Questão 1 · Estilo Cesgranrio · Múltipla escolha
Está pontuado de acordo com a norma-padrão o seguinte período:
Videoaulas · Português para a Transpetro 2026
Onde a vírgula é proibida e obrigatória, explicativa × restritiva, o teste do masculino e os casos de crase proibida, obrigatória e facultativa. · 12 min · para Transpetro 2026 e concursos da Cesgranrio

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Questão 1 · Estilo Cesgranrio · Múltipla escolha
Está pontuado de acordo com a norma-padrão o seguinte período:
Questão 2 · Estilo Cesgranrio · Múltipla escolha
“Os funcionários que concluíram o treinamento receberão o certificado.”
Se forem inseridas vírgulas depois de “funcionários” e depois de “treinamento”, o período:
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“A retirada das vírgulas mantém o sentido”?
Aula três: vírgula e crase. Pontuação sozinha responde por cerca de onze por cento das questões de Português da Cesgranrio, e a crase aparece junto com a regência em outros onze. E são pontos que dá para garantir com poucas regras bem entendidas. Você vai ver onde a vírgula é proibida, onde ela é obrigatória, como ela muda o sentido de uma frase, e depois a crase: quando é proibida, quando é obrigatória e o teste que resolve quase tudo.
Começando por uma frase que parece inofensiva: Os candidatos aprovados na primeira fase, serão convocados por e-mail. Muita gente põe essa vírgula porque o sujeito é longo e dá vontade de respirar. Mas na escrita isso é erro grave. Os candidatos aprovados na primeira fase é o sujeito. Serão convocados é o verbo. E a vírgula não pode separar o sujeito do verbo.
Essa é a regra de ouro da vírgula. Pense na ordem direta da frase: sujeito, verbo e complemento. Entre esses três termos, a vírgula é proibida. Nunca separe o sujeito do verbo, e nunca separe o verbo do seu complemento. A única exceção é quando aparece um termo intercalado entre eles. Aí ele vem isolado por um par de vírgulas, uma antes e outra depois.
E a mesma regra vale entre o verbo e o complemento. Olha esta: A gerência informou, que o prazo será prorrogado. Informou o quê? Que o prazo será prorrogado. Essa oração inteira é o complemento do verbo informar. Não pode ter vírgula separando.
Agora, onde a vírgula aparece. São quatro casos que a banca adora. Aposto explicativo: Paulo, o gerente do terminal, aprovou o plano. O aposto vem entre duas vírgulas. Vocativo, quando você chama alguém: Candidato, revise a prova. Vírgula obrigatória. Adjunto adverbial deslocado para o começo da frase: Na próxima semana, os navios serão inspecionados. Se o adjunto for curto, a vírgula é facultativa; se for longo, é recomendada. E conjunções como porém, contudo e portanto, quando deslocadas para o meio da frase: O prazo, porém, foi mantido. Vêm entre vírgulas.
Agora, questões no formato da prova. Questão um. Está pontuado de acordo com a norma-padrão o seguinte período: A, os novos operadores do terminal, vírgula, participarão do treinamento. B, a gerência informou, vírgula, que o prazo será prorrogado. C, na próxima semana, vírgula, os navios serão inspecionados. D, o engenheiro responsável pela obra Carlos Lima, vírgula, aprovou o projeto. E, senhores passageiros aguardem a liberação do embarque. A: vírgula entre o sujeito, os novos operadores do terminal, e o verbo. Errado. B: vírgula entre o verbo informou e o seu complemento. Errado. D: Carlos Lima é aposto, e o aposto vem entre duas vírgulas. Faltou a primeira, e a que ficou separa o sujeito do verbo. E: senhores passageiros é vocativo. Precisa de vírgula: senhores passageiros, aguardem. Sobrou a C: adjunto adverbial deslocado, com vírgula. Gabarito, letra C.
E agora, o ponto que mais derruba candidato em reescrita: a vírgula que muda o sentido. Compare. Os funcionários, que fizeram o curso, foram promovidos. Com vírgulas. E: Os funcionários que fizeram o curso foram promovidos. Sem vírgulas. Com vírgulas, a oração é explicativa. Ela diz algo sobre todos os funcionários: todos fizeram o curso, e todos foram promovidos. Sem vírgulas, a oração é restritiva. Ela separa um grupo: só os funcionários que fizeram o curso foram promovidos. Os outros, não. Por isso, colocar ou tirar essas vírgulas nunca é neutro. Na reescrita, muda o sentido.
E é assim que isso aparece na prova. A banca afirma que a retirada das vírgulas de uma oração explicativa mantém o sentido original do texto. Errado. Ao tirar as vírgulas, a explicativa vira restritiva. O sentido muda: deixa de falar de todos e passa a falar de um grupo. Já as vírgulas de um adjunto adverbial curto deslocado podem sair sem prejuízo. Por isso, na hora da prova, pergunte sempre: que tipo de termo essa vírgula está isolando?
Questão dois, de sentido, que é como a banca mais cobra a vírgula. Os funcionários que concluíram o treinamento receberão o certificado. Se forem inseridas vírgulas depois de funcionários e depois de treinamento, o período: A, mantém o sentido original, pois essas vírgulas são facultativas. B, passa a indicar que todos os funcionários concluíram o treinamento. C, passa a restringir o grupo de funcionários que receberão o certificado. D, torna-se incorreto, pois a vírgula não pode separar sujeito e verbo. E, passa a indicar que nenhum funcionário receberá o certificado. A e E caem logo: essas vírgulas não são neutras, e nada no período fala em ninguém receber nada. C é a pegadinha: inverte as coisas. A restrição existe agora, sem as vírgulas. D: um par de vírgulas isolando uma oração intercalada é perfeitamente correto. Com as vírgulas, a oração vira explicativa e passa a valer para todos os funcionários. Gabarito, letra B.
Agora, a crase. E ela fica muito mais fácil quando você entende o que ela é. Crase é a fusão de duas vogais a: a preposição a, exigida por um verbo ou nome, com o artigo feminino a. Se não houver as duas, não há crase. E como o artigo a só vem antes de palavra feminina, a crase praticamente só acontece antes de palavra feminina. O teste que resolve quase tudo: troque a palavra feminina por uma masculina. Se aparecer ao, há crase.
Vamos aplicar o teste. Os técnicos foram à refinaria. Troque refinaria por uma palavra masculina, como terminal. Os técnicos foram ao terminal. Apareceu ao: preposição mais artigo. Então, com a palavra feminina, temos preposição mais artigo também. Crase confirmada: foram à refinaria.
Agora, os casos em que a crase é proibida. E a banca adora colocar o acento justamente aqui. Antes de palavra masculina: pagamento a prazo, andar a pé. Não existe artigo feminino ali. Antes de verbo: começou a chover, a partir de amanhã. Verbo não aceita artigo. Antes de pronomes pessoais e da maioria dos pronomes de tratamento: entreguei a ela, encaminhei a Vossa Senhoria. E o a no singular antes de palavra no plural: entreguei a empresas parceiras. Se houvesse artigo, seria às empresas, no plural. A no singular indica que é só preposição.
E onde a crase é obrigatória. Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas: às vezes, à noite, à custa de, à medida que. Na indicação de horas: a reunião será às quinze horas. E à uma hora, no singular. E na expressão à moda de, mesmo quando ela está subentendida: bife à milanesa, ou seja, à moda milanesa.
E para nomes de lugar, um macete clássico que resolve na hora da prova. Vou a, volto da: crase há. Vou à Bahia, porque eu volto da Bahia. Vou a, volto de: crase pra quê? Vou a Brasília, porque eu volto de Brasília.
E a última pegadinha: os casos em que a crase é facultativa. Antes de pronome possessivo feminino no singular: entreguei o relatório à sua equipe, ou a sua equipe. As duas estão corretas. Antes de nome próprio feminino de pessoa: enviei o convite à Maria ou a Maria. E depois da preposição até: fui até à portaria ou até a portaria. Então, se a alternativa disser que uma dessas formas está errada, desconfie. É a banca testando a crase facultativa.
Aquecimento rápido. Certo ou errado? Os técnicos do terminal, chegaram cedo. Errado. Vírgula entre sujeito e verbo. Durante a inspeção, os operadores usaram os equipamentos de proteção. Certo. Adjunto adverbial deslocado. Ele começou à estudar ontem. Errado. Antes de verbo, não há crase. A reunião será às quinze horas. Certo. Indicação de horas. O pagamento foi feito à prazo. Errado. Prazo é masculino: a prazo.
E a última, de crase. O acento grave indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão em: A, o treinamento começará à partir de segunda-feira. B, os técnicos chegaram à plataforma às sete horas. C, o relatório foi entregue à todos os gerentes. D, a empresa ofereceu bônus à funcionários antigos. E, o pagamento poderá ser feito à vista ou à prazo. A: partir é verbo. Antes de verbo, não há crase. C e D: todos os gerentes e funcionários antigos são masculinos, e ainda estão no plural. Sem crase. E é a armadilha: à vista está certo, é locução feminina. Mas à prazo, não. Prazo é masculino. B: chegar a, mais a plataforma, dá crase; e às sete horas, indicação de horas. Gabarito, letra B.
Revisão relâmpago. Vírgula: nunca entre sujeito e verbo, nem entre verbo e complemento. Use em aposto, vocativo, adjunto deslocado e conjunção intercalada. Com vírgulas, a oração adjetiva é explicativa e vale para todos; sem vírgulas, é restritiva. Mexer nelas muda o sentido. Crase é a mais a. Troque pelo masculino: se aparecer ao, tem crase. Proibida antes de masculino, verbo e pronomes pessoais. Obrigatória em locuções femininas e horas.
E fechamos vírgula e crase! Para completar a série, se ainda não viu, assista à aula um, de compreensão de textos, o assunto que mais cai na Cesgranrio. Bons estudos! As questões desta aula, o mapa mental e mais questões oficiais da banca estão de graça no link da descrição.