Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · RHS Consult

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Prefeitura de Porto Feliz - SP

Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

Caderno de Questões Concurso Público • Prefeitura Municipal de Porto Feliz – Edital 001/2016 Nível Superior Dia: 22 de maio de 2016 – Horário das 14h00 às 17h00. Duração: 3 (três) horas, incluindo o tempo para preencher o CARTÃO-RESPOSTA. 1. Verifique, no CARTÃO-RESPOSTA, se os seus dados estão registrados corretamente e se o Cargo para o qual se inscreveu corresponde ao Cargo descrito no CARTÃO-RESPOSTA. Caso haja alguma divergência, comunique-a imediatamente ao aplicador da sala. 2. ATENÇÃO: após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 3. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 50 questões numeradas de 1 a 50, dispostas da seguinte maneira: a) As questões de número 01 a 10 são de Português; b) As questões de número 11 a 20 são de Conhecimentos Gerais; c) As questões de número 21 a 30 são de Atualidades; d) As questões de número 31 a 40 são de Matemática; e) As questões de número 41 a 50 são de Conhecimentos Específicos. 4. Confira se seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões e se essas questões estão na ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis. 5. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde corretamente à questão. 6. Não é permitido qualquer tipo de consulta. 7. A interpretação das questões é parte integrante da prova, não sendo permitidas perguntas ao(s) aplicador(es). 8. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO- RESPOSTA. O rascunho e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação. 9. Quando terminar a prova, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO- RESPOSTA. 10. Você poderá deixar o local de prova somente após decorrida 1 uma hora do início da aplicação e NÃO poderá levar seu 11. Não destaque folhas da prova, sendo que será permitido levar apenas a primeira folha de RASCUNHO/RESPOSTAS. Para isto, basta solicitar ao aplicador que a destaque na entrega GABARITO 01 02 03 04 05 11 12 13 14 15 21 22 23 24 25 31 32 33 34 35 41 42 43 44 45 06 07 08 09 10 16 17 18 19 20 26 27 28 29 30 36 37 38 39 40 46 47 48 49 50 | RHS Consult Ltda | Concurso Público • PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ 2 PORTUGUÊS – Questões de 01 a 10

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Defenestração Certas palavras têm significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra. Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.  Os hermeneutas estão chegando!  Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada... Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter sentido oculto.  Alô...  O que é que você quer dizer com isso? Traquinagem devia ser uma peça mecânica.  Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto. Plúmbeo devia ser o barulho que um corpo faz ao cair na água. Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:  Defenestras? A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam. Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? “Nestes termos, pede defenestração...”. Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-lo usado uma ou outra vez, como em:  Aquele é um defenestrado. Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata. Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela. Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração? [...]  Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos. Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.  É esta estranha vontade de atirar alguém ou algo pela janela, doutor...  Hmm. O impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela. Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada. [...] Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:  Fui defenestrado... Alguém comenta:  Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela! Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti. VERÍSSIMO, Luís Fernando. Para gostar de ler – v.14. 3 Ed. São Paulo: Ática, 1995, p.82-4

Em linhas gerais, podemos afirmar que o texto, de um modo engraçado, questiona:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.