Questões de Língua Portuguesa · UEG

Língua PortuguesaInterpretação de textosUEG 2019

PREFEITURA MUNICIPAL DE PARAÚNA-GO

Questão de Língua Portuguesa

Domingo, 24 de novembro de 2019. questão discursiva. 2 . Confira todas suas páginas e solicite a sua substituição caso apresente falha de impressão ou esteja incompleto. Verifique, ainda, se seu nome, seu número de inscrição e do documento de identidade estão grafados corretamente abaixo da linha pontilhada. Se houver algum erro, comunique ao fiscal de sala. 3 . Durante a prova, o candidato não poderá levantar-se sem autorização prévia ou comunicar-se com outros candidatos. 4 . As respostas da prova objetiva deverão ser transcritas com caneta esferográfica de corpo transparente e de tinta preta no cartão de resposta. O candidato que descumprir este item arcará com eventual prejuízo da ausência de leitura óptica de suas marcações. transparente e de tinta preta. 10 . O candidato deverá transcrever a frase que está nesta capa de prova para o cartão de respostas. 11 . Aguarde autorização do fiscal de sala para iniciar a prova. OBSERVAÇÃO: • Os fiscais não estão autorizados a fornecer informações acerca desta prova. ATENÇÃO Após receber o seu CARTÃO DE RESPOSTAS e assim que autorizado pelo fiscal de sala, copie no local indicado, com sua caligrafia usual, a seguinte frase: Identificação do candidato 2 Rascunho do Gabarito Questão Alternativas 1 a b 2 a b 3 a b 4 a b 5 a b 6 a b 7 a b 8 a b 9 a b 10 a b 11 a b 12 a b 13 a b 14 a b 15 a b 16 a b 17 a b 18 a b 19 a b 20 a b 21 a b 22 a b 23 a b 24 a b 25 a b 26 a b 27 a b 28 a b 29 a b 30 a b c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e c d e 3 Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. Diversidade linguística e norma-padrão Quando o professor Paulo Freire foi empossado Secretário da Educação de São Paulo, fez uma asseveração que causou estranheza: a de que as professoras não devem criticar ou reprimir um aluno que fale coisas como “nós cheguemu”. Qualquer posição que coloque ou pareça colocar em risco a pureza e a propriedade do idioma pátrio será sempre recebida no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência. É interessante constatar que nas sociedades modernas os valores culturais associados à norma linguística de prestígio, considerada correta, apropriada e bela, são ainda mais arraigados e persistentes que outros de natureza ética, moral e estética. O prestígio do português culto, padronizado nas gramáticas e dicionários e cultivado na literatura e nos mais diversos domínios institucionais da sociedade, não se restringe, como seria de esperar, aos grupos de seus usuários; ao contrário, perpassa todos os segmentos sociais. Varia apenas a sua manifestação, em função do acesso diferenciado que esses grupos têm às normas que funcionam como um quadro referencial da correção e propriedade linguística. O cidadão erudito aprecia a língua culta, que por sinal é o seu meio natural de comunicação, mas o trabalhador braçal, a empregada doméstica, os milhões de iletrados também o fazem. Demonstram igualmente um sentimento positivo em relação à “boa linguagem”, à linguagem daqueles que têm estudo. Uma evidência disso é que as lideranças políticas das nossas classes trabalhadoras se esmeram em falar um português escorreito, em suas aparições públicas, no que nem sempre têm total sucesso em virtude de sua sociabilização ter ocorrido no âmbito das variedades populares. O prestígio associado ao português padrão é sem dúvida um valor cultural muito arraigado, herança colonial consolidada nos nossos cinco séculos de existência como nação. Podemos e devemos questioná-lo, desmistificá-lo, e demonstrar sua relatividade e seus efeitos perversos na perpetuação das desigualdades sociais, mas negá-lo, não há como. O comportamento linguístico é um indicador claro da estratificação social. Os grupos sociais são diferenciados pelo uso da língua. Em sociedades com histórica distribuição desigual de renda (entre as quais o Brasil pode ser considerado um caso prototípico), as diferenças são acentuadas e tendem a se perpetuar. Pode-se afirmar que a distribuição injusta de bens culturais, principalmente das formas valorizadas de falar, é paralela à distribuição iníqua de bens materiais e de oportunidades. No Brasil, as diferenças linguísticas socialmente condicionadas não são seriamente levadas em conta. A escola é norteada para ensinar a língua da cultura dominante; tudo que se afasta desse código é defeituoso e deve ser eliminado. O ensino sistemático da língua é de fato uma atividade impositiva. Para alguns estudiosos há mesmo uma incompatibilidade entre uma democracia pluralista e a padronização linguística. Isto fica mais evidente em países plurilíngues, onde os falantes de línguas minoritárias têm de aprender e usar, em muitos domínios, a língua majoritária. Mas, nesses países, os grupos étnicos minoritários têm feito valer seus direitos e as escolas desenvolvido métodos de ensino bilíngue ou bidialetal, comprometidos com o respeito e a preservação das características linguístico-culturais desses grupos. BORTONE-RICARDO, Stella Maris. Nós chegemu na escola, e agora?: sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola, 2005. p. 13-15. (Adaptado).

Defende-se no texto a seguinte ideia: 4

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.