Biologia e CiênciasOutros temasCCV-UFC 2019
Universidade Federal do Ceará
Questão de Biologia e Ciências
Concurso Público para Provimento de Cargo Técnico-Administrativo em Educação Editais nº 209/2018 e nº 63/2019 Data: 30 de junho de 2019. Duração: das 9:00 às 13:00 horas. Psicólogo/Clínica Prezado(a) Candidato(a), Para assegurar a tranquilidade no ambiente de prova, bem como a eficiência da fiscalização e a segurança no processo de avaliação, lembramos a indispensável obediência aos itens do Edital e aos que seguem: 01. Deixe sobre a carteira APENAS caneta transparente e documento de identidade. Os demais pertences devem ser colocados embaixo da carteira em saco entregue para tal fim. Os celulares devem ser desligados, antes de guardados. O candidato que for apanhado portando celular será automaticamente eliminado do certame. 02. Anote o seu número de inscrição e o número da sala, na capa deste Caderno de Questões. 03. Antes de iniciar a resolução das 50 (cinquenta) questões, verifique se o Caderno está completo. Qualquer reclamação de defeito no Caderno deverá ser feita nos primeiros 30 (trinta) minutos após o início da prova. 04. Ao receber a Folha-Resposta, confira os dados do cabeçalho. Havendo necessidade de correção de algum dado, chame o fiscal. Não use corretivo nem rasure a Folha- Resposta. 05. A prova tem duração de 4 (quatro) horas e o tempo mínimo de permanência em sala de prova é de 1 (uma) hora. 06. É terminantemente proibida a cópia do gabarito. 07. A Folha-Resposta do candidato será disponibilizada conforme subitem 12.15 do Edital. 08. Ao terminar a prova, não esqueça de assinar a Ata de Aplicação e a Folha-Resposta no campo destinado à assinatura e de entregar o Caderno de Questões e a Folha- Resposta ao fiscal de sala. Atenção! Os dois últimos participantes só poderão deixar a sala simultaneamente e após a assinatura da Ata de Aplicação. Boa prova! Coloque, de imediato, o seu número de inscrição e o número de sua sala nos retângulos abaixo. TEXTO Prova de Língua Portuguesa 10 questões 01 “O bom senso”, escreveu René Descartes na abertura do Discurso do Método , “é a coisa 02 mais bem compartilhada do mundo.” Mal poderia ele prever o que se compartilha hoje nas correntes 03 de WhatsApp, fios do Twitter, comentários de Facebook ou grupos do Telegram. Parece haver de 04 tudo nas redes sociais, menos um pingo de bom senso. Só que todos os que “compartilham” suas 05 opiniões, ideias e — suspiro... — memes julgam tê-lo. Ninguém acha que tem pouco. “O que quer 06 que alguém acredite ser questão de bom senso, acredita com certeza absoluta. Só fica espantado 07 com o fato de que outros discordem”, diz o sociólogo canadense-australiano Duncan J. Watts 08 em Tudo é óbvio — Desde que você saiba a resposta. Lançado em 2011 nos Estados Unidos, o livro 09 analisa as peças que o senso comum nos prega. Instintivo, natural, prático, o bom senso é essencial 10 nas decisões cotidianas individuais: que roupa vestir, como pegar o metrô, quando obedecer às 11 regras, quando ignorá-las e coisas do tipo. Mas se torna um péssimo guia para as decisões de 12 natureza coletiva, relativas a política, direito, economia ou cultura. 13 “Sempre que discutimos sobre política, economia ou a lei, usamos implicitamente nosso bom 14 senso para extrair conclusões sobre como a sociedade será afetada”, afirma Watts. “Em nenhum 15 desses casos raciocinamos sobre como devemos nos comportar, mas sobre como os outros se 16 comportaram — ou se comportarão — em circunstâncias sobre as quais temos no máximo 17 compreensão parcial.” Praticamente todas as discussões nas redes sociais padecem dessa deficiência 18 (...). “O que parece razoável a um pode parecer curioso, bizarro, até repugnante ao outro.” 19 Watts é meticuloso ao despir o senso comum da aura sobrenatural de que se reveste para nos 20 proteger das opiniões discordantes, da complexidade inerente às questões humanas e de nossa 21 resistência para lidar com a ignorância diante de conhecimentos que não dominamos. Desmistifica 22 os agentes racionais da economia, mostra que nem sempre penalidades inibem desvios, prova que 23 os mesmos incentivos podem resultar em reações diferentes dependendo de fatores culturais, 24 descreve como elementos aparentemente irrelevantes alteram decisões, constata que filtramos 25 informações segundo nossas opiniões prévias, revela como somos presas de raciocínios circulares e 26 de toda sorte de viés cognitivo. O principal deles é aquele que dá título ao livro: tudo parece óbvio 27 depois que já aconteceu. Há uma diferença, bem menos óbvia, porém, entre entender o passado e 28 usá-lo para prever o futuro. 29 (...) 30 Mais que tudo, Watts faz um alerta para que ninguém julgue o próprio bom senso algo 31 especial. É comum, diz ele, amigos e colegas aceitarem seu argumento no sentido abstrato, mas o 32 rejeitarem quando aplicado às opiniões que abraçam com força. “É como se os erros do bom senso 33 fossem apenas dos outros, não deles próprios.” O recado de Watts não poderia ser mais sensato: não 34 é porque alguém discorda que é necessariamente idiota, canalha ou, para empregar o lugar-comum, 35 “desonesto intelectualmente”. E não há nenhuma vergonha em mudar de opinião. Questão de bom 36 senso, não parece? GUROVITZ, Helio. Falta bom senso nas redes sociais ou tem demais? Época. Globo. 20/06/2019. Disponível em: https://epoca.globo.com/falta-bom-senso-nas-redes-sociais-ou-tem-demais-23752985
Segundo Watts, o bom senso constitui algo:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
