Questões de Língua Portuguesa · PR-4 UFRJ

Língua PortuguesaInterpretação de textosPR-4 UFRJ 2017

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Questão de Língua Portuguesa

prova objetiva Leia com atenção as Instruções 1. Você recebeu do fi scal um cartão de respostas da prova objetiva e este caderno de questões que contém 60 (sessenta) questões objetivas. 2. É sua responsabilidade verifi car se o nome do cargo informado neste caderno de questões corresponde ao nome do cargo informado em seu cartão de respostas. 3. Você dispõe de 4 (quatro) horas para realizar a prova, incluindo o preenchimento do cartão de respostas. 4. Somente depois de decorrida uma hora do início da prova, o candidato poderá retirar-se da sala de prova em caráter definitivo, obrigatoriamente entregando ao fiscal de sala todo o material de prova recebido. 5. Somente será permitido ao candidato levar seu caderno de questões quando faltar uma hora para o término do tempo estabelecido para a prova. 6. É terminantemente vedado copiar respostas, em qualquer fase do concurso público. 7. Os 3 (três) últimos candidatos de cada sala somente poderão ser liberados juntos. 8. Se você precisar de algum esclarecimento, consulte o fi scal. Somente após autorização para o início da prova: 1. Verifi que, neste caderno de questões, se a numeração das questões e a paginação estão corretas. 2. Verifi que, no cartão de respostas, se existem espaços sufi cientes para a marcação das respostas de todas as questões objetivas existentes neste caderno de questões. 3. Transcreva a frase abaixo, utilizando letra cursiva, no espaço reservado no seu cartão de respostas. "O maior perigo que se corre em uma viagem, é ela não começar." Amyr Klink Cronograma Previsto - Prova Objetiva Atividade Publicação das Provas Objetivas - Internet Publicação dos gabaritos preliminares das Provas Objetivas - Internet Interposição de Recurso contra os gabaritos preliminares das Provas Objetivas - Internet Consulte o cronograma completo em http://concursos.pr4.ufrj.br Fernanda Torres As petições pululam na tela do computador. Assino, assino todas elas. Peço a demarcação das terras indígenas, a liberação do aborto e a descriminalização das drogas. Grito contra o trabalho escravo, o preconceito racial e de gênero; tento melar o emprego indiscriminado de agrotóxicos, frear o degelo das calotas polares, o desmatamento e a destruição dos corais da Amazônia. Clamo pelo fim da guerra na Síria, da corrupção e do foro privilegiado; exijo a reforma política; voto pela proteção dos micos-leões e falho com os ursos-polares. E, em meio ao acúmulo de urgências, ao imenso ruído do planeta, vacilo entre a paralisia e a ação. Entre o engajamento e a reflexão no silêncio. Entre ser e não ser. Quem É Primavera das Neves?, documentário de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, toca em cheio na histeria do agora, sem falar diretamente dela. Primavera Ácrata Saiz das Neves é uma mulher que enfrentou o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando e o achincalhe do século XX. Filha de pai anarquista e mãe sufragista, fugidos das ditaduras de Franco e Salazar, ela cresceu no Catete do pós-guerra, estudou no Licée e dominou seis línguas. Casou-se com um tenente português e retornou para o Brasil em 1964, sozinha, com uma filha pequena. O marido permaneceu em Lisboa, condenado à prisão por ter participado da mal-sucedida Revolta da Beja. Em meio à insensatez e às injustiças de seu tempo, Primavera dedicou a vida à amizade, à maternidade, ao amor e à arte. Foi íntima e discreta, e nem por isso mesquinha, pequena ou indiferente. Traduziu Lewis Carroll, Vladimir Nabokov, Arthur C. Clarke e Emily Dickinson, Simenon e Julio Verne. Foi poeta, mãe, mulher, amiga e adoradora de Wagner; influenciou de forma profunda os que a conheceram, mas teve uma vida invisível. Morreu aos 47 anos. Teria permanecido anônima, não fosse a obstinação de arqueólogo de Furtado e Azevedo, que, intrigados com o nome da tradutora de Alice no País das Maravilhas, desencavaram sua preciosa história. Eulalie, a amiga saudosa, que sempre admirou a personalidade livre e contemporânea de Primavera, jamais percebeu nela a vontade de se promover — é o verbo que usa: promover. Hoje, estamos todos em promoção, gritando a esmo, como numa liquidação de Natal. O século XXI promove revoluções movidas a likes. Não diminuo a importância das petições que, reitero, assino convicta. Mas o milênio que se inicia também produziu uma perturbadora pornografia do ego, do exibicionismo das selfies; o bestialógico da multiplicação de blogueiros e a brutalidade travestida de diversão dos realities. Um confessionário a céu aberto, onde todos, e cada um, têm o quinhão de narcisismo preenchido pela publicação de seu diário de bordo. Primavera era em tudo o contrário. Apesar das perseguições que testemunhou e sofreu, da inteligência e sensibilidade que possuiu, nunca se impôs ao mundo, ou impôs o seu mundo aos demais. A ela, bastava ser — qualidade cada vez mais rara de ver, ter e encontrar. Fonte: http://vejario.abril.com.br/blog/ fernanda-torres/discreta-primavera/

O texto “Discreta Primavera”, de Fernanda Torres, é uma crônica. Assinale a alternativa em que há uma característica desse gênero textual.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.