Língua PortuguesaOutros temasUfersa 2019
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Questão de Língua Portuguesa
Texto 2 Depois de uma cerimônia em que recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, em 2015, disse Umberto Eco: “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”. Disponível em: https://www.huffpostbrasil.com. Acesso em 21 novembro 2018. (Adaptado) Concurso Público UFERSA - Edital 034 / 2018 - TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA: FÍSICA - Página 1 A partir da leitura dos textos motivadores, e utilizando também repertório sociocultural produtivo, escreva um pequeno artigo de opinião sobre o seguinte tema: Uso da internet: aspectos positivos e negativos INSTRUÇÕES O texto deverá ser escrito, com caneta, na modalidade formal da língua portuguesa, e ter entre 8 e 30 linhas. SERÁ ATRIBUÍDA NOTA 0 (ZERO) À PROVA QUE: A) Estiver em branco; B) Não for redigida no gênero/tipo textual requerido na proposta; C) Fugir completamente ao tema da proposta de redação. D) For redigida fora do espaço destinado ao texto definitivo na folha de Resposta; E) For redigida de forma ilegível; F) Não for escrita com caneta de tinta azul ou preta; G) Apresentar identificação do candidato fora do espaço reservado para esse fim; H) Contiver quantidade de linhas inferior ou superior ao determinado na proposta de redação. Concurso Público UFERSA - Edital 034 / 2018 - TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA: FÍSICA - Página 2 Concurso Público UFERSA - Edital 034 / 2018 - TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA: FÍSICA - Página 3 LÍNGUA PORTUGUESA 01 A 10 As migrações maciças só se reduzirão quando a cultura democrática se estender pela África e demais países do Terceiro Mundo Mário Vargas Llosa Quando em 13 de outubro de 2018 saíram da cidade hondurenha de San Pedro Sula, eram umas poucas centenas. Três semanas depois, enquanto escrevo este artigo, são já quase oito mil. Somou-se a eles uma grande quantidade de salvadorenhos, guatemaltecos, nicaraguenses e sem dúvida também alguns mexicanos. Avançaram uns mil e tantos quilômetros, andando dia e noite, dormindo no caminho, comendo o que gente caridosa e tão miserável como eles mesmos lhes oferece ao passarem. Acabam de entrar em Oaxaca, e ainda lhes falta metade do percurso. São homens e mulheres e crianças pobres, muito pobres, e fogem da pobreza, da falta de trabalho, da violência que antes era só dos maus patrões e da polícia, e agora é, sobretudo, a das maras, essas quadrilhas de foragidos que os obrigam a trabalhar para elas, carregando ou vendendo drogas, e, caso se neguem, matando-os a punhaladas e lhes infligindo atrozes torturas. Aonde vão? Aos Estados Unidos, claro. Por quê? Porque é um país onde há trabalho, onde poderão economizar e mandar remessas a seus familiares que os salvem da fome e do desamparo centro-americano, porque lá há bons colégios e uma segurança e uma legalidade que em seus países não existe. Sabem que o presidente Trump disse que eles são uma verdadeira praga de meliantes, de estupradores, que trazem doenças, sujeira e violência, e que ele não permitirá essa invasão e mobilizará pelo menos 15.000 policiais, e que, se lhes atirarem pedras, estes dispararão para matar. Mas, não se importam: preferem morrer tentando entrar no paraíso à morte lenta e sem esperanças que os espera onde nasceram, ou seja, no inferno. (…) O avanço dos milhões de miseráveis deste mundo sobre os países prósperos do Ocidente gerou uma paranoia sem precedentes na história, a tal ponto que tanto nos Estados Unidos como na Europa Ocidental ressuscitam fobias que se acreditavam extintas, como o racismo, a xenofobia, o nacionalismo, os populismos de direita e de esquerda e uma violência política crescente. Um processo que, se continuar assim, poderia destruir talvez a mais preciosa criação da cultura ocidental, a democracia, e restaurar aquela barbárie da que acreditávamos nos haver livrado, a que afundou a América Central e a boa parte da África neste horror de que tentam escapar tão dramaticamente seus naturais. (…) O problema da imigração ilegal não tem solução imediata, e tudo o que se diga em contrário é falso, começando pelos muros que Trump queria levantar. Os imigrantes continuarão entrando pelo ar ou pelo subsolo enquanto os Estados Unidos forem esse país rico e com oportunidades, o ímã que os atrai. E o mesmo se pode dizer da Europa. A única solução possível é que os países dos quais os migrantes fogem fossem prósperos, algo que está hoje em dia ao alcance de qualquer nação, mas que os países africanos, centro-americanos e de boa parte do Terceiro Mundo rejeitaram por cegueira, corrupção e fanatismo político. (…) As migrações maciças só se reduzirão quando a cultura democrática se estender pela África e demais países do Terceiro Mundo, e os investimentos e o trabalho elevarem os níveis de vida de modo que nessas sociedades haja a sensação entre os pobres de que é possível sair da pobreza trabalhando. Isso Concurso Público UFERSA - Edital 034 / 2018 - TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA: FÍSICA - Página 4 agora está ao alcance de qualquer país, por mais necessitado que seja. Hong Kong o era há um século, e deixou de sê-lo em poucos anos ao se voltar para o mundo e criar um sistema aberto e livre, garantido por uma legalidade muito rigorosa. Tanto que a China Popular respeitou esse sistema, embora reduzindo radicalmente sua liberdade política. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em 19 novembro 2018. (adaptado)
CONCURSO PÚBLICO EDITAL Nº 034/2018 1. Leia atentamente as informações abaixo e, em seguida, assine no espaço reservado. 2. Este Caderno contém, respectivamente, uma proposta de Redação e 50 questões de múltipla escolha, assim distribuídas: 01 a 10 - Língua Portuguesa; 11 a 20 - Legislação; 21 a 50 - Conhecimentos Específicos. 3. Lembre-se que, de acordo com o item 8.2 do Edital 34/2018, há apenas uma alternativa que responde cada questão. 4. Quando o Fiscal autorizar, verifique se o Caderno está completo e sem imperfeição gráfica que impeça a leitura. Detectado algum problema, comunique-o, imediatamente, ao Fiscal. 5. A Redação será avaliada considerando-se apenas o que estiver escrito no espaço reservado para o texto definitivo na Folha de Redação fornecida pela CPPS. 6. Interpretar as questões faz parte da avaliação, portanto não peça esclarecimentos aos fiscais. 7. A CPPS recomenda o uso de caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. 8. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não destaque nenhuma folha. 9. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão considerados para efeito de avaliação. 10. Você dispõe de, no máximo, quatro horas para redigir o texto definitivo na Folha de Redação, responder caderno de prova. Assinatura do candidato:
Assinale a alternativa que explica o título do texto, A marcha da fome.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
