Língua PortuguesaOutros temasFundatec 2023
Prefeitura Municipal de Santo Augusto/RS Concurso Público nº
Questão de Língua Portuguesa
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2023 Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro de embalagem específica fornecida pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a sua imediata eliminação do certame. 3. Certifique-se de que este caderno: - contém 40 (quarenta) questões; - refere-se ao cargo para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 6. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. No caderno de prova, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V1_05/02/2024 22:03:14 856_BASE_NM_DM 15/02/2024 08:20:24 Uma pessoa como outra qualquer Por Martha Medeiros 01 “Você pode ser um presidente, pode ser o que for, mas sempre será uma pessoa como 02 outra qualquer”, diz Pepe Mujica no excelente livro O Horizonte, que reproduz quatro longas 03 conversas entre ele e Julio Sanguinetti, também ex-governante do Uruguai. 04 Sei, é uma obviedade, não merece um “extra! extra!”. Entre mim e Julia Roberts, por 05 exemplo, a diferença é apenas alguns milhões no banco e um rostinho bonito (não preciso dizer 06 a favor de quem). No mais, somos duas mulheres que trabalham, têm filhos, se angustiam, se 07 divertem, se atrapalham, envelhecem, resmungam e refletem sobre o sentido da vida. Existe 08 alguma grande diferença entre mim e ela, e entre nós todos? 09 Pareço forçar a barra ao destacar uma frase banal como se fosse uma descoberta 10 bombástica, mas o fato é que as pessoas esqueceram mesmo desse pequeno detalhe: somos 11 todos insignificantes, poeira cósmica. Não há razão para se apresentar aos outros dando palestra 12 sobre os próprios feitos. A quem considera que temos alguma especificidade e nos elogia 13 publicamente, agradecemos, muito obrigada, mas é reconhecendo o que há de mundano em nós 14 que minimizamos o de se achar mais e melhor que os outros. 15 Não é preciso ser tão franciscano como Mujica, que se isolou num sítio e dirige um 16 fusquinha. Somos todos frutos da sociedade de consumo e da era digital. Satisfazemos nossas 17 necessidades, não só as básicas, mas também as supérfluas, e procuramos fugir da invisibilidade, 18 valorizando nosso trabalho a fim de vendê-lo, óbvio, e reafirmando nossa identidade de tempos 19 em tempos, seja através do convívio social ou de postagens virtuais. O que nos falta, então? 20 Moderação. 21 Perdeu-se o senso crítico. Estamos em meio a um massacre egoico. “Eu sou mais eu”, “eu 22 posso tudo”, “eu sou gostosa”, “eu sou fodão”, declarados em caixa alta por pessoas 23 independentes e empoderadas, que, por um lado, ajudam outras pessoas a reconhecerem o 24 próprio valor. No entanto, a vaidade excessiva encobre frustrações e faz um barulho estridente. 25 Conexões silenciosas surtem mais efeito. O silêncio da respiração, da escuta, da leitura. O 26 silêncio da meditação, da reza, do mantra, da humildade. A suavidade da voz que pergunta mais 27 do que responde, que incentiva mais do que critica. O som da música, o som das folhas nas 28 árvores e da correnteza do rio, o som camuflado dos suspiros. O som da paz, em detrimento dos 29 . É outro tipo de vaidade: satisfazer-se com o eu mínimo, que é enorme. Credenciais, 30 cargos, títulos e prêmios são penduricalhos, 31 de nós. Atraem, mas não nos diferenciam. que chamam a atenção para o lado de fora 32 Extra, extra! Pessoas como outras quaisquer, é o que somos. Sem motivo para entrar em 33 pânico: ainda assim, continuamos únicos. (Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 14, 29 e 30.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
