Questões de Língua Portuguesa · Vunesp

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Questão de Língua Portuguesa

124333 concurso público 001. Prova objetiva analista administrativo prova e assine o termo respectivo. Confidencial até o momento da aplicação. Prédio sala carteira Confidencial até o momento da aplicação. Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: Nova tecnologia, velhos riscos O Brasil dá um passo importante ao incorporar o super computador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteo rológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no inte rior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Tratase de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelha dos do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalha das e confiáveis. Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à forma ção de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricul tura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudan ça do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica. O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou sim plesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos acha dos científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas. Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorren tes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordena da do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento. A ciência pode indicar onde e quando o risco se materia liza. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da adminis tração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habi tação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de dre nagem e em políticas ambientais modernas. O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conheci mento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabili dade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para pre ver, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado) Confidencial até o momento da aplicação.

O editorial reconhece a relevância da incorporação do supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitora mento meteorológico e climático, fazendo a ressalva de que

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.