Língua PortuguesaConcordância verbal e nominalPROAD UFOP 2016
UFOP
Questão de Língua Portuguesa
Texto IA-T1 Você domina o português? Imprescindível no dia a dia de qualquer profissional, a língua materna torna-se ferramenta importante na hora da contratação. Recrutadores descartam candidatos que cometem erros grosseiros. “Você tem estado escrevendo bem” ou desconhece regras simples, escorregando no gerúndio como na frase acima? Falar e escrever errado chamam a atenção não só nas redes sociais ou na conversa com o pretendente, que pode até se desinteressar. Escancarar no ambiente profissional que não domina a língua materna conta muitos pontos, negativos, no caso. Enquanto uma leva de brasileiros corre para ganhar fluência no inglês, e mesmo em línguas mais específicas como o tal mandarim, e-mails e relatórios profissionais revelam uma realidade alarmante: não dominamos o português. Apesar de os processos seletivos investigarem o domínio da língua inglesa, e não da nossa língua materna, recrutadores estão atentos ao português bem falado e bem escrito, essencial para todos os brasileiros, imprescindível em alguns cargos e áreas. Executivo de administração de pessoal das empresas Fiat no Brasil, Paulo Daniel da Silva aproveita as entrevistas para avaliar a utilização correta do português. Redações revelam que a concordância verbal ainda é vilã. Segundo o especialista em RH, muitos erros são cometidos pelos candidatos, na maioria das vezes por aqueles mais jovens, os profissionais da geração Y. “Nas salas de bate-papo e aplicativos de celulares, os jovens criaram um vocabulário próprio, transportado para o mundo real. Esse novo vocabulário vem impregnado de gírias e, na maioria das vezes, regras de concordância são deixadas de lado. Frases ainda são elaboradas recorrendo a expressões como ‘menas coisas’ e ‘para mim fazer’, que mesmo erradas passaram a ser cotidianas e saltam aos ouvidos. Quando avalio um candidato, busco diferenças que me farão apostar naquele novo profissional. Nessa hora, português passa a ser o básico que o candidato deve ter”, defende. A estudante de direito Jozeli Rosa de Souza, de 29 anos, viu seu trabalho render na Advocacia Geral do Estado desde que se dedicou a compreender melhor o português. A mudança da ortografia, em 2009, foi o que motivou um aperfeiçoamento da escrita e da fala. Na construção de peças processuais, uma de suas atribuições, a clareza da apresentação dos argumentos é essencial e dominar o português lhe deu não só agilidade, como também melhorou a argumentação. “Esse reforço do português foi muito positivo. Escrevo todos os dias e fiquei mais segura”, diz a futura advogada, que vai agora estudar inglês e francês. REFORÇO Muitas empresas só descobrem o despreparo do funcionário depois que ele já faz parte do quadro. Pode ser alguém extremamente competente, mas que não consegue sequer expor suas ideias em um e-mail. O advogado Marcelo Burgel Aburjaile, de 39 anos, é professor de português há 21 anos. Além da preparação para concursos, desenvolveu um curso de português empresarial para ajudar esse profissional com dificuldade. Segundo Marcelo, pontos capitais de gramática, como concordância, regência, crase, pontuação e a nova ortografia, são as principais falhas e por isso mesmo o foco do estudo. Técnicas de redação são outro foco, porque trabalham a noção de argumentação e contra-argumentação, uma habilidade importante seja qual for a atuação do profissional. Para o professor, a base da educação está muito fraca e, além disso, os profissionais leem pouco. O resultado é um português fraco. “Um erro no e-mail que se troca com um cliente compromete a imagem desse profissional e principalmente da empresa. A comunicação, nesse caso, é um valor precioso agregado ao currículo”, defende. Carolina Cotta (Jornal Estado de Minas – Publicação: 29/09/2013 04:00) Marcelo Burgel Aburjaile, advogado e professor de português.
“Frases ainda são elaboradas recorrendo a expressões como ‘menas coisas’ e ‘para mim fazer’, que mesmo erradas passaram a ser cotidianas e saltam aos ouvidos.” Assinale a alternativa que não receberia essa crítica emitida pelo autor do texto.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

