Questões de Saúde · FundMed

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UFCSPA – Residência Multiprofissional e Uniprofissional

Questão de Saúde

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Paciente mulher, 59 anos, admitida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por quadro de insuficiência respiratória por exacerbação da doença pulmonar obstrutiva crônica, necessitando de ventilação mecânica. Peso atual 52kg e peso usual 58kg (informados pela filha). Estatura 2 igual a 165cm, índice de massa corporal = 19,1kg/m , perda ponderal não intencional em 4 meses = 10,3%, atribuída à redução do consumo alimentar devido à dispneia intensa nesse período. Na admissão, fez uso de alta dose de droga vasoativa e apresentava importante acidose mista, devido a quadro de sepse. Após 48 horas, reduziu a dose de droga vasoativa e estava estável hemodinamicamente. Sobre o caso clínico apresentado, tendo como referência a diretriz da Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (BRASPEN, 2018), analisar os itens abaixo: I. A paciente apresenta desnutrição evidenciada pela história de perda ponderal, o que requer cautela quanto ao planejamento da terapia nutricional e monitoramento dos níveis séricos de fósforo devido ao risco de síndrome de realimentação. II. A terapia nutricional enteral deve ser iniciada após 48 horas, quando a dose de droga vasoativa reduziu e a acidose mista foi solucionada, para que não haja risco de isquemia mesentérica. Deve-se calcular, inicialmente, 15- 20kg/kg/dia e 1,5-2,0 gramas/kg/dia de calorias e proteínas, respectivamente, o que deve ser ofertado por fórmula enteral polimérica, via sonda nasoentérica em posição gástrica. III. Devido à insuficiência respiratória, a fórmula enteral polimérica deve apresentar maior teor de lipídios e menor teor de carboidratos - o que contribui para menor produção de gás carbônico; e densidade calórica mais alta - o que contribui para a restrição da administração de fluidos. Ainda, fórmulas enriquecidas com ômega-3 são benéficas para esses pacientes com insuficiência respiratória. IV. Caso a paciente evolua com intolerância à terapia nutricional enteral, evidenciada por distensão abdominal, vômitos e diarreia, o início da terapia nutricional parenteral suplementar deve ser feito após 5 a 7 dias, caso não seja possível atingir a oferta de 60% das necessidades nutricionais. Quando iniciada a nutrição parenteral, deve-se optar por emulsões lipídicas contendo triglicerídeos de cadeia média, óleo de oliva e óleo de peixe, podendo ser utilizada a nutrição parenteral pronta para uso ou manipulada, já que não há evidências de superioridade da primeira em relação à última. Estão CORRETOS:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.