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COP30 no Brasil: o que é, quando acontece e por que é tão importante para o futuro do clima Por: Redação em 24/07/2025 ‖ Atualizado: 24/07/2025, às 11:02 A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes – COP30 –), que acontecerá entre os dias 10 e 21 de novembro na cidade de Belém, capital do Pará, já está movimentando o Brasil de diversas maneiras. O evento, que ocorre anualmente, reúne líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir o futuro do planeta, por meio de ações para combater as mudanças climáticas. Na edição anterior, realizada em Baku, Azerbaijão, a conferência enfrentou críticas por não estabelecer metas suficientemente ambiciosas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Durante o evento, o país terá a responsabilidade de apresentar seus esforços em áreas como energias renováveis, biocombustíveis e agricultura de baixo carbono. Para o governo brasileiro, a COP30 é uma oportunidade singular de reforçar o papel do Brasil como líder nas discussões globais sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. Os temas centrais da COP30 abrangerão a redução de emissões de gases de efeito estufa, a adaptação às mudanças climáticas, o financiamento climático para países em desenvolvimento, tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono, além da preservação de florestas e biodiversidade. A justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas também fazem parte dos temas centrais do encontro. Segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), espera-se que a COP30 atraia cerca de 40 mil visitantes. Dentre eles, pelo menos, 7 mil serão integrantes da ONU e de delegações de países-membros. A escolha de Belém como sede da COP30 transcende uma celebração simbólica dos 10 anos do Acordo de Paris, prometendo marcar um momento de ação concreta e compromissos efetivos. Conforme afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da conferência, este é um momento que exige ação concreta e a implementação de compromissos já firmados. Em entrevista à Jovem Pan, Lago deixou claro que o evento será um marco de transição entre a diplomacia climática e a execução de políticas sustentáveis. Mais de 30 anos após sediar a Rio-92, evento tido como a pedra fundamental para o estabelecimento das COP, o Brasil recebe novamente uma conferência de tal magnitude. Mas afinal, o que é a COP? A Conferência das Partes (COP) é o órgão decisório da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC ou UNFCCC). Sua função é implementar os compromissos globais de combate às mudanças climáticas assumidos pelos países signatários e ratificadores da Convenção. Atualmente, 198 nações participam da UNFCCC, tornando-a um dos maiores organismos multilaterais da Organização das Nações Unidas (ONU). A COP representa a cúpula global do clima, que é realizada anualmente em um país diferente. Ela também funciona como Reunião das Partes para o Protocolo de Quioto (CMP) e o Acordo de Paris, cujo objetivo principal é mitigar o aquecimento global e manter o aumento da temperatura global abaixo de 2º C, com esforços para limitá-lo a 1,5º C. Na dinâmica da COP, que ocorre ao longo de duas semanas, a primeira semana é dedicada a discussões técnicas, enquanto a segunda é voltada para encontros políticos e assinatura dos acordos. Os resultados devem ser alcançados por consenso, garantindo que todos os países tenham direito a voto. Durante a COP, eventos ocorrem simultaneamente todos os dias. A conferência é dividida em Zona Azul e Zona Verde. A Zona Azul, que é gerenciada diretamente pela ONU, é onde acontecem as negociações políticas e os encontros diplomáticos. Já a Zona Verde sedia painéis para o público geral, apresentação de ONG e outras atividades, inclusive as culturais. Como o Brasil está se preparando para receber a COP30? Belém é a cidade escolhida para sediar o evento que acontecerá em novembro. A capital paraense tem a missão de recuperar a posição de “capital da Amazônia”. Uma força-tarefa foi montada para preparar a cidade e a região para receber a COP30. Neste sentido, a prefeitura da cidade e o governo do estado estão trabalhando junto ao governo federal e à iniciativa privada para impulsionar o desenvolvimento e deixar a cidade pronta para receber os milhares de visitantes previstos. O Além da Energia vem acompanhando os avanços nos preparativos da cidade. Estima-se que o conjunto de obras do Parque da Cidade, espaço que sediará as exposições e reuniões da COP30, receba pelo menos R$ 980 milhões em investimentos. Ao todo, são 38 obras em andamento na cidade, o que representa um investimento de R$ 7,3 bilhões, de acordo com o G1. Entre as obras, estão a modernização do Aeroporto Internacional de Belém, a revitalização de rodovias e o BRT Metropolitano, além do citado Parque da Cidade. As obras estão organizadas em quatro categorias: hospedagem, infraestrutura, mobilidade e saneamento. Na área de infraestrutura, que tem mais projetos e recursos, são 14 obras orçadas em R$ 2,7 bilhões. Hospedagem, mobilidade e saneamento recebem oito obras públicas cada uma. Apesar de impulsionar o desenvolvimento, a escolha da capital paraense como sede da COP carrega implicações ambientais e geopolíticas. No entanto, o desafio logístico é considerável. Acelerando os projetos de infraestrutura, o governo também se preocupa com a rede hoteleira: “A questão dos leitos é crítica. Os preços subiram muito e isso pode afastar não só delegações oficiais, mas também a sociedade civil, empresários e cientistas. A COP precisa ser acessível”, alertou Corrêa do Lago. A Amazônia como sede da COP no Brasil A cúpula reunirá líderes globais na Amazônia brasileira para focar na questão climática. Essa escolha é estratégica para o Brasil, pois destaca o bioma e oferece ao país uma plataforma para mostrar suas iniciativas de preservação e transição energética. O Brasil é um líder nesse setor e possui recursos que lhe permitem dar o exemplo. Entre os desafios do Brasil na COP30, está a mediação das discussões, o que pode demonstrar que o país pode assumir um papel central no combate às mudanças climáticas. A COP30 será presidida pelo embaixador André Corrêa do Lago, com Ana Toni atuando como CEO da Conferência. As ministras Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas, devem participar ativamente das discussões. Um dos pontos centrais da conferência será a tentativa de reposicionar o Brasil no cenário internacional como uma potência ambiental. Com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, um histórico no uso de biocombustíveis e investimentos crescentes em tecnologias sustentáveis, o país pretende apresentar um novo modelo de crescimento verde. “Essa agenda favorece o Brasil. Podemos crescer mais, gerar empregos e atender à nova demanda global por produtos sustentáveis”, reforçou o embaixador. A Amazônia corresponde a um terço das florestas tropicais do mundo e desempenha um papel determinante na absorção global de carbono, ajudando a reduzir (naturalmente) os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera. Segundo a CNN Brasil, o país tem chances de ser o grande protagonista da edição, mas ainda precisa mostrar ao mundo que isso não se deve apenas ao fato de abrigar parte da maior floresta do planeta, o que, por si só, já justificaria o título. A expectativa da COP30 é que o Brasil demonstre aos líderes globais como está combatendo as mudanças climáticas, uma vez que é referência mundial na utilização de energia limpa, com mais de 90% da eletricidade proveniente de fontes renováveis. Pedro Côrtes, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), declarou em entrevista à CNN Brasil que receber a COP pode representar uma “excelente oportunidade” para o Brasil mostrar suas iniciativas na área de geração de energia. Disponível em: https://www.alemdaenergia.engie.com.br/cop30-no-brasil-por-que-e-tao-importante-para-o-futuro-do-clima/. Acesso em: 05 set 2025 (texto adaptado para uso nesta avaliação).

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