Língua PortuguesaOutros temasVunesp 2026
Pref Jardinópolis
Questão de Língua Portuguesa
3 PMJD2501/006-Encanador Leia o texto a seguir e responda às questões de 06 a 10: A Bola O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. – Como é que liga? – perguntou. – Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução? O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros. – Não precisa manual de instrução. – O que é que ela faz? – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela. – O quê? – Controla, chuta… – Ah, então é uma bola. – Claro que é uma bola. – Uma bola, bola. Uma bola mesmo. – Você pensou que fosse o quê? – Nada, não. O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto. – Filho, olha. O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar. (Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)
Considerando o que se menciona no 6o parágrafo: “O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros”, assinale a alternativa que melhor explica o porquê de o narrador fazer essa afirmação.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

