Língua PortuguesaOutros temasVunesp 2025
A.C.Camargo
Questão de Língua Portuguesa
processo seletivo 2026 programa de residência multiprofissional em saúde 006. Prova objetiva de conhecimento programa de residência multiprofissional em oncologia odontologia com ênfase em estomatologia prova, assinando termo respectivo. Confidencial até o momento da aplicação. Prédio sala carteira Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 06: Domingas, Catarina e Juliana foram três mulheres negras que viveram em São Paulo entre os séculos 18 e 19 e que tiveram algo em comum: foram mães que viveram as violên cias da escravidão. Os fragmentos dessas vivências ficaram registrados em documentos judiciais e cartas de alforria, e é a partir desses documentos que a historiadora Enidelce Bertin vem reconstituindo as histórias de vida delas e de outras mulheres negras do período. A partir dos documentos de arquivo, a historiadora desco briu que Juliana trabalhou por décadas para Inácia e sua mãe, tendo ajudado a criar a senhora e seus irmãos. Reconhecendo os bons serviços de Juliana, em 1773, Inácia lhe concedeu a alforria. Mas permaneceram no cativeiro as duas filhas de Juliana. Catarina também obteve o reconhecimento de sua se nhora pelos bons serviços prestados. Em 1805, a senhora registrou a carta de alforria que concedia a liberdade a Catarina. Mas seus filhos não tiveram a mesma sorte. Enquanto os mais velhos continuaram a servila, o mais novo, ainda um bebê, ficaria com a mãe apenas até desmamar. Para a senhora escravista, o menino era uma promessa de investimento para aumentar seu patrimônio. Muitas décadas depois, Domingas viveu algo diferente. Ela tinha 24 anos quando abriu uma ação judicial contando que foi “posta para fora de casa” na ocasião dos partos de seus dois filhos, Turíbia e Acelino. Era maio de 1881 e o alvo do processo era Urbano Augusto da Silva Macedo, a quem Domingas acusava de abandono senhorial. Na época, com a Lei do Ventre Livre em vigor, os senhores já não davam valor aos filhos das mulheres escravizadas, pois não podiam mais reivindicálos como propriedade e tomálos como parte de seu patrimônio. Enidelce argumenta que a maternidade negra no período pode ser encarada como um “campo de disputas entre aqueles que viam a sua razão de ser na ‘produção de crias’” e no cuidado dos filhos dos senhores, e as mulheres que “ansiavam por proteção e liberdade para seus filhos”, conforme escreve. “Nem sempre a resistência é visível na documentação, justamente porque o discurso senhorial está ali mais bem representado. Quando aquelas mulheres estão tentando com prar sua alforria, quando tentam ficar próximas de suas crian ças, há indícios de resistência. Mas o que me interessa mais é tirar essas pessoas da invisibilidade”, conta a pesquisadora. (Silvana Salles, Historiadora reconstitui histórias de vida da maternidade negra durante a escravidão. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=901049. Adaptado) acca2501/006-odonto-estomatologia
A partir do texto, é correto afirmar que Domingas, Catarina e Juliana
Mais questões de Outros temas
- FundatecAssinale a alternativa que contém uma palavra classificada como pronome.
- FundatecAssinale a alternativa que NÃO é possível ser confirmada por meio do que é apresentado no texto.
- FundatecEm qual das alternativas a seguir uma palavra, retirada do texto, é acentuada graficamente por uma regra diferente das demais?
- FundatecAnalise as seguintes afirmativas em relação ao texto: I. Na África Subsaariana e no Nordeste do Brasil, as crises hídricas são constantes, diferentemente do que ocorre em locais q…
- FundatecAssinale a alternativa em que a palavra retirada do texto possui o menor número de dígrafos.
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

