Questões de Língua Portuguesa · IF-PE

Língua PortuguesaInterpretação de textosIF-PE 2016

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Questão de Língua Portuguesa

Texto 13 (...) transgênicos, produtos, orgânicos, vaca louca, Monsanto, Via Campesina, McDonald’s, José Bové, gripe do frango, agronegócio, zapatistas, agroecologia, MST fazem parte de uma mesma tensão contraditória em que se debate o futuro da humanidade. (...) O agronegócio é a contradição, “barbárie e modernidade”, isso significa dizer que esse modelo agrário-agrícola nacional apresenta uma roupagem moderna de alta produtividade (que na verdade é mentira, pois quem mais produz é a pequena propriedade), tecnologia avançada, produtor de divisas, etc. Por outro lado, esconde ideologicamente suas raízes intrinsecamente ligadas ao modelo latifundiário colonial nacional de plantations e, logo, à sua exclusão social e degradação ambiental como continuidade. GONÇALVES, C. W. P. Geografia da riqueza, fome e meio ambiente: pequena contribuição crítica ao atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais. In: OLIVEIRA, A.U. de; MARQUES, M. I. M. (org.). O campo no século XXI: território de vida, de luta e desconstrução da justiça social. (Adaptado). São Paulo: Casa amarela; Paz e Terra, 2004, p.243. Disponível em: <http://www.geografia.fflch.usp.br/inferior/laboratorios/agraria/Anais%20XIXENGA/artigos/Camacho_RS.pdf>. Acesso: 28 out 2016. TEXTO 14

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=exploração+do+trabalhador.html> Acesso: 29 out. 2016.

Com base nas ideias presentes nos TEXTOS 13 e 14, analise as assertivas abaixo. I. A concentração fundiária é um problema que se iniciou no período colonial e, atualmente, está relacionada com a internacionalização da economia brasileira. Situação que envolve o agronegócio latifundiário exportador de um lado e o campesinato do outro. II. A estrutura desse modelo agrário-agrícola nacional é a aliança entre o capital nacional e o capital internacional: os capitalistas proprietários de terra, o capital financeiro internacional, o capital industrial agroquímico e o capital comercial. III. O agronegócio brasileiro se distancia do capitalismo globalizado no campo em forma de latifúndio, fruto da internacionalização da economia brasileira. Assim, não houve a união dos capitalistas latifundiários exportadores nacionais e das empresas transnacionais que controlam o mercado agrícola mundial, ou seja, o agronegócio. IV. A monocultura, característica do campesinato, fragiliza a biodiversidade, colaborando com o aumento de pragas devido à homogeneização do ecossistema, e, sobretudo, coloca em risco a segurança alimentar, já que se produz para exportar, estimulando produções que nem sequer se destinam a alimentação. V. O sucesso da reforma agrária depende de políticas públicas no campo que valorizem a produção camponesa familiar como um fator de extrema importância para o desenvolvimento do país. E que valorize, também, o camponês enquanto classe e habitante do campo que produz sua cultura por meio de sua relação com a terra. Estão corretas, apenas:

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