Língua PortuguesaPolifonia e citação de vozes no textoDECEx 2019
CMM
Questão de Língua Portuguesa
TEXTO II (Adaptado) Tecnologia e juventude Camila Achutti* O jovem é fascinado pelas novas tecnologias – mas essa relação precisa ser trabalhada para ganhar maior responsabilidade. E, assim, gerar progresso.
(FOTO: THINKSTOCK) Na semana passada, conversamos sobre como nossas crianças estão expostas ao usar as novas tecnologias. Mas e nossa juventude? Como ela está se comportando e se desenvolvendo nos tempos digitais? Certa vez, ouvi de um professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) que tecnologia representava para o jovem um fascínio. Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos. Pensa se você também não iria se fascinar se existisse um lugar, uma forma de criar modelos e culturas próprias distantes dos pais, da escola ou da sociedade. É fascinante construir relacionamentos com certo distanciamento e liberdade, dois aspectos intrínsecos à juventude. Mas é nesse fascínio que mora o perigo. No livro Ideais na Adolescência: falta (d)e perspectivas na virada do século, Tiago Corbisier Matheus defendeu que a dificuldade na relação da juventude com a tecnologia reside no fato de os jovens não compreenderem que é preciso se comprometer com as ações realizadas no mundo virtual. Eles pensam que o ciberespaço não tem efeito algum sobre o mundo real. Aí está a explicação para cyberbullying (...) e novos comportamentos que não existiam antes. Mas será que é culpa da tecnologia? Não acredito. A recusa de se responsabilizar pelas próprias ações é característica da adolescência. O papel da tecnologia foi ter trazido novos espaços e ferramentas que ampliaram os efeitos e danos desse comportamento. A internet, os aplicativos, os games e todo esse mundo virtual permitem a experimentação de papéis sociais, ampliam a possibilidade de aprendizado, abrem as portas para um mundo de informação e cultura. Tudo isso só auxilia na formação da identidade. Só precisamos ajudá-los a construir uma relação saudável com tudo isso. Caso seja utilizada de forma adequada, a tecnologia pode se transformar em um superpoder para a juventude que tem vontade, disposição e ideal para realizar mudanças e quebrar paradigmas. (...) Precisamos trabalhar duro em direção a esse novo mundo que empodera o jovem de tecnologia e não permite que ele se torne vítima dessa nova economia. Ver a juventude ou a tecnologia como vilões e querer impossibilitar esse relacionamento não é a melhor solução. É necessário que haja um equilíbrio e espaço para desenvolvimento e amadurecimento dessa relação. É preciso olhar para estes jovens com outra perspectiva. Ver que eles podem ser agentes de mudança com o superpoder de saber usar tecnologia. Precisamos catalisar toda essa ousadia e habilidade para o lado bom. Para isso, professores, escolas e sociedade precisam mudar de forma urgente. Precisam aceitar que não dá mais para trabalhar com base em volume e memorização. Não dá mais pra ter palestra de 3 horas sem colocar esse aluno em posição ativa, protagonizando e criando. Eles têm a informação do planeta nas mãos. Por qual motivo não se valer disso? * Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação. Fonte: <https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2018/04/tecnologia-e-juventude.html>.
Nas últimas décadas, a discussão sobre o avanço tecnológico tem sido recorrente, e muitas vozes são ouvidas nos diálogos que se estabelecem. Sobre esse tópico, a autora do texto “Tecnologia e juventude”, Camila Achutti, expõe, exclusivamente, sua voz ao enunciar que:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


