Questões de Língua Portuguesa · IBADE

Língua PortuguesaOutros temasIBADE 2017

Polícia Militar do Estado do Acre – Concurso Público (Aluno Soldado)

Questão de Língua Portuguesa

EDITAL Nº 01/2017 Governo do Estado do Acre Secretaria de Estado da Gestão Administrativa - SGA Polícia Militar do Estado do Acre - PMAC Concurso Público para M06T Verifique se o código da Prova é o mesmo do seu cartão de respostas. MANHÃ De acordo com o edital, o candidato que fizer prova com código diferente será eliminado. “Os governos passam, as sociedades morrem, mas a Polícia é eterna.” ATENÇÃO: Duração da prova: 4 horas. Este caderno contém 60 questões de múltipla escolha, cada uma com 5 alternativas de resposta – A, B, C, D e E – conforme disposição abaixo. Disciplinas Língua Portuguesa História e Geografia do Acre Matemática Informática Básica Quantidade de Valor de cada questões questão 10 1 10 2 7 1 8 1 5 1 Estatuto dos Militares Estaduais e suas alterações 10 2 10 3 Verifique se este material está em ordem, caso contrário, notifique imediatamente o fiscal. O tempo de duração da prova inclui o preenchimento do Cartão de Respostas. Siga, atentamente, a forma correta de preenchimento do Cartão de Respostas, conforme estabelecido no próprio. Não haverá substituição do Cartão de Respostas por erro do candidato. Por motivo de segurança: n O candidato só poderá retirar-se definitivamente da sala após 1 (uma) hora do início efetivo da prova; n Somente faltando 1 (uma) hora para o término da prova, o candidato poderá retirar-se levando o seu Caderno de Questões; n O candidato que optar por se retirar sem levar o seu Caderno de Questões não poderá copiar suas respostas por qualquer meio. O descumprimento dessa determinação será registrado em ata e acarretará a eliminação do candidato; e n Ao terminar a prova, o candidato deverá se retirar imediatamente do local, não sendo possível nem mesmo a utilização dos banheiros e/ou bebedouros. Ao terminar a prova, é de sua responsabilidade entregar ao fiscal o Cartão de Respostas assinado. Não se esqueça dos seus pertences. Os três últimos candidatos deverão permanecer na sala até que o último candidato entregue o Cartão de Respostas. O fiscal de sala não está autorizado a alterar quaisquer dessas instruções. Em caso de dúvida, solicite a presença do coordenador local. Selfies Muita gente se irrita, e tem razão, com o uso indiscriminado dos celulares. Fossem só para falar, já seria ruim. Mas servem também para tirar fotografias, e com isso somos invadidos no Facebook com imagens de gatos subindo na cortina, focinhos de cachorro farejando a câmera, pratos de torresmo, brownie e feijoada. Se depender do que vejo com meus filhos – dez e 12 anos -, o tempo dos “selfies” está de todo modo chegando ao fim. Eles já começam a achar ridícula a mania de tirar retratos de si mesmos em qualquer ocasião. Torna-se até um motivo de preconceito para com os colegas. “'Fulaninha? Tira foto na frente do espelho.” Hábito que pode ser compreensível, contudo. Imagino alguém dedicado a melhorar sua forma física, registrando seus progressos semanais. Ou apenas entregue, no início da adolescência, à descoberta de si mesmo. A bobeira se revela em outras situações: é o caso de quem tira um “selfie” tendo ao fundo a torre Eiffel, ou (pior) ao lado de, sei lá, Tony Ramos ou Cauã Reymond. Seria apenas o registro de algo importante que nos acontece – e tudo bem. O problema fica mais complicado se pensarmos no caso das fotos de comida. Em primeiro lugar, vejo em tudo isso uma espécie de degradação da experiência. Ou seja, é como se aquilo que vivemos de fato – uma estada em Paris, o jantar num restaurante – não pudesse ser vivido e sentido como aquilo que é. Se me entrego a tirar fotos de mim mesmo na viagem, em vez de simplesmente viajar, posso estar fugindo das minhas próprias sensações. [...] Pode ser narcisismo, é claro. Mas o narcisismo não precisa viajar para lugar nenhum. A complicação não surge do sujeito, surge do objeto. O que me incomoda é a torre Eiffel: o que fazer com ela? O que fazer de minha relação com a torre Eiffel? Poderia unir-me a paisagem, sentir como respiro diante daquela triunfal elevação de ferro e nuvem, deixar que meu olhar atravesse o seu duro rendilhado que fosforesce ao sol, fazer-me diminuir entre as quatro vigas curvas daquela catedral sem clero e sem paredes. Perco tempo no centro imóvel desse mecanismo, que é como o ponteiro único de um relógio que tem seu mostrador na circunferência do horizonte. Grupos de turistas se fazem e desfazem, há ruídos e crianças. Pego, entretanto, o meu celular: tiro uma foto de mim mesmo na torre Eiffel. O mundo se fechou no visor do aparelho. Não por acaso eu brinco, fazendo uma careta idiota: dou de costas para o monumento, mas estou na verdade dando as costas para a vida. [...] Ta l v e z a s c o i s a s n ã o s e j a m t ã o desesperadoras. Imagine-se que daqui a cem anos, depois de uma guerra atômica e de uma catástrofe climática que destruam o mundo civilizado, um pesquisador recupere os “selfies” e as fotos de batata frita. “Como as pessoas eram felizes naquela época!” A alternativa seria dizer: “Como eram tontas! Dependerá, por certo, dos humores do pesquisador. C O E L H O , M a r c e l o . D i s p o n í v e l e m : < h t t p : / / w w w 1 . f o l h a . u o l . c o m . b r / f s p / i l u s t r a d a / 1 6 2 5 2 5 - selfies.shtml>. Acesso em 19 mar. 2017

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.