Língua PortuguesaOutros temasUFMG 2019
Universidade Federal de Minas Gerais
Questão de Língua Portuguesa
EDITAL 645/2018 AUditOR PROVAs de lÍNGUA PORtUGUesA, leGislAÇÃO e CONHeCiMeNtOs esPeCÍFiCOs dO CARGO só ABRA QUANdO AUtORiZAdO ao transferir as respostas para a Folha de respostas: sua resposta NÃO será computada, se houver marcação de mais de uma alternativa. NÃo DEIXE NENHUma QUEsTÃo sEm rEsposTa. sua prova somENTE poDErá sEr ENTrEgUE após o TÉrmINo Do pEríoDo DE sIgILo. Levante o braço, para que o fiscal possa recolhê-la. Você NÃo poderá levar consigo o Caderno de provas. recolha seus objetos, deixe a sala e, em seguida, o prédio. a partir do momento em que sair da sala e até a saída do prédio, continuam válidas as proibições do uso de aparelhos eletrônicos e celulares, bem como não lhe é mais permitido o uso dos sanitários. duração total das provas, incluindo transcrição da FOlHA de ResPOstAs: tRÊs HORAs UNIVErsIDaDE FEDEraL DE mINas gEraIs CopEVE - proCEssos sELETIVos Da UFmg eM BRANCO PROVA de lÍNGUA PORtUGUesA iNstRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda às questões 01 a 05. saúde e dinheiro Os norte-americanos perdem qualidade de vida. Com isso, perdem condição de viver mais Dinheiro não traz felicidade, diz o povo. Embora haja controvérsias, a julgar pelo exemplo dos Estados Unidos, nem saúde: pelo segundo ano consecutivo, a expectativa de vida dos americanos diminuiu. Em 1960, eles tinham a expectativa de vida mais alta do mundo. Chegava a 2,4 anos a mais do que a média dos países da organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (oCDE). Em 1998, sua expectativa de vida ficou para trás da média da oCDE. Hoje, a diferença já é de 1,6 ano. Um painel conjunto do National Research Council e do Institute of Medicine investigou as causas dessa desvantagem crescente. a conclusão foi a de que a saúde dos americanos é mais pobre em diversos aspectos: obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, ferimentos, homicídios, complicações de parto, gravidez na adolescência, consumo de drogas ilícitas e infecções pelo HIV. Ficou evidente, também, que o estilo de vida é menos saudável do que o dos países da oCDE: as cidades privilegiam o automóvel, a população costuma ingerir alimentos altamente calóricos, abusar de álcool e possuir armas de fogo. aqueles com renda familiar mais baixa têm menos suporte social, previdenciário e acesso limitado à assistência médica. as mortes por overdose aumentam a cada ano. Em 2015, foram 64 mil; neste ano, serão 70 mil, números que ultrapassam o total das mortes de soldados americanos na guerra do Vietnã. Numa análise publicada no Bristish Medical Journal, steven Woolf e Laudan aron consideraram esses óbitos a “ponta do iceberg” de uma crise de saúde mais abrangente: a mortalidade associada ao abuso de álcool e aos suicídios, que afeta especialmente os brancos de meia-idade e certas comunidades rurais. as causas estariam ligadas ao colapso das indústrias locais, à erosão dos laços comunitários, ao isolamento social, à pressão financeira e à consciência dos trabalhadores de que perderam o padrão de vida que os pais um dia tiveram. ao contrário, entre os negros o número de suicídios e de mortes por overdose não aumentou.os autores atribuem a esse fenômeno a maior resiliência de mulheres e homens negros, habituados a enfrentar desvantagens econômicas, discriminação, preconceito social e mortalidade geral mais elevada. De outro lado, nos últimos anos, as diferenças sociais se acentuaram, a performance escolar piorou, os salários da classe média estagnaram e os níveis de pobreza aumentaram em relação aos dos países desenvolvidos. o país é rico, mas desigual: os mais pobres têm dificuldade de acesso a serviços sociais, à assistência médica, à prevenção e ao tratamento de transtornos psiquiátricos e dependência química. os Estados Unidos investem em saúde 17 % de um pIB de 19 trilhões de dólares, ou seja, cerca de 3,2 trilhões de dólares. É mais do que o pIB inteiro do Brasil. para justificar esse gasto, o americano médio deveria viver 110 anos, pelo menos. Quem nasce em santa Catarina vive mais. VarELLa, Drauzio. saúde e dinheiro. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/revista/1024/ saude-e-dinheiro. acesso em 21 nov.2018. (adaptado) CoNCUrso pÚBLICo UFmg – EDITaL 645/2018 PROVA de lÍNGUA PORtUGUesA 3
Em relação ao texto, constata-se que I - os americanos tinham a expectativa de vida mais alta do mundo; 2,4 anos a mais do que a média dos países da organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. II - a queda na expectativa de vida, que ficou para trás da média dos países da organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, tem como uma das causas as mortes de soldados americanos na guerra do Vietnã. III - a saúde dos americanos piorou em diversos aspectos e seu estilo de vida é menos saudável do que o dos países da organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. são CORRetAs as afirmativas
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
