Língua PortuguesaInterpretação de textosFundatec 2022
Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu/PR Concurso Público Nº 002/ - Edital nº 002/
Questão de Língua Portuguesa
CONCURSO PÚBLICO Nº 002/2022 Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro de embalagem específica fornecida pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preta, documento de identificação, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a sua imediata eliminação do certame. 3. Certifique-se de que este caderno: - contém 50 (cinquenta) questões; - contém 01 (uma) prova discursiva; - refere-se ao cargo para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas e da folha definitiva da prova discursiva. 6. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. No caderno de prova, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. . QR code V1_11/08/2022 12:04:09 681_BASE_NM_18/8/2022 12:33:44 Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. O bem e o mal do estrangeirismo Por Alexandre Carvalho 01 O terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho 02 Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon, 03 com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças 04 portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias 05 publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais 06 a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui. 07 “Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’ 08 e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no 09 sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos 10 por youtubers brasileiros.” 11 Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso 12 tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam 13 de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha. 14 Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e 15 as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. Tentar proibi-lo é como 16 enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou. 17 Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar 18 o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação 19 de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam 20 de colocar junto a tradução em português. 21 O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país 22 é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro. 23 Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em 24 Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha. 25 O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop 26 no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma 27 língua de fora, deturpamos a lógica da nossa. 28 Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido 29 de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque 30 esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre 31 quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que 32 acontece ocasionalmente. 33 Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no 34 lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então, 35 é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá 36 fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora, é verbo. E a expressão correta é 37 cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica. (Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir: I. Os portugueses manifestaram preconceito contra o português falado no Brasil. II. A língua portuguesa falada em Portugal não admite o uso de estrangeirismos. III. Há casos de uso de estrangeirismos que modificam o sentido da nossa língua. Quais estão corretas?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
