Questões de Língua Portuguesa · COMPERVE

Língua PortuguesaOutros temasCOMPERVE 2018

Secretaria de Estado da Saúde Pública - Rio Grande do Norte

Questão de Língua Portuguesa

Leia estas instruções: Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em 1 seguida, assine no espaço reservado. Este Caderno contém, respectivamente, 70 questões de múltipla escolha, assim 2 distribuídas: 01 a 15  Língua Portuguesa; 16 a 30  Raciocínio Lógico e Matemática; 31 a 45  Conhecimentos sobre o SUS; 46 a 70  Conhecimentos Específicos. Se o Caderno estiver incompleto ou apresentar imperfeição gráfica que impeça a 3 leitura, solicite imediatamente ao Fiscal que o substitua. Cada questão apresenta quatro opções de resposta, das quais apenas uma é 4 correta. Interpretar as questões faz parte da avaliação; portanto, não peça 5 esclarecimentos aos fiscais. A Comperve recomenda o uso de caneta esferográfica, confeccionada em 6 material transparente, de tinta na cor preta. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não destaque 7 nenhuma folha. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão 8 considerados para efeito de avaliação. Você dispõe de, no máximo, quatro horas para responder às questões de múltipla 9 11 e este Caderno. Assi nat ura d o Can di dat o: Secretaria de Estado da Saúde Pública  SESAP  Concurso Público 2018 Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar. (Chico Science) 01 a 15 O texto a seguir servirá de base para as questões de 01 a 15. Enfarte: genética versus hábitos Riad Younes Desde o fim da década de 1930, a comunidade médica detectou com clareza maior concentração de casos de enfarte em algumas famílias, levando à teoria da predisposição genética para a ocorrência de doenças cardiovasculares. Parentes de pacientes que foram diagnosticados com enfarte ou derrame tinham maiores chances de eles mesmos apresentarem o quadro durante sua vida. Nas décadas subsequentes, vários estudos correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente as chances de enfarte. Depois, vários cientistas passaram a estudar a correlação dos riscos genéticos com os comportamentais, na tentativa de avaliar o peso que cada risco tinha na determinação do destino do coração dos indivíduos. Dúvidas como se filhos de pacientes com enfarte, com genética comprometida, teriam algum benefício em modificar seus hábitos pessoais e controlar os outros fatores de risco, ou seriam predestinados ao desastre independentemente de qualquer manobra. Pesquisadores da Universidade de Harvard, em Boston, liderados pelo doutor Amit Khera, concluíram recentemente um estudo extenso que envolveu mais de 55 mil pessoas em vários países e que avaliou a relação entre fatores genéticos e hábitos na det erminação do risco de enfarte durante dez anos de seguimento. O estudo foi publicado esta semana na prestigiosa revista médica New England Journal of Medicine. Os especialistas analisaram o perfil genético e os hábitos pessoais dos voluntários e classificaram seus achados em categorias de baixo risco ou favorável, risco intermediário ou elevado, ou desfavorável. Dos fatores de risco relacionados ao estilo de vida, os indivíduos foram separados de acordo com a ausência de um ou mais dos seguintes fatores: tabagismo, obesidade, sedentarismo e dieta de risco. Quem não tinha três ou mais desses fatores era considerado de baixo risco para enfarte. Pacientes com três ou mais desses fatores foram classificados de risco elevado para doença cardiovascular. Os outros teriam risco intermediário. Os resultados do estudo deixaram evidente a relação direta entre aumento do número de fatores de risco ligados ao estilo de vida com a elevação do risco de enfarte em dez anos. Também ficou clara a correlação entre alteraç ões genéticas detectadas no Projeto Genoma e as chances de enfarte. O mais interessante, nesse estudo, foi a total independência dos riscos genéticos daqueles relativos ao estilo de vida. Em outras palavras, mesmo as pessoas com alto risco genético e familiar podem beneficiar-se do controle eficiente da obesidade, do tabagismo, do sedentarismo e do consumo regular de dieta nociva. As pessoas consideradas de alto risco genético, que praticam hábitos saudáveis, tiveram suas chances de enfarte reduzidas pela metade, independentemente de medicamentos ou outras manobras químicas para controle do colesterol. O gráfico mostra o impacto de cada fator sobre cada grupo de risco genético. Os cientistas recomendam para todas as pessoas, principalmente para aquelas co m carga genética desfavorável, a aderência intensiva a programas de controle dos hábitos deletérios. A orientação médica é fundamental para evitar enfartes e derrames de forma significativa. Vale a pena insistir. Disponível em: <www.cartacapital.com.br>. Acesso em: 14 dez. 2017. [Adaptado] SESAP  Concurso Público 2018  Assistente Técnico em Saúde  Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar 1

O propósito comunicativo prioritário do texto é

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.