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Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu/PR Concurso Público
Questão de Língua Portuguesa
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/01/2016 Instruções Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse Concurso ou Processo Seletivo. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão ser armazenados dentro do saco plástico fornecido pelo fiscal. Somente devem permanecer em posse do candidato caneta esferográfica de material transparente com tinta azul ou preta de ponta grossa, documento de identidade, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a imediata exclusão do candidato. 3. Verifique se o cargo constante na capa deste caderno é aquele para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas e da folha definitiva da prova de redação. 6. Os dois últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. Nenhuma informação sobre o conteúdo das questões será dada pelo fiscal. 8. No caderno de prova, o candidato poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse Concurso ou Processo Seletivo. 10. Certifique-se de que este caderno contém 50 (cinquenta) questões e 1 (uma) prova de redação. Caso contrário, solicite ao fiscal da sala a sua substituição. Boa prova! V2_18/5/201611:40:53 400_LP_NM_T_V4_24/5/201611:53:32 Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. “O ócio é necessário, pois o tédio é criativo.” 01 O filósofo Mário Sérgio Cortella, professor da PUC-SP e ex-monge carmelita descalço, diz 02 que estamos perdendo o GPS de nós mesmos ao nos preocuparmos mais com o objetivo do que 03 com a jornada. Quando desprezamos a paisagem, deixamos de ampliar nosso repertório de 04 imagens e a capacidade de criar – enfim, de viver. 05 Em uma entrevista para o jornal Estadão, o professor, falando sobre a objetivação do 06 tempo, disse que o mundo virtual faz com que as pessoas deixem de apreciar pequenas coisas, 07 como a paisagem em uma viagem de carro, de ônibus ou de avião, para ficarem de cabeça baixa 08 olhando seus smartphones. Um ponto muito interessante na fala do filósofo é a necessidade do 09 ócio e do tédio na vida das pessoas, pois eles são propulsores da criatividade. “Não fossem eles, 10 a roda, por exemplo, jamais teria sido inventada. Isso não quer dizer que não devemos trabalhar 11 ou que devemos ficar estáticos esperando que uma possível ‘lâmpada’ de ideias apareça, e nossa 12 vida, então, será plena em gozo”, diz. O que ele explana é que a praticidade da vida pós-moderna 13 – ou seja, o fato de encontrarmos “tudo prontinho” – não nos permite criar, e que, ao ficarmos 14 escravos, submissos às tecnologias, deixaremos de ser criativos. 15 Diz Cortella: “existe uma instrumentalização do nosso tempo para impedir que sejamos 16 capazes do ócio. O que é um passeio de fato? Aquilo que o francês chamava de ‘promedade’: 17 ‘vou dar uma volta’. É você não ter rumo, não precisar saber vai. Ócio não é 18 vagabundagem; é diferente disso: é não ser obrigado a uma ocupação. Presidiário não tem ócio; 19 desocupado não tem ócio. Ócio é quando você tem liberdade para fazer do seu tempo aquilo que 20 deseja. Antigamente, a expressão de quem saía por aí de maneira livre era ‘vagamundo’ – em 21 grego antigo – aliás, se diz ‘planetes’ e originou a palavra planeta, astro que fica dando voltas. 22 Porém, depois a palavra virou vagabundo e ganhou conotação negativa.” 23 Para o filósofo, “na sociedade capitalista, no mundo dos últimos 500 anos, dentro da ética 24 protestante, a ideia de querer sair por aí, sem eira e nem beira, tornou-se absolutamente 25 reprovável. Só o trabalho salva; só o trabalho dignifica. Aliás, como escreveram os nazistas nos 26 campos de concentração, ‘só o trabalho liberta’. Certo? Há uma objetivação extremada do tempo 27 livre hoje, a tal ponto que ficar desocupado é quase uma insuportabilidade.” 28 O resultado, segundo Mario Sérgio, são crises de criatividade: “o tédio é absolutamente 29 criativo. Você inventa coisas não tem o que fazer. E a ausência hoje de tédio – pelo 30 fato de ficarmos o tempo todo ocupados com algo – resulta numa vida que precisa ter meta e 31 objetivo o tempo todo, como se fosse uma carreira. Despreza-se que a arte seria impossível com 32 a ocupação contínua, mas só existe arte, filosofia, por conta da desocupação”, finaliza ele. Fonte: http://www.portalraizes.com/cortellaociocriativo/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.
As lacunas das linhas 17 e 29, respectivamente, só podem ser preenchidas por:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
