Questões de Língua Portuguesa · INAZ do Pará

Língua PortuguesaOutros temasINAZ do Pará 2018

Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da ª Região - Maranhão

Questão de Língua Portuguesa

CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 16ª REGIÃO EDITAL 001/2018 ADVOGADO Domingo, 27 / 05 / 2018 1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 50 (cinquenta) QUESTÕES de múltipla escolha referente a Prova Objetiva, correspondentes ao cargo de sua concorrência. 2. Cada questão objetiva de múltipla escolha apresenta 5 (cinco) alternativas identificadas com as letras A, B, C, D e E sendo apenas 1 (uma) correta. 3. Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões descritas no item 1 e se o cargo para o qual você foi inscrito está correto. Caso esteja incompleto ou apresente qualquer defeito comunique imediatamente ao fiscal de sala, para que seja realizada a substituição. consulta. seu término. 10. O tempo disponível para a prova é de 04 (quatro) horas. 11. Será eliminado do concurso e terá sua prova anulada, o candidato (a) que: NÃO ASSINAR A LISTA DE PRESENÇA e/ou a FOLHA DE RESPOSTAS e/ou FOLHA DE REDAÇÃO (PROVA DISCURSIVA). 12. Os três últimos candidatos, ao terminar a prova, só poderão sair juntos. A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “AS CONSEQUÊNCIAS DO USO EXCESSIVO DA TECNOLOGIA”. Uso excessivo das tecnologias pode trazer sérios riscos à vida social Para psicóloga, os eletrônicos 'desconectam' as pessoas do mundo real Celulares, tablets, computadores e videogames portáteis, enfim, um verdadeiro mundo de equipamentos eletrônicos invadiu, nos últimos 20 anos, a vida cotidiana. Na carona desses gadgets, como também são conhecidos, surgiram novos termos, expressões e padrões de comportamento. Com a internet, estar online é fazer parte de um mundo virtual no qual a interação é a palavra de ordem. Quando bem dosado, o uso dos eletrônicos não traz riscos à saúde. Porém, quando a dependência dos aparatos tecnológicos já se torna evidente, é preciso ficar atento. Conforme explica a psicóloga Dora Sampaio Góes, do Grupo de Dependência de Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), não é só o tempo gasto com os aparelhos eletrônicos que deve ser levado em conta, apesar de ser um fator importante, segundo ela, mas sim em que contextos esses equipamentos são utilizados. “A tecnologia prende a nossa atenção de tal forma que acabamos por ficar desconectados do mundo a nossa volta. As consequências da exposição prolongada às parafernalhas eletrônicas podem ser muitas, de físicas a psicológicas. Para se ter uma ideia, mesmo que ainda não comprovada, o contato excessivo com a tecnologia pode provocar depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno bipolar do humor, fobia social, além de déficit de atenção e hiperatividade. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2013/08/uso-excessivo-das-tecnologias-pode-trazer-serios-riscos-vida-social.html. Acesso em: 06/052018. Campanha visa alertar as famílias sobre a pouca atenção dada às crianças frente ao uso excessivo que os pais fazem das tecnologias. Você já parou para pensar que crianças – e não poucas! – se sentem “trocadas” pelos celulares? É isso mesmo! A partir de um estudo que indicou que 87% das crianças brasileiras se sentem substituídas por um celular, o Conselho Regional de Medicina do Paraná, por meio do Programa “Dedica” – Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente-, criou a campanha intitulada “Conecte-se ao que importa”. A ideia da campanha é alertar sobre o que denominam de violência virtual: o uso excessivo dos celulares, inclusive no ambiente doméstico, desviando os olhares dos pais, reduzindo significativamente a interação com as crianças e o tempo que poderia ser dedicado a elas. Segundo Luiz Ernesto Pujol, presidente do CRM-PR e também um dos idealizadores da campanha, cada vez mais tem-se identificado “aspectos de negligência na atenção familiar às crianças e adolescentes em decorrência do uso abusivo dos meios eletrônicos no dia a dia, determinando um verdadeiro abandono no relacionamento interpessoal”. Se a grande preocupação dos pais é o tempo que passam fora de casa, longe dos filhos, é preciso que se lembrem de que estar dentro dela não basta! O desejável não é apenas a presença física, mas as possibilidades amplas e fundamentais de interação que podem ser estabelecidas com os filhos. Os médicos paranaenses que fundaram a campanha destacam, ainda, que novas doenças têm sido identificadas e estão diretamente relacionadas ao uso intenso das tecnologias: “Da necessidade do uso, parte-se para os vícios e hoje se tem a Síndrome de Nomofobia - ou No Mobyle Phobia - em pessoas de todas as idades e profissões, inclusive da área médica, que não conseguem passar algumas horas longe de seus aparelhos celulares. Ao mesmo tempo, surgem os adictos à internet, com sinais de dependência que os retiram da vida comum, bem como síndromes de isolamento com o humano, sendo exemplo a síndrome do celibato, quando adolescentes e adultos preferem o relacionamento com parceiros virtuais, criados aos seus gostos e desvios psíquicos” (relato da coordenadora do Programa Dedica, Luci Pfeiffer). As peças criadas para a campanha atual chamam a atenção para o que tem sido perdido quando os olhares adultos estão centrados nas telas e o que se pode ganhar na relação com as crianças e adolescentes quando isso muda. Disponível em: http://labedu.org.br/conecte-se-ao-que-importa-contra-o-abandono-virtual/.(Adaptado). Acesso em: 06/05/2018. Disponível em: http://www.criancaemquestao.com.br/2018/02/conecte-se-ao-que-importa.html. Acesso em: 06/05/2018. 1 NÍVEL SUPERIOR | ADVOGADO TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10 O segredo da vida (Marcelo Tas) Desde jovem, ganho a vida fazendo perguntas. Primeiro como repórter, depois entrevistador e cutucador de dúvidas em várias mídias. Acredito piamente que o ponto mais importante na vida do ser humano é o ponto de interrogação. Entre as dúvidas da vida, a maior de todas é, sem dúvida, a razão da nossa própria existência. Qual o segredo da vida? Ao longo do curto espaço de tempo que passamos no mundo, perseguimos essa questão e ela implacavelmente nos persegue de volta. A chegada dos filhos coloca uma lente de aumento no assunto. Recentemente, em um evento empresarial, tive o privilégio de entrevistar o filósofo Mário Sergio Cortella e não perdi a oportunidade de passar a batata quente para ele. – Filósofo, qual o segredo da vida? Sem pestanejar, com a generosidade e a barba característica dos filósofos, Cortella respondeu com uma pausa dramática e seu vozerão grave em dolby stereo. – O segredo da vida é que... vaca não dá leite! As palavras do filósofo iluminaram a minha infância. Quando criança, fui ajudante mirim do meu avô João na fazenda, onde se tirava leite das vacas. Que trabalheira louca é tirar leite de uma vaca, lembrei. Acorda-se de madrugada, entra-se num curral forrado de puro excremento de vaca, confere-se as vacas, chama-se o bezerro correspondente a cada vaca pelo nome, o bicho vem doido para mamar, impede-se que ele mame tudo de uma vez, amarra-se o bezerro com uma cordinha nas pernas traseiras da mãe, amarra-se o rabo da vaca também na cordinha (senão ele vira um espanador de bosta fresca na cara da gente...). Até que, finalmente, agachado, numa posição desajeitada, o cidadão encarregado do trabalho inicia a tarefa de apertar com destreza uma a uma as quatro tetas da vaca, para que o jato de leite seja direcionado para dentro de um balde equilibrado entre suas pernas. Segue-se a repetição exaustiva do gesto até que o balde encha, para depois ser derramado dentro de um grande latão metálico de 50 litros. O final do processo é colocar os latões – uns três ou quatro, no caso da fazenda do meu avô – na caminhonete para ser entregue no laticínio da cidade. Um trabalhão. Graças a esse ritual que acompanhei tantas vezes, adquiri ainda criança a clara noção do esforço gasto por tanta gente para que eu possa despejar o precioso líquido branco na xícara do café da manhã. A plateia do evento corporativo, cerca de 2 mil gerentes de um grande banco, estava tão surpresa quanto eu com a resposta do filósofo. Cortella explicou que aquela foi a forma que encontrou de alertar os filhos dele para as virtudes do esforço para conquistar as coisas na vida. Prometeu aos filhos que, quando cada um completasse 13 anos de idade, o papai filósofo iria revelar o segredo da vida. Dito e feito. No dia de completar 13 anos, o filho mais velho acordou Cortella bem cedo. – Papai, hoje é o dia do meu aniversário. – Parabéns, filho! – Hoje faço 13 anos. É dia de você me revelar o segredo da vida. – O filósofo encarou carinhosamente o menino e concluiu o ensinamento. – O segredo da vida é que... vaca não dá leite, você tem que tirar. Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Marcelo-Tas/noticia/2015/08/o-segredo-da-vida.html. Acesso em: 15/04/2018.

Marcelo Tas em um evento empresarial, que pode ser observado do 3° ao 6° parágrafo, comenta que, ao entrevistar o filósofo Mário Sérgio Cortella, lhe fez uma pergunta: “Qual o segredo da vida?” e Cortella respondeu-lhe: “O segredo da vida é que... vaca não dá leite!” O que significa a frase dita pelo filósofo?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.