Língua PortuguesaOutros temasCOMPERVE 2018
Secretaria de Estado da Saúde Pública - Rio Grande do Norte
Questão de Língua Portuguesa
Leia estas instruções: Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em 1 seguida, assine no espaço reservado. Este Caderno contém, respectivamente, 50 questões de múltipla escolha, assim 2 distribuídas: 01 a 08 Língua Portuguesa; 09 a 15 Raciocínio Lógico e Matemática; 16 a 25 Conhecimentos sobre o SUS; 26 a 50 Conhecimentos Específicos. Se o Caderno estiver incompleto ou apresentar imperfeição gráfica que impeça a 3 leitura, solicite imediatamente ao Fiscal que o substitua. Cada questão apresenta quatro opções de resposta, das quais apenas uma é 4 correta. Interpretar as questões faz parte da avaliação; portanto, não peça 5 esclarecimentos aos fiscais. A Comperve recomenda o uso de caneta esferográfica, confeccionada em 6 material transparente, de tinta na cor preta. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não destaque 7 nenhuma folha. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão 8 considerados para efeito de avaliação. Você dispõe de, no máximo, três horas para responder às questões de múltipla 9 11 e este Caderno. Assi nat ura d o Can di dat o: Secretaria de Estado da Saúde Pública - SESAP Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar . (Chico Science) 01 a 08 As questões de número 01 a 08 referem-se ao texto reproduzido abaixo. A entrevista clínica não é uma conversa como outra qualquer! Celmo Celeno Porto Entende-se qualquer entrevista como uma técnica de trabalho, durante a qual duas pessoas, em concordância formal ou implícita, encontram -se para uma conversa, cuja característica principal é estar relacionada com os objetivos de ambos. É tão especial a entrevista clínica que ela tem nome diferente – anamnese. O papel de uma dessas pessoas – no caso, o médico ou o estudante de medicina – é coletar informações, enquanto o da outra – o paciente – é de fornecê-las. Diferentemente de outras entrevistas, no caso da médica, o objetivo não fica restrito a obter informações. Outro objetivo é estabelecer um bom relacionamento entre o médico e o paciente, condição fundamental para uma boa prática médica. Há muitas maneiras de se fazer uma entrevista; melhor dizendo, há diferentes técnicas, mas em todas devem ser destacadas a arte do relacionamento e o processo comunicacional. Primeiramente, deve ficar claro que uma entrevista médica não é uma conversa como qualquer outra! Além da capacidade de dialogar – falar e ouvir, mais ouvir do que falar –, o médico precisa saber ler nas entrelinhas, observar gestos, para compreender todos os significados contidos nas respostas. Roteiros são úteis, mas é necessário saber usá -los com a flexibilidade exigida pelas peculiaridades de cada paciente. Raciocínio clínico é a técnica e a arte de organizar os dados que vão surgindo, alguns significativos por si mesmos, outros a exigir novas indagações, que vão tornando compreensível o relato do paciente. Não se nasce sabendo fazer uma entrevista médica. O que se aprende espontaneamente é conversar. Entrevistar um paciente exige conhecimentos específicos e intenso treinamento, tal como o aprendizado de qualquer habilidade. Os estudantes, às vezes, confundem ser "bom de conversa" com saber realizar uma anam nese. Facilidade para entabular uma conversação pode até ajudar, mas não é tudo. Uma questão relevante, mas nem sempre considerada, é o registro dos dados obtidos durante a entrevista. Anotações, do próprio punho, das informações mais importantes é a maneira habitual. Contudo, cresce cada vez mais a utilização de computadores. A gravação de entrevistas, que esteve em moda há alguns anos, praticamente está abolida na prática médica, tornando-se restrita a alguns tipos de pesquisa. Não é proibido "digitar" as informações obtidas na anamnese; no entanto, a atenção exagerada ao computador é nociva. Não foram poucos os pacientes que me disseram ter abandonado um médico porque "ele tinha sua atenção inteiramente voltada para o computador". Não há necessidade de descrição minuciosa de todas as informações, a não ser na fase em que o estudante está fazendo seu treinamento inicial. É conveniente registrar reações imprevistas, informações não verbais, gestos ou expressões faciais. Basta uma palavra ou uma frase, como "olhos lacrimejaram", "expressão de espanto", "gestos de impaciência", para registrar uma informação, sem necessidade de descrevê -la, fato que pode se revelar um dos mais importantes de uma entrevista. Ao final da anamnese, é interessante que se faça para o paciente um resumo das informações obtidas, criando oportunidade para correções ou acréscimos. Portanto, fazer entrevista é uma arte que se aprimora com o tempo e à medida que se ganha experiência, mas ela só floresce verdadeiramente quando há um verdadei ro interesse em estabelecer uma boa comunicação com paciente. Em uma entrevista clínica, parte das regras sociais de etiqueta não é aplicada. A conversa é centrada no paciente e, por isso, além de outros motivos, é considerada uma relação assimétrica, com características próprias: ausência de intimidade – uma condição que é essencial –, objetivos específicos, limite de tempo, locais preestabelecidos. Além disso, a frequência dos encontros é muito variável, podendo restringir -se a uma única vez ou repetidas vezes ao longo dos anos. SESAP Concurso Público 2018 Enfermeiro Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar. 1 O primeiro encontro tem um significado especial e dele pode depender o sucesso ou o fracasso de um tratamento. O primeiro olhar, as primeiras palavras, os primeiros gestos podem ser decisivos na relação do médico com o paciente. T anto pode ser uma ponte entre eles, por meio da qual vão transitar informações e emoções, como um muro que obstrui completamente a comunicação entre um e outro. Essa é uma das características mais evidentes de uma medicina de má qualidade. Por fim, é essencial saber considerar a entrevista como principal elemento que estabelece o relacionamento entre duas pessoas. O sucesso de uma entrevista depende justamente da qualidade do relacionamento que o médico é capaz de estabelecer com o paciente. Em outras palavras: o que precisa ser compartilhado é o sentimento de compreensão e confiança mútua. Disponível em: <http://www.rmmg.org>. Acesso em: 21 dez. 2017. [Adaptado]
No título, apresenta-se uma assertiva
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
