Biologia e CiênciasOutros temasUFSCar 2018
UFSCar – Edital nº 001/ – Técnico-Administrativo em Educação
Questão de Biologia e Ciências
Surto de salmonela pode ter contribuído para o fim dos astecas. Estudo de DNA liga essa epidemia bacteriana ao colapso da civilização após a chegada dos espanhóis. Quando as forças espanholas chegaram ao México, em 1519, a população nativa girava em torno de 25 milhões de pessoas. Um século depois, esse número foi reduzido para um milhão. Tudo isso devido a doenças pestilentas que chegaram junto com os colonizadores europeus. Muitos estudos sugeriram que o sarampo, a varíola, o tifo e uma febre hemorrágica seriam os causadores do colapso da civilização asteca, mas nunca apresentaram evidências sólidas que comprovassem tais hipóteses. Agora, cientistas afirmam ter recuperado amostras de DNA que estariam infectadas por um tipo mortal de salmonela, a Salmonella paratyphi C. Essa bactéria seria a verdadeira culpada pelo surto cocolizti (febre hemorrágica viral) que dizimou 80% dos habitantes nativos do México entre 1545 e 1550. O resultado da pesquisa foi publicado neste mês pela Nature. Vagene, Ashild J., et al. "Salmonella enterica genomes from victims of a major sixteenth-century epidemic in Mexico." Nature Ecology & Evolution (2018): 1. Para ter acesso às amostras, os pesquisadores desenterraram cerca de 30 corpos de nativos em um cemitério de Oaxaca, no sul do México. Após extrair e sequenciar o DNA dos dentes, a equipe comparou os genes com mais de 2.700 genomas bacterianos modernos. E os testes comprovaram que havia indícios de infecção por salmonela. “Nosso estudo propõe que a salmonela contribuiu para o declínio populacional durante o surto de cocoliztli no México”, concluíram os pesquisadores alemães do Instituto Max Planck à Nature. Para dar suporte às novas evidências, outra pesquisa conduzida na Universidade de Warwick, no Reino Unido, encontrou vestígios da S. paratyphi C na Europa cerca de 300 anos antes da devastação que ocorreu no México. O genoma bacteriano foi retirado de uma mulher enterrada na Noruega por volta de 1.200. Isso significa que a doença já estaria circulando pelo continente europeu muito antes de ser levada para o México e seria um ponto de partida para novos mapeamentos da doença. “Realmente, gostaríamos de estudar as duas cepas juntas para obter mais resultados”, acrescentou o pesquisador Hendrick Poinar. Texto extraído da revista Super Interessante, escrito por Giselle Hirata em Janeiro de 2018. De acordo com o texto, qual foi a análise realizada pelos pesquisadores?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

