações de produtos primários. (E) alguns países com grande capacidade de produção e baixo consumo tornam-se grandes exportadores. 27 Em oposição aos processos de globalização, ativistas do movimento anticapitalista buscam nos espaços públicos o direito de se manifestarem, além de fazerem uso das novas tecnologias sociais com o objetivo de divulgar na rede os seus protestos. A respeito do movimento anticapitalista, pode-se afirmar que (A) desde a falência dos regimes socialistas, os movimentos anticapitalistas concentraram-se nos países de origem islâmica e possuem seguidores nos países em desenvolvimento. (B) entre as bandeiras levantadas por esse grupo, destaca-se o combate ao programa econômico neoliberal adotado nos países capitalistas. (C) os ativistas costumam aproveitar as reuniões e fóruns de debates internacional para reivindicarem um Estado Nacional, já que possuem um idioma comum. (D) a realidade desejada pelo movimento é a intervenção dos países centrais e emergentes na economia dos países subdesenvolvidos. (E) boa parte dos lideres dos países desenvolvidos e em desenvolvimento apoiam o ativismo antiglobalização e financiam seus projetos. 28 A crise econômico-financeira que se abateu sobre os Estados Unidos a partir de 2008 e se globalizou no fim do mesmo ano provocou algumas mudanças nos fluxos migratórios internacionais. Com relação a essa crise e suas consequências, assinale a alternativa correta. (A) O Brasil vem se consolidando como área de expansão das migrações latino-americanas devido aos benefícios de uma economia em desenvolvimento. (B) A Península Ibérica tornou-se uma região propícia para receber migrantes por causa das oportunidades de emprego. (C) O Mercosul legitimou instrumentos legais para frear a mobilidade intrarregional da população sul-americana. (D) A Europa Setentrional apresentou um processo de evasão crescente da população por conta da crise. (E) A China propôs diálogos interculturais entre os povos migrantes a fim de suprir a necessidade de mão de obra. 29 À medida que o processo de urbanização foi se desenvolvendo no mundo, algumas cidades tornaram-se maiores e mais complexas. Em certas áreas onde existem várias cidades próximas, ocorreu um fenômeno espacial denominado conurbação. Caso típico nas cidades brasileiras é a formação de região metropolitana como temos: região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros. (SAMPAIO, F. dos S. et al Geografia: ensino médio, volume único. Adaptado) Pode-se afirmar corretamente que o fenômeno da conurbação é resultado da (A) verticalização da produção de bens, consumo e serviços entre cidades. (B) expansão horizontal entre cidades formando uma grande área integrada. (C) modernização dos elementos constitutivos da área rural entre cidades. (D) interação entre cidades para facilitar a administração pública. (E) parceria comercial entre cidades para se tornarem mais competitivas. 30 O processo de industrialização brasileira, a partir da década de 1960, motivou um número considerável de rurais a se deslocarem para as cidades. Entretanto, além da industrialização, outros fatores contribuíram para a intensificação do êxodo rural. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses fatores. (A) Oportunidade de trabalho feminino. (B) Garantia de casa própria dada pelos governantes. (C) Crescente população relativa das áreas de cultivo. (D) Segurança pública das áreas urbanas. (E) Expansão dos direitos trabalhistas aos trabalhadores do campo. 31 Leia a tira.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

(Folha de S.Paulo, 23.04.2013) O efeito de humor da tira decorre do fato de que “ler um livro de novo” não corresponde à ideia de releitura esperada como resposta. A expressão “releitura” significa (A) criação de uma obra. (B) ocultação de sentidos de uma obra. (C) reinterpretação de uma obra. (D) memorização da história de uma obra. (E) negação dos sentidos de uma obra. Leia o soneto de Cláudio Manuel da Costa para responder às questões de números 32 a 35. Se sou pobre pastor, se não governo Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Se em frio, calma, e chuvas inclementes Passo o verão, outono, estio, inverno; Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça, em que vivo, coas enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eterno. Adorar as traições, amar o engano, Ouvir dos lastimosos o gemido, Passar aflito o dia, o mês, e o ano; Seja embora prazer; que a meu ouvido Soa melhor a voz do desengano, Que da torpe lisonja o infame ruído. (Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br) 32 A característica árcade que norteia o estabelecimento de sentidos no poema é: (A) inutilia truncat, ou cortar o que seja inútil, propondo que as paixões pessoais devem sobrepor-se às paixões coletivas. (B) aurea mediocritas, ou equilíbrio do ouro, propondo que a simplicidade deve sobrepor-se ao luxo e à ostentação. (C) fugere urbem, ou fugir da cidade, propondo que a vida no campo pode ser tão mais atrativa e rica que a do meio urbano. (D) locus amoenus, ou lugar ameno/agradável, propondo que o verdadeiro líder governa do campo, longe das atribulações. (E) carpe diem, ou aproveitar o presente, propondo que os prazeres mundanos devem ser explorados intensamente. 33 O eu-lírico deixa claro que (A) dissemina traições e enganos. (B) teme viver sem um amor. (C) sofre por não ser admirado. (D) rechaça os falsos e bajuladores. (E) vive aflito com seu destino. 34 No verso – Se sou pobre pastor, se não governo – a conjunção, que se repete, estabelece relação de (A) condição. (B) concessão. (C) finalidade. (D) causa. (E) proporção. 35 Considerando-se o contexto em que está inserido o verso – Nem por isso trocara o abrigo terno –, a forma verbal destacada poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, por (A) troquei. (B) trocava. (C) trocasse. (D) troque. (E) trocaria. Leia o texto para responder às questões de números 36 a 43. Fronteiras do pensamento SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (superfícies e essências), do físico convertido em cientista cognitivo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem a demonstrá-la. Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argumentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algumas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam. A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias. Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), banais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “vendo” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo que não nos demos conta disso. Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categorização, que muitos especialistas consideram a base do pensamento, não envolve nada mais do que fazer analogias. Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digressões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas, estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia teriam sido suficientes. A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar o pensamento. (Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado) 36 Para o autor do texto, a obra de Douglas Hofstadter e Emmanuel Sander – “Surfaces and Essences” (superfícies e essências) – é (A) relevante para a análise do pensamento humano, uma vez que lança novas perspectivas para estudá-lo. (B) importante para a análise do pensamento humano, uma vez que o desvincula da relação com analogias elementares. (C) indiferente para a análise do pensamento humano, uma vez que se vale de várias áreas do conhecimento para estudá-lo. (D) inovadora para a análise do pensamento humano, uma vez que comprova que este se dá sem formas de categorização. (E) prescindível para a análise do pensamento humano, uma vez que não traz estudos expressivos para explicá-lo. 37 Para o autor, “Surfaces and Essences” deveria ser uma obra mais (A) completa. (B) coerente. (C) concisa. (D) acadêmica. (E) interessante. 38 Na passagem do terceiro parágrafo – ... mas estão na origem de todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo que não nos demos conta disso. – a expressão em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido ao texto, por (A) inclusive que. (B) até que. (C) por mais que. (D) se bem que. (E) ainda que. 39 No trecho do terceiro parágrafo – Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), banais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “vendo” os satélites de Júpiter como luas)... – as informações organizam-se de tal forma que acabam por constituir, quanto ao seu sentido global, uma relação de (A) contradição. (B) gradação. (C) causa e efeito. (D) redundância. (E) equivalência. 40 Na frase que inicia o segundo parágrafo – Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. – o pronome “-lo” recupera a seguinte informação: (A) pensar por analogia. (B) escrever o livro. (C) formular a ideia. (D) demonstrar a tese. (E) estudar o pensamento.

Sobre o trecho do penúltimo parágrafo – Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. –, é correto afirmar que a expressão

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