Questões de Língua Portuguesa · Marinha

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Questão de Língua Portuguesa

Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender Erick Carlier e Kim Loeb Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. É importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano". Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida. Alguns são mais nutritivos que outros. Você pode ler um artigo profundo e embasado, o que é mais "nutritivo". Ou ver o vídeo de um gatinho fofo, o que seria como comer uma barrinha de chocolate - o que também é gostoso. Indo além, as plataformas digitais são como restaurantes - eles levam a comida atê você enquanto as plataformas sociais trazem conteúdos do mundo inteiro. Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saía. Nas plataformas digitais é parecido. Quanto mais conteúdo você consome, mais elas lucram com impactos de publicidades em meio aos scro//s, por exemplo. Agora, imagine que você entre em um restaurante. Mas, desta vez, sem que você saiba, o estabelecimento recorre a vários truques para te fazer consumir mais e mais comida. Secretamente despeja ingredientes que aumentam o seu apetite, te espiona em momentos inimagináveis da sua vida para estudar os seus hábitos, gostos e preferências. Então, passa a te oferecer comida o tempo todo. Enquanto você dirige, quando está no cinema, ao lado da sua cama á noite. Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer, entregando de bandeja aquilo que você acharia o mais irresistível possível. Isso seria errado, não? Sinto por lhe dizer, mas ê exatamente isso que as plataformas digitais estão fazendo com a nossa atenção. E é isso que chamamos de "extrativismo de atenção". Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamína e aplicam recursos que exploram as vulnerabilidades da psicologia humana, sempre testando fundamentos cientlficos, utilizando tecnologia avançada para rastrear e estudar nossos comportamentos digitais, além de enviar mensagens e notificações intrusivas. Tudo habilmente operado por algoritmos poderosos com a intenção de fisgar e reter nossa atenção, modificando comportamentos que mal percebemos. Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho... só mais uma partidinha". Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz. Se restaurantes realmente aplicassem os truques que comentamos, especialmente com crianças, teríamos problemas de saúde decorrentes de um consumo insustentável: diabetes, obesidade, problemas cardíacos e PS-RM3-OFl2025 Página: 6/9 assim por diante. Com essas mesmas técnicas, muitas plataformas estão causando problemas de cognição, memória, afetando a nossa saúde mental. Impulsionando inclusive consequências coletivas como a polarização, o extremismo e o negacionismo. Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com QI inferior ao dos pais, e não ê à toa que nomeamos esses efeitos de "rebaixamento humano". Não há nada essencialmente errado com conteúdos - vídeos, posts, artigos. Da mesma forma que não há nada de errado com restaurantes, plataformas e celulares. Mas as técnicas utilizadas no extrativismo de atenção precisam acabar. Disponível em: < https:liwww.uol.eom.br/ecoa/colunas/opiniao/2025/06/09/nemastelas-nem-as-redes-sociais-o-problema-e-o-extrativismo-deatencao.htm>. Acesso em: 02 de setembro de 2024.

Assinale a opção que apresenta corretamente a figura de sintaxe observada na expressão: "Extrativismo de atenção".

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.