Língua PortuguesaOutros temasInstituto Verbena 2023
PREFEITURA MUNICIPAL DE INHUMAS - GO
Questão de Língua Portuguesa
Texto 2 Cultura do ‘melhor aluno’ prejudica maioria dos estudantes no Brasil? Letícia Mori A educação no Brasil não é pensada para garantir o sucesso de todos os alunos, mas para privilegiar os que são considerados os “melhores” estudantes. Essa é a conclusão do pedagogo Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional (Gepave). Ele chama essa postura de “pensamento olímpico”, porque certos alunos seriam educados para serem os “campeões” — como se a educação fosse uma Olimpíada — enquanto as necessidades da maioria dos alunos seriam deixadas de lado. Como consequência, diz Alavarse, os “melhores alunos” recebem mais atenção, incentivo e elogios para potencializar seu desenvolvimento, enquanto alunos com mais dificuldades são deixados para trás. Alavarse diz que, embora o “pensamento olímpico” não faça parte oficialmente de uma política educacional, é algo arraigado e bastante comum no comportamento de muitos professores, diretores, gestores escolares e políticos. “É claro que nos documentos oficiais ninguém assume uma postura seletiva para a escolarização, mas todo mundo que já esteve em uma sala dos professores sabe que sempre existe o que é considerado o ‘bom aluno’”, afirma. “Sempre existem aqueles que acreditam que a escola é para escolher os melhores”. Um exemplo seria as políticas públicas que premiam professores conforme os bons resultados dos seus alunos, segundo o pesquisador. “É uma ideia totalmente equivocada”, diz ele, “porque não faz sentido exigir performance dos professores sem fornecer as condições mínimas de trabalho e de estrutura” [...]. Alavarse diz que um equívoco comum é considerar as avaliações em si a raiz do problema – o que não é o caso, diz ele. A lógica “olímpica” para a educação não vem de haver testes, mas da forma como se leem os resultados desses testes, afirma. “É preciso sim que haja avaliações internas e externas – não para ranquear os alunos ou escolas, mas para entender adequadamente quais as necessidades e podermos definir quais as ações pedagógicas necessárias para garantir o sucesso de todos”, diz ele. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g2enkn8l3o>. Acesso em: 21 dez. 2023.
Leia o Texto 2 para responder às questões 03 e 04.
A partir da leitura do texto, é possível compreender que
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

