Questões de Língua Espanhola · FUNDAPE

Língua EspanholaLiteratura espanhola e hispano-americanaFUNDAPE 2016

UFAC

Questão de Língua Espanhola

TEXTO RELATIVO À QUESTÃO 2: Vênus luzia sobre nós tã o grande , Tão intensa , tão bela, que chegava A parecer escandalosa , e dava Vontade de morrer. 2. No texto do poema , observa-se o uso a lingua direcionado para pôr em relevo a função poética , conforme denominação de Roman Jakobson . Ao par dessa , sobressai uma outra que é a função: A) Referencial , pois o texto traz uma descrição objetiva das ca racte rí sticas do planeta . B) Conativa . pois é evidente o apelo que está sendo feito para o leitor contemplar o planeta . C) Fáti ca, pois o foco é ver ificar se não há obstáculo que esteja interferindo na comun icação. D) Emotiva, po is o texto traz uma mensagem que traduz uma visão subjetiva do narrador sobre o planeta. E) Metalinguística , pois o que está em destaque é a exploração de propriedades da língua em si mesma. TEXTO RELATIVO À QUESTÃO 3. As estratégias de retextu alização , como apresentadas , pressupõem nove operações complexas que se dividem entre atividades de idealização (eliminação , comp letude e regularização) e reform ulação (acréscimo, substitui ção e reordenação) , que dentro da ide ia de contínuo fazem com que a primeira seja mais diretamente relacionada com a fala, e a segunda, com a escrita . Utilizadas independentemente ou seque ncialmente , a depender dos objetivos de retextualização que se tenha em mente, as operações pressupõem os segu intes passos, aqui sumarizad os a partir das páginas 77 e 86 do livro FUNDAPE . Campus Universitário· BR 364, Km 04 - Distrito industrial - CEP: 69 .920-900 Ri o Branco - Acre PABX : (68) 3229·3390 i~) Técnico-Administrativo em Educação - UFAC - * . EDITAL PRODGEP N° 01 /2016 Fundape 1" Operação : El iminação de ma rcas estritamente intera cionais , hesitações e partes de pa lavras (estratégias de eliminação baseada na idea lização ling ui stica) . 2" Operação: Introdução da pontuação com base na intuição forn ecida pela entoa ção das falas (estratég ia de inserção em que a primeira tentati va segue a sugestão da prosódia). 3" Operação: Retirada de repetições , red upl icações, redundâncias , pa ráfrases e pronomes egóticos (estratégia de eliminação para uma co ndensação linguistica). 4" Operação: Introd ução da paragrafação e pontuação detalhada sem modifica ção da ordem dos tópi cos discursivos (estratégia de inserção). 5a Operação: Introd ução de marcas metalinguisticas para refe re nciação de ações e ve rba lização de co ntextos expressos por dêitico (estratégia de reformulação objetiva ndo exp licitude) . 6" Operação: Reco nstrução de estruturas trun cadas , conco rdân cias , reordenação sintática, encadeamentos (estratég ia de reconstrução em função da norma escrita) 7" Operação : Tratamento estilistico co m seleção de novas estruturas sintáticas e novas opções léxicas (estratégia forma lidade ). de substitu ição visando a uma maior 8" Operação : Reordenação tópica do texto e reorganização da sequência argumentati va (estratégia de estruturação argumentativa). 9" Operação : Ag rupamento de argumentos co nd ensand o as id eias (estratég ia de co ndensação) . (Rev. ANPOLL , N.15,22 3-229 , jul/dez . 2003 . Disponivel em https:/IanpoILemnuvens.com .br/revista/article/view/431/44 0; Acesso em : 27 .08 .2016 , reformato) 3. Esse é um trecho de uma resenha de um livro que trata da relação entre fala e escrita. As operações de retextualização, nesse caso, tratam de processos que podem ser utilizados para produzir texto escrito a partir de um texto falado. As operações evidenciam certas características do texto falado espontâneo apresentadas abaixo, exceto: A) Frases incompletas , hesitações , itens que marcam a interação face a fa ce. B) Pará grafos , pontuação, sina is de acentuação . C) Repetições , reduplicações , redundâncias . D) Elementos dêiticos , e do co ntexto fi sico da intera ção . E) Quebras sintáticas, concordâ ncias nomi nais e verbais incompletas FUNOAPE - Cam pus Uni versi târio - BR 364 , Km 04 - Di strito ind ustrial - CEP : 69 .920-900 Ri o Branc o - Acre P A B X : (68 ) 3229 ·3390

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Técnico-Administrativo em Educação - UFAC '{ EDITAL PRODGEP N° 01/2016 Fundape TEXTO RELATIVO ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 4 A 7: Desde Nietzsche , que em seu Nascimento da Tragédia e do Espírito da Música (1871) conseguiu enunciar o problema em termos acessíveis aos não iniciados na complexa metodologia das ciências da Antiguidade Clássica , a origem da tragédia é ponto de história da literatura grega que atrai vivamente a curiosidade de psicólogos , etnólogos , filósofos e , em geral , de todas as pessoas interessadas na história e na fenomenologia do teatro . A solução de Nietzsche comprometia os dados históricos e filológicos com teoremas de Schopenhauer e ideias de Wagner acerca do drama musical; constituia , digamos , um momento dos mais genuinamente românticos, na tragédia do próprio pensamento do filósofo que provara o saboroso fruto da filologia novecentista. O manifesto antinietzschiano de Wilamowitz-Moellendorff, Zukunpftsphilologie l , era-o , sobretudo , da curta vista de uma ciência que , não querendo ser mais que "ciência ", nem chegava cientificamente a aperceber-se de que, em verdade , não fora a origem histórica da tragédia grega, pura e simples , a questão que mais poderosamente solicitara o seu excolega de Schuhlpforta; ou melhor, não entendeu Wilamowitz que, naquelas páginas , pela primeira vez em sua geração se cruzavam forças tendentes a resolver dois problemas muitíssimo diversos . Com efeito , desde o Nascimento da Tragédia , quase toda a bibliografia concernente a este capitulo da literatura grega nos mostra como naturalmente se encontram entretecidos os enunciados e soluções de um problema filológico com as premissas e conclusões de um problema fenomenológico. Para a Filologia , a questão é achar formas literárias , testemunhadas ou hipotéticas , que, uma vez justapostas no tempo , figurem a trajetória historiável da tragédia grega. A este aspecto do problema corresponde o método filológico , de exclusivo recurso á análise dos textos , á crítica das fontes , à exegese e à hermenêutica , exercidas mediante as várias ciências e técnicas subsidiárias. Para a fenomenologia , o problema consiste em descobrir o gradual desenvolvimento do próprio fenômeno trágico , da mesma tragicidade , cujos primórdios se nos deparam , na psicologia e na etnologia , emersos da penumbra da subconsciência e da pré-história do homem e dos povos gregos. Método mais adequado á natureza do problema não há , que não seja o filosófico, na genuína acepção da palavra. Quanto aos dados utilizáveis no propósito de resolvê-los , além dos poemas comp letos de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes , e dos fragmentos destes e dos demais tragediógrafos , cuja recensão prossegue desde o passado século ; além da famosa teoria de Aristóteles que atribui a origem da tragédia a um "improviso dos solistas do ditirambo ", e o desenvolvimento , a um processo de gradual "protagonização do lógos (diálogo) uma vez passado o momento satirico", só dispomos de escassas e obscuras informações de antigos escritores, incidentalmente ministradas em trechos de obras que , no essencial , nada tem a ver com a problemática em questão. Sobre os textos dos dramas tradicionais , incidem predominantemente os esforços indagadores da Filologia , com o especial intento de explicar a sintese de ritmos diversos, rn c visto que a composição de heterogêneas formas , líricas e épicas , constitui o problema fundamental da morfologia histórica do poema trágico. Importa deixar assinalado , desde FUNDAPE - Campus Universitário - BR 364 , Km 04 - Distrito industrial - CEP: 69.920-900 Rio Branco - Acre PABX: (68) 3229-3390 l'-J Técnico-Administrativo em Educação - UFAC EDITAL PRODGEP N° 01/2016 Fundape já, que os resultados de semel hante pesquisa parecem desdizer as noticias históricas de Aristóteles , embora confirmem a sua teoria estética : pela forma e pelo conteúdo , os primeiros dramas de Ésqu ilo satisfazem á definição de essência , seg undo a qual , a "tragédia é imitação de ação austera", mas, por isso mesmo, parece encontrar-se refutada a hipótese genética do Estagirita , quando, baldamente, se quer isolar ou adivinhar nos poemas trágicos o elemento grotesco , herança do "satírico" primordia l. (Poéti ca , Tradução, Prefácio.... de Eudoro de Sousa . Porto A legre , Editora Globo , 1966 , p. 29-30. Reformatado com omissões .). 4, Com referência ao Nascimento da Tragédia do Espírito da Música (1871) não se pode afirmar que: A) Nietzsche também merece créd ito pela atração que a origem da tragédia grega exerce sobre as pessoas interessadas na história e na fenomenologia do teatro . B) Nietzsche também merece crédito pela atração que a ori gem da tragédia grega desperta em psicó logos , etn ólogos , fi lósofos , interessados na história e na fenomeno logia do teatro . C) Nietzsche também merece crédito pela atra ção que a origem da tragédia desperta na comp lexa metodologia das ciências da Antiguidade Clássica . D)A solução nietzschiana inclui em sua abordagem da origem da tragédia grega teoremas de Schopenhauer e ideias de Wagner sobre o tema . E) O estud o de Nietzsche é também testemunho da influência da fi lologia novecentista em seu próprio pensamento fil osófico

Ainda com referência ao Nascimento da Tragédia do Espírito da Música (1871) é correto afirmar que :

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