Questões de Língua Portuguesa · FCC

Língua PortuguesaOutros temasFCC 2013

TRT - 1ª REGIÃO (RJ)

Questão de Língua Portuguesa

Janeiro/2013 TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1a REGIÃO Concurso Público para provimento de cargos de Nome do Candidato No do Documento 0000000000000000 00001−0001−0001 Analista Judiciário Área Administrativa No de Inscrição No do Caderno MODELO MODELO1 P R O V A Conhecimentos Específicos Discursiva - Redação INSTRUÇÕES - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. - contém a proposta e o espaço para o rascunho da redação. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMA resposta certa. ATENÇÃO - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue. Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode. Ainda ontem me divertiu este trechinho de crônica do escritor mineiro Humberto Werneck, de seu livro Esse inferno vai acabar: “− Meu cabelo está pendoando – anuncia a prima, apalpando as melenas. Tenho anos, décadas de Solange, mas confesso que ela, com o seu solangês, às vezes me pega desprevenido. − Seu cabelo está o quê? − Pendoando – insiste ela, e, com a paciência de quem explica algo elementar a um total ignorante, traduz: − Bifurcando nas extremidades. É assim a Solange, criatura para a qual ninguém morre, mas falece, e, quando sobrevém esse infausto acontecimento, tem seu corpo acondicionado num ataúde, num esquife, num féretro, para ser inumado em alguma necrópole, ou, mais recentemente, incinerado em crematório. Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente quebradiço: pendoa.” Isso me fez lembrar uma visita que recebemos em casa, eu ainda menino. Amigas da família, mãe e filha adolescente vieram tomar um lanche conosco. D. Glorinha, a mãe, achava meu pai um homem intelectualizado e caprichava no vocabulário. A certa altura pediu ela a mim, que estava sentado numa extremidade da mesa: − Querido, pode alcançar-me uma côdea desse pão? − Por falta de preparo linguístico não sabia como atender a seu pedido. Socorreu-me a filha adolescente: − Ela quer uma casquinha do pão. Ela fala sempre assim na casa dos outros. − A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu, rubificou, e olhou a filha com reprovação, isto é, dardejou-a com olhos censórios. Veja-se, para concluir, mais um trechinho do Werneck: “Você pode achar que estou sendo implicante, metido a policiar a linguagem alheia. Brasileiro é assim mesmo, adora embonitar a conversa para impressionar os outros. Sei disso. Eu próprio já andei escrevendo sobre o que chamei de ruibarbosismo: o uso de palavreado rebarbativo como forma de, numa discussão, reduzir ao silêncio o interlocutor ignaro. Uma espécie de gás paralisante verbal.” (Cândido Barbosa Filho, inédito) 2

No contexto, as frases Meu cabelo está pendoando e pode alcançar-me uma côdea desse pão constituem casos de

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.