Língua PortuguesaOutros temasUFTM 2018
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Questão de Língua Portuguesa
Ministério da Educação Universidade Federal do Triângulo Mineiro Pró-Reitoria de Recursos Humanos (Uberaba) EDITAL Nº 45/2018 PROVA OBJETIVA – 25/11/2018 C, D). 11. Sua resposta NÃO será computada se houver marcação de mais de uma alternativa, emenda ou rasura. 12. Evite deixar questão sem resposta. 13. Ao término do preenchimento e após 2 (duas) horas do início da prova, caso tenha terminado a prova, entregue ao fiscal de sala SOMENTE o CARTÃO DE RESPOSTAS. O candidato poderá levar consigo o CADERNO DE PROVA. 14. Use as respostas do seu CADERNO DE PROVA para conferir seu desempenho a partir do gabarito oficial, que será disponibilizado no endereço eletrônico: www.uftm.edu.br 15. Até que você saia do prédio, todas as orientações continuam válidas. Saúde Mental: Precisamos falar sobre depressão Mais de 11 milhões de brasileiros foram diagnosticados com a depressão, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde. Os jovens estão entre os mais afetados pela doença que, segundo previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS), poderá ser a mais incapacitante do mundo até 2020. A juventude enfrenta desafios muitas vezes sem amparo da família ou do poder público, incluindo o trabalho, a pressão pela sua formação escolar e escolhas de vida. Consequentemente, a saúde mental é afetada desencadeando doenças como a depressão e a ansiedade. Frases como “fica bem”, “você precisa se esforçar” ou “fica tranquilo” são comuns a quem está nessa condição, mas não funcionam para quem passa todos os dias por isso. A escola pode ser um dos grandes motores para esse problema na vida dos estudantes. Números indicam que 56% dos alunos brasileiros ficam mais estressados durante os estudos, de acordo com o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os baixos investimentos em uma educação pública de qualidade e a falta de suporte aos jovens ampliam ainda mais esse número. A população ainda desconhece, na prática, a doença e confunde muitas vezes como mera “tristeza” ou “baixo astral”. Antônio Geraldo da Silva, superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), afirma que "depressão não é frescura nem falta de religiosidade. É transtorno psiquiátrico e precisa ser diagnosticado e tratado como tal". Antônio Geraldo ressalta que é preciso quebrar o preconceito relacionado às questões de saúde mental, levando informações corretas à população. “A psicofobia (discriminação contra os portadores de transtornos e deficiências mentais) é um grande obstáculo a ser transpassado para que a população não tenha vergonha de procurar ajuda”, afirma o psiquiatra. De acordo com Antônio, alguns cuidados podem ser tomados para que se tenha uma boa saúde mental: aumentar a frequência de exercícios físicos, mantendo a prática regular; cuidar da alimentação; aumentar a frequência de atividades prazerosas, sozinhas ou em grupo, tudo isso ajuda a manter uma boa saúde mental. “O isolamento social é comprovadamente adoecedor”, ressalta o psiquiatra. Antônio destaca que “quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento da depressão e/ou ansiedade, mais fácil de se tratar e devolver ao paciente uma vida sem prejuízos”. A situação deve ser tratada como questão de saúde pública para prevenir que os jovens aumentem as estimativas sobre a doença. Para quem sofre com a depressão e a ansiedade, a vida perde cores, levando muitos a tirarem a própria vida como única solução. Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de óbito entre os jovens de 10 a 24 anos, de acordo com a OMS. A vida se torna um peso a ser carregado por quem sofre dos estágios mais avançados da doença. A taxa de suicídios de jovens subiu 10% desde 2002, entre a população de 15 a 29 anos no Brasil de acordo com o Mapa da Violência de 2017, publicado com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. As mortes por suicídio estão diretamente ligadas a transtornos mentais diagnosticados ou não, tratados de forma inadequada ou não tratados de forma alguma. De acordo com Antônio Geraldo, “quanto mais as pessoas tiverem acesso à informação, entendendo que o suicídio é uma emergência médica, mais chances teremos de diminuir os números relacionados a essa triste realidade”. “Pensar em saúde mental de qualidade é entender que o psiquiatra não é ‘médico de loucos’, incentivando a busca por auxílio psiquiátrico sempre que observados os sintomas iniciais de quaisquer transtornos”, conclui Antônio. (GUAGLIANOME, Diego. #SaúdeMental: Precisamos falar sobre depressão. Disponível em https://ubes.org.br/2018/saudemental-precisamos-falar-sobre-depressao/ . Acessado em 26/09/2018) 2
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

