Questões de Língua Portuguesa · COSEAC

Língua PortuguesaInterpretação de textosCOSEAC 2015

UFF

Questão de Língua Portuguesa

CPTA – COORDENAÇÃO DE PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO Nível Código TÉCNICO-ADMINISTRATIVO Edital no 101/2015 C 303 Cargo: Auxiliar em Administração Turno: Manhã INSTRUÇÕES Instruções ao candidato – parte integrante do Edital – subitem 16.2 1. O candidato deverá receber o Caderno de Questões, o Cartão de Respostas e a Folha de Redação. 2. Confira se recebeu o Caderno de Questões referente ao cargo ao qual está concorrendo. Verifique se constam deste Caderno, de forma legível, 60 (sessenta) questões objetivas e a proposta de Redação, caso contrário notifique imediatamente ao fiscal. Será eliminado do Concurso o candidato que realizar prova para um cargo diferente do qual concorre. 3. Verifique se seus dados conferem com os que aparecem no Cartão de Respostas e na Folha de Redação, caso contrário notifique imediatamente ao fiscal. Leia atentamente as instruções para o preenchimento de ambos. 4. Cada questão objetiva proposta apresenta 5 (cinco) opções de respostas, sendo apenas uma correta. 5. No Cartão de Respostas, para cada questão, assinale apenas uma opção, pois atribuir-se-á nota zero a toda questão com mais de uma opção assinalada, ainda que dentre elas se encontre a correta. 6. Sob pena de eliminação do Concurso, na Folha de Redação, não faça qualquer registro que possa identificá-lo. Da mesma forma não é permitido fazer uso de instrumentos auxiliares para cálculos e desenhos, ou portar qualquer dispositivo eletrônico, inclusive telefone celular, que sirva de consulta ou de comunicação. 7. O tempo para realização da Prova Objetiva e da Redação é de no mínimo uma hora e trinta minutos e no máximo quatro horas e trinta minutos. Os candidatos poderão levar o Caderno de Questões, faltando, no máximo, uma hora para o término da prova. 8. Durante a realização da prova será feita a coleta da impressão digital, colabore com o fiscal. 9. Para preencher o Cartão de Respostas e a Folha de Redação, use apenas caneta esferográfica de corpo transparente e de ponta média com tinta azul ou preta. 10. Ao término da prova, entregue ao fiscal o Caderno de Questões, a Folha de Redação e o Cartão de Respostas assinado. A não entrega do Cartão de Respostas e da Folha de Redação, implicará na eliminação do Concurso. O candidato só poderá levar o Caderno de Questões na última hora que antecede o horário do término da prova. 11. O Gabarito Preliminar será divulgado no dia 15 de junho de 2015, a partir das 14 horas no endereço eletrônico do Concurso. 12. A imagem do Cartão de Respostas, contendo a assinatura, impressão digital e respostas assinaladas pelo candidato será divulgada no dia 26 de junho de 2015, a partir das 14 horas no endereço eletrônico do Concurso. Após o aviso para o início da prova, o candidato deverá permanecer no local de realização da mesma por, no mínimo, noventa minutos. 2 Parte I: Língua Portuguesa Leia o texto abaixo e responda às questões propostas. Pechada 1 O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado. 2 — Aí, Gaúcho! 3 — Fala, Gaúcho! 4 Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações? 5 — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato. 6 — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português. 7 O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara. 8 Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera. 9 — O pai atravessou a sinaleira e pechou. 10 — O quê? 11 — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou. 12 A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo. 13 — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge. 14 — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou. 15 — E o que é isso? 16 — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu. 17 — Nós vinha... 18 — Nós vínhamos. 19 — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. 20 A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito. 21 “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada. 22 — Aí, Pechada! 23 — Fala, Pechada! (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. In www.revistaescola.abril.com.br)

Sobre o texto são feitas as afirmativas abaixo. I - A razão pela qual Rodrigo ganhou os apelidos de “Gaúcho” e de “Pechada” decorreu de um mesmo fato. II - A professora aproveitou o sotaque do Gaúcho para ensinar que um mesmo idioma pode ter variações de pronúncia, de acordo com a região. III - Ao ensinar que “tu” e “você” estão ambos corretos em português, a professora está admitindo que se pode falar de uma ou de outra forma. IV - A frase com que o Gaúcho explicou a razão de ter chegado tarde à aula foi entendida com clareza pela professora, mas não pela turma. V - A reação do gordo Jorge, rindo da explicação dada pelo Gaúcho, constrangeu a professora, por estar sugerindoqueelatambémnãoentenderaaexplicação. VI - Mesmo com as explicações dadas pela professora sobre a origem e o sentido de “pechar”, o gordo Jorge não se convenceu de que falava a mesma língua do colega. Sobre as afirmativas acima em relação ao texto, pode-se dizer que:

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