Questões de Língua Portuguesa · Fundatec

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Questão de Língua Portuguesa

CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2022 Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro de embalagem específica fornecida pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preta, documento de identificação, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a sua imediata eliminação do certame. 3. Certifique-se de que este caderno: - contém 40 (quarenta) questões; - refere-se ao cargo para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 6. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. No caderno de prova, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V2_11/03/2022 08:21:13 Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. 01 Se, quando comecei como terapeuta, você me perguntasse o que ___ pessoas mais vinham 02 procurar, eu teria respondido que elas esperavam se sentir menos ansiosas ou deprimidas, ter 03 menos relacionamentos problemáticos. Mas, independentemente das circunstâncias, parecia 04 haver esse elemento comum de solidão, um anseio, ou uma falta, de uma forte sensação de 05 conexão humana. Um querer. Raramente elas expressavam isso dessa maneira, mas quanto 06 mais conhecimento eu tinha de suas vidas, mais conseguia sentir isso. 07 Um dia, em meu novo consultório, na longa calmaria entre um paciente e outro, descobri 08 um vídeo on-line da pesquisadora do MIT (Massachusetts Institute of Technology) Sherry Turkle 09 falando sobre essa solidão. No final da década de 1990, ela disse que tinha ido ___ uma casa de 10 repouso e observado um robô confortando uma idosa que havia perdido um filho. O robô parecia 11 um filhote de foca, com pelos e cílios compridos, e processava a linguagem suficientemente bem 12 para responder de forma adequada. A mulher abria seu coração para esse robô, e ele parecia 13 acompanhar seus olhos, escutá-la. 14 Turkle prosseguiu dizendo que, embora seus colegas considerassem essa foca-robô um 15 grande progresso, uma maneira de facilitar a vida das pessoas, ela se sentiu profundamente 16 deprimida. Fiquei sem fala, identificando-me. Apenas dias antes, tinha brincado com uma colega: 17 “............. não ter um terapeuta no seu iPhone?”. Eu não sabia, então, que logo haveria 18 terapeutas em smartphones, aplicativos pelos quais você poderia se conectar com um terapeuta 19 “a qualquer hora, em qualquer lugar... em questão de segundos” para “se sentir melhor, já”. 20 Minha sensação quanto a essas opções foi ___ mesma de Turkle em relação à mulher com a foca 21 robótica. 22 “............. estamos essencialmente terceirizando aquilo que nos define como gente?”, 23 Turkle pergunta no vídeo. Sua pergunta me fez pensar. Seria ............ as pessoas não toleravam 24 ficar sós, ou por não tolerarem estar com outras pessoas? Por todo o país, em cafés com amigos, 25 encontros no trabalho, durante o almoço na escola, em frente ao caixa na loja de departamentos 26 e na mesa de jantar em família, as pessoas mandavam mensagens de texto, tuitavam e 27 compravam, às vezes fingindo fazer contato visual, e às vezes nem se dando ao trabalho. 28 Até no meu consultório, pessoas que pagavam para estar ali olhavam para seus celulares 29 quando recebia uma notificação, só para ver quem era. Para evitar distrações, sugeri desligarem 30 seus celulares durante as sessões, o que funcionou bem, mas notei que, até mesmo antes de os 31 pacientes chegarem à porta no fim da sessão, eles pegavam seus celulares e começavam a 32 verificar suas mensagens. Será que seu tempo não teria sido mais bem aplicado se permitisse 33 apenas um minuto a mais de reflexão sobre o que tínhamos acabado de conversar, ou para se 34 recompor mentalmente e fazer a transição de volta para o mundo externo? 35 Notei que, no segundo em que as pessoas sentiam-se sós, normalmente no espaço entre 36 atividades – saindo da terapia, num semáforo vermelho, paradas numa fila do caixa, subindo no 37 elevador –, pegavam seus aparelhos e fugiam dessa sensação. Num estado de eterna distração, 38 pareciam estar perdendo a habilidade de estar com outras pessoas, de estar consigo mesmas. (Extraído e adaptado de: Lori Gottlieb, “Talvez você deva conversar com alguém: uma terapeuta, o terapeuta dela e a vida de todos nós”, tradução de Elisa Nazarian, 1ª ed. São Paulo: Vestígio, 2021, pp. Execução: Fundatec 284-285).

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.