Questões de Língua Portuguesa · INAZ do Pará

Língua PortuguesaOutros temasINAZ do Pará 2018

Conselho Regional de Farmácia do Estado de Pernambuco

Questão de Língua Portuguesa

EDITAL 001/2018 TIPO DE PROVA: OPE1 1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 60 (sessenta) QUESTÕES de múltipla escolha referente a Prova Objetiva, correspondentes ao cargo de sua concorrência. 2. Cada questão objetiva de múltipla escolha apresenta 5 (cinco) alternativas identificadas com as letras A, B, C, D e E sendo apenas 1 (uma) correta. 3. Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões descritas no item 1 e se o cargo para o qual você foi inscrito está correto. Caso esteja incompleto ou apresente qualquer defeito comunique imediatamente ao fiscal de sala, para que seja realizada a substituição. fiscal de sala. preta ou azul. 7. Não é permitida, no momento da prova, a comunicação entre os candidatos, bem como a utilização de aparelhos eletrônicos (calculadora, telefone celular, tablet, etc.), óculos escuros, protetor auricular, boné, relógios, livros, anotações, impressos ou qualquer outro material de consulta. sala. 9. O candidato poderá, ao terminar sua prova, levar o Caderno de Questões SOMENTE faltando 01 (uma) hora para o tempo previsto do seu término. 10. O tempo disponível para a prova é de 04 (quatro) horas. 11. Será eliminado do concurso e terá sua prova anulada, o candidato (a) que: NÃO ASSINAR A LISTA DE PRESENÇA e/ou a FOLHA DE RESPOSTAS. 12. Os três últimos candidatos, ao terminar a prova, só poderão sair juntos. DESTAQUE AQUI TIPO DE PROVA: OPE1 01 07 13 19 25 02 08 14 20 26 03 09 15 21 27 04 10 16 22 28 05 11 17 23 29 06 12 18 24 30 31 37 43 49 55 32 38 44 50 56 33 39 45 51 57 34 40 46 52 58 35 41 47 53 59 36 42 48 54 60 TIPO DE PROVA: OPE1 TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10 O que se aprende com o óbvio “Ensinar” vem do latim ensignar, vem de signo, de sinal, de deixar uma marca. Ensignar é o que você grava em algo ou alguém. Se uma pessoa me pergunta o que aprendi na vida até agora, minha resposta revelará tudo que me “ensignou”, as marcas que foram gravadas em mim. Revelará minhas características, meus caracteres, meu caráter. Perceba que as palavras ensignar e aprender estão conectadas, uma vez que ninguém ensina sem ter aprendido e vice-versa. Parece óbvio, mas pouca coisa é mais perigosa na existência do que o óbvio, essa âncora que paralisa o pensamento e induz à falsidade, à distorção, ao erro. Quantas vezes você já disse ou ouviu alguém dizer isso: “Puxa, procurei as chaves pela casa toda e só encontrei no último lugar em que olhei”. E quem escuta isso geralmente diz: “Que curioso, isso também sempre acontece comigo!”. Mas é óbvio. É claro que a pessoa encontra no último lugar em que procurou, pois ninguém encontra algo e, em sã consciência, continua procurando o que já encontrou. Sempre se encontra algo no último lugar, e jamais antes nem depois. Todo conhecimento e todo avanço vão contra o óbvio, contra tudo aquilo que ancora, que evita o progresso e o desenvolvimento humano. Sim, mudar é complicado, pois a mudança é contrária à imobilidade – e a imobilidade diversas vezes se esconde por trás da máscara traiçoeira da coerência. Os melhores artistas não são coerentes. São a antítese do óbvio. Picasso pintou um painel sobre o tema. Nele, não há nada de óbvio; não há bombas, explosões, soldados, nada disso. Mas basta olhar as pessoas que estão ali, o cavalo, para ver que o quadro retrata o desespero e o horror. Há muitas maneiras de fugir do óbvio, e os melhores artistas são especialistas nisso. O grito também pode ser contrário ao óbvio. O diretor Francis Ford Coppola, no filme O poderoso chefão III, mostrou o grito mais silencioso da história do cinema, na cena em que a filha do personagem de Al Pacino leva um tiro e morre. Ao perceber o que ocorrera, ele abre a boca em desespero e grita, sem som, por uns trinta segundos, num silêncio ensurdecedor. Nelson Rodrigues disse que o que dói na bofetada é o som. Shakespeare disse que a vida é feita de som e fúria. Se você tirar o som, a fúria desaparece – no filme Ran, o diretor Akira Kurosawa inseriu uma cena de batalha em câmara lenta e sem som, foi contra o óbvio e transformou um confronto sangrento em um balé. O que podemos aprender com o óbvio? Podemos aprender que ninguém nasce pronto e vai se desgastando. Nós nascemos crus e vamos nos fazendo. Sim, isso é óbvio, mas como eu aprendi? O que mais aprendi? Quando aprenderei? Aprenderei? Sou sempre a minha mais recente edição, revista e ampliada. [...] CORTELLA, M. S. Viver em paz para morrer em paz: se você não existisse, que falta faria? São Paulo: Planeta, 2017.

O uso do hífen na palavra vice-versa, presente no primeiro parágrafo do texto, justifica-se por:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.