Língua PortuguesaInterpretação de textosFGV 2025
Concurso Público para a Prefeitura de São José dos Campos - Educação
Questão de Língua Portuguesa
TEMPO Edital nº 02/2025 TARDE HISTÓRIA PROVA OBJETIVA - TIPO 1 • Assine seu nome apenas no espaço reservado no cartão de respostas e na folha de textos definitivos. • Confira o tipo do seu Caderno de Questões. Caso tenha recebido caderno tipo diferente do impresso em seu cartão de respostas ou em sua folha de textos definitivos, o fiscal deve ser obrigatoriamente informado para o devido registro na ata da sala. • O preenchimento das respostas é de sua responsabilidade e não será permitida a substituição do cartão de resposta e da folha de textos definitivos em caso de erro cometido por você. • Para fins de avaliação, serão levadas em consideração apenas as marcações realizadas no cartão de repostas e na folha de textos definitivos. • Os candidatos serão submetidos ao sistema de detecção de metais quando do ingresso e da saída de sanitários durante a realização das provas. Boa prova!
Leia o texto a seguir: “Ninguém sabe. Mas tem teorias, e cada linguista acredita em uma. Sim, tem gangues de linguistas e elas brigam sobre esse assunto (a verdade não é bem assim, mas eu gosto de falar em gangues de linguistas porque faz parecer que a faculdade de Letras foi mais animada do que ela de fato era). A primeira gangue defende que a função primordial da linguagem era apelativa. O macaco queria pedir algo. “Pega ali aquela banana?”. Ou seja, a linguagem nasce na segunda pessoa: pega. Faz. Sai. Volta. Nessa teoria, o ser humano é um macaco preguiçoso. Mas outros linguistas defendem que a função primordial da língua é a expressiva. A linguagem nasce da vontade do macaco de falar o que tá sentindo. “Que vontade de comer uma banana”. Ou seja, ela nasce na primeira pessoa. Eu. Nessa teoria, o ser humano é um macaco carente. Mas outros linguistas dizem que não é uma coisa nem outra. Ela é referencial. Para eles, a fala nasce na terceira pessoa: “Eles tão brigando por causa da banana”. Nessa teoria, o ser humano é sobretudo um fofoqueiro. Ele fala porque não consegue segurar o ímpeto de comentar a vida alheia. Mas tem uma quarta teoria, que é a minha preferida. A função primordial da língua não é nem apelativa nem expressiva nem referencial: ela é fática. Fático é tudo aquilo que a gente diz só pra fazer barulho. Tudo aquilo que não significa nada além de Tô aqui. Alô. Som. Testando. Fala. Podecrer. Tamo junto. É. Ô! Ihh. Ãrrã. Complicado. É cada uma que me aparece. Não repara a bagunça. Calor, né? E esse tempo que não firma? A gente vai se falando. Pra essa gangue, a principal função da linguagem é preencher o silêncio insuportável da existência.” (DUVIVIER, Gregório. O céu da Língua. Rio de Janeiro, Paddock, 2025.p. 23-24.) A pontuação pode servir como recurso expressivo em um texto e, mesmo sua ausência, pode manifestar intenções discursivas. Considerando isso, assinale a afirmativa em que se comenta adequadamente a presença ou a ausência de sinais de pontuação no texto de Gregório Duvivier em análise nesta questão.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
