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Prefeitura Municipal de Iomerê/SC Concurso Público

Questão de Língua Portuguesa

CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2023 Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro de embalagem específica fornecida pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a sua imediata eliminação do certame. 3. Certifique-se de que este caderno: - contém 40 (quarenta) questões; - refere-se ao cargo para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 6. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. No caderno de prova, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. V1_09/12/2023 13:31:06 822_LP_CG_NS_ST 13/12/202311:03:21 Cartão vermelho contra o preconceito Por Ernesto Neves 01 O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas, 02 superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até 03 dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do 04 conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram 05 livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar 06 até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às 07 execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio, 08 quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o 09 campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”. 10 Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana 11 exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o 12 atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de 13 discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das 14 autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem 15 desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só 16 na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação 17 Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos 18 de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao 19 mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que 20 o racismo representa, elas cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente 21 atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o 22 problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em 23 compliance antidiscriminatório. 24 A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou 25 a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a 26 intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O 27 Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem 28 promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha 29 na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos. 30 Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no 31 clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo 32 cânticos embalados pela intolerância. 33 Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia 34 Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual 35 Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser 36 interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo 37 tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas. 38 Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira 39 — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos 40 próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e 41 dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso, 42 as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental 43 sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos. 44 “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram 45 aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em 46 governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres. (Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando apenas o que é exposto pelo texto, é INCORRETO afirmar que:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.