Engenharia e ArquiteturaOutros temasCOPESE/UFJF 2014
Concurso Público TAE – Campus Juiz de Fora – Editais e
Questão de Engenharia e Arquitetura
COPESE CONCURSO PÚBLICO TAE – 2014 Digiselo ENGENHEIRO/ÁREA: ENGENHARIA ELÉTRICA LER COM ATENÇÃOAS INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA(edital 21/2014-PRORH/UFJF) Preenchimento do Cartão resposta – pg2 Instruções gerais – pg. 3 NOME LEGÍVEL: ................................................................................................................................................................................ ASSINATURA: ..................................................................................................................................................................................... INSCRIÇÃO: ANOTE ABAIXO SUAS RESPOSTAS – Somente o fiscal poderá cortar a parte de baixo desta folha, para que você a leve consigo. UFJF – CONCURSO PÚBLICO TAE 2014 – CÂMPUS DE JUIZ DE FORA – ENGENHEIRO/ÁREA; ENGENHARIA ELÉTRICA 01 02 03 04 05 06 13 14 15 16 17 18 25 26 27 28 29 30 37 38 39 40 41 42 49 50 51 52 53 54 07 08 09 10 11 12 19 20 21 22 23 24 31 32 33 34 35 36 43 44 45 46 47 48 55 56 57 58 59 60 1 - Na correção dos cartões de respostas, para efeito de pontuação, será desconsiderada: cartão de respostas. 3 - Em hipótese alguma, será fornecido outro cartão de respostas, portanto, é preciso que o candidato fique atento e preencha, corretamente, apenas uma das cinco alternativas em cada questão, utilizando caneta esferográfica azul ou preta de corpo transparente, conforme a figura abaixo: 3 (EDITAL 21/2014 - PRORH/UFJF. As disposições e instruções contidas no(s) Cadernos de Prova constituirão normas complementares ao presente edital.) Será excluído do concurso o candidato que em sala de prova portar celulares, armas e aparelhos eletrônicos. O candidato não pode usar boné, capacete, chapéu, chaveiro de qualquer tipo, óculos escuros, relógio e similares. Quando solicitado pelo Fiscal, o candidato deve assinar a Ata de Abertura do Lacre. Junto ao candidato, só devem permanecer os objetos de identificação e os materiais para execução da prova. Todo e qualquer outro material, exceto alimentos, água em garrafa transparente e medicamentos, têm de ser colocados no saco plástico disponível, amarrado e colocado embaixo da cadeira. O candidato que possuir cabelos compridos deve mantê-los presos, deixando as orelhas descobertas. O candidato deve conferir se sua prova tem 15 questões de Língua Portuguesa, 10 de Raciocínio Lógico-Quantitativo, 5 de Legislação e 30 de Conhecimentos Específicos do cargo, sendo cada questão constituída de 5 alternativas (a, b, c, d, e) e numeradas de 01 a 60. Caso haja algum problema, solicitar a substituição de seu caderno ou folha. O candidato deve comunicar sempre aos fiscais qualquer irregularidade observada durante a realização da prova. Não sendo tomadas as devidas providências a respeito de sua reclamação, solicitar a presença do Coordenador do Setor ou comunicar-se com ele, na secretaria, ao final da prova. O candidato não pode retirar nenhuma folha deste caderno. A duração da prova, considerando a marcação do cartão de respostas, é de 4 horas. O candidato só poderá sair decorridos 1h e 30min. O candidato deve assinar a lista de presença e o cartão de respostas com a assinatura idêntica à da sua identidade. O candidato, ao receber o cartão de respostas, deve ler, atentamente, as instruções contidas na página 3 deste caderno. Os três últimos candidatos deverão permanecer até o final da prova para assinar a Ata de Encerramento. 4 ERRATA: QUESTÃO 3 SUBSTITUIR: IV) O autor, baseado em um texto da literatura, reforça a sensualidade como marca da cultura brasileira. (§ 5) O autor reconhece que a visão apresentada em sua obra ambientada no Brasil destoa da real vivência dos brasileiros. (§ 6) V) O empenho dos brasileiros, assim como o dos americanos, não é diretamente proporcional ao fruto dos trabalhos. (§ 8) POR IV) O autor, baseado em um texto da literatura, reforça a sensualidade como marca da cultura brasileira. (§ 5) V) O autor reconhece que a visão apresentada em sua obra ambientada no Brasil destoa da real vivência dos brasileiros. (§ 6) VI) O empenho dos brasileiros, assim como o dos americanos, não é diretamente proporcional ao fruto dos trabalhos. (§ 8) Leia, com atenção, o seguinte texto publicado em 1993, por ocasião dos 25 anos da revista Veja. Volte a ele, sempre que necessário. Voo de fantasia 1. No começo, o Brasil foi cinema para mim: Carmem Miranda, em Entre a Loura e a Morena (1943), silvando e matraqueando, como um aquecedor a vapor prestes a explodir, sob seu alto turbante cheio de frutas; Zé Carioca, com sua ginga de papagaio e sua elegante bengala, correndo de um lado para outro e derramando cinzas de charuto por todo o vistoso cenário de papelão do desenho animado de Disney Alô, Amigos (1943); Bob Hope, Bing Crosby e Dorothy Lamour levando até o Sul suas piadas e canções em A Caminho do Rio (1947); a extraordinária e sombria fábula de Orfeu do Carnaval (1959). Esta última, vi-a depois de sair da universidade e muito tempo depois de a política de boa vizinhança de Franklin Roosevelt ter deixado de estimular Hollywood a produzir a avalanche de bandas de maracás, dançarinos de conga e amantes latinos que fascinou minha crédula adolescência com visões da existência tão mais viva, mais cálida, mais despida, mais despreocupada que se levava “lá na América do Sul”, como dizia a canção popular. 5 2. O México era, evidentemente, nosso vizinho imediato ao sul da fronteira, mas suas imagens estavam matizadas de uma áspera melancolia, de um tom de tragédia em que a antiga selvageria asteca se misturava com nossas escaramuças militares naquela terra obsessionada pela morte. Poder-se-ia dizer que os Estados Unidos conheciam o México demasiado bem para romantizá-lo sem reservas. A América Central – aquelas pequenas e infelizes “repúblicas de banana” em cujos confusos assuntos nossos fuzileiros navais e nossos flibusteiros não oficiais sentiam-se obrigados a intervir com tamanha frequência – era também um tanto real demais, demasiadamente envolvida em nossos interesses materiais de ordem prática para que pudesse servir-nos de terra de sonho, embora uma contagiante canção dos anos 40 proclamasse que “Manágua, na Nicarágua, é um lugar maravilhoso”. 3. Mas o Brasil – ah, o Brasil! Já a palavra era mel na boca, borbulhas de champanhe no cérebro. Nunca tínhamos guerreado com o Brasil ou com Portugal por causa dele. A velha contenda anglo-espanhola em prol da supremacia nada tinha a ver com o caso; a uma esplêndida distância geográfica e histórica, flutuava o Brasil em seu hemisfério tropical, como um sorridente gêmeo nosso. Era também um grande país, rico em minérios e florestas, um “cadinho de raças” e uma terra da promissão. Tinha a mesma imensidade territorial que possibilitava pôr inocentemente de lado os índios inocentes; a mesma população fervilhante de ex-escravos; as mesmas fulgurantes metrópoles costeiras. Mas com uma fascinante diferença – era um Estados Unidos sem Puritanismo, sem contas de calefação a pagar e sem as penosas responsabilidades mundiais de uma superpotência. Uma vasta fecundidade indolente, um samba perpétuo, um Carnaval promíscuo e cego para cor de pele, uma música constante em que os ritmos africanos embalam em vez de excitar, insinuam-se em vez de agredir – eis a nossa imagem do Brasil. Imaginamos babados de cor pastel e frutas reluzentes, bela carne trigueira sob trapos, o verde Amazonas e praias de areia branca. 4. A imagem persiste: li recentemente como a atriz de cinema Amy Irving encontrara a felicidade e se libertara das inibições na pátria do seu novo marido, o diretor brasileiro Bruno Barreto. “A cultura brasileira operou em mim uma transformação. Mudou a temperatura do meu sangue, mudou minha atitude em relação à sexualidade”. O Brasil foi para ela um novo nascimento. E, em plano cultural mais elevado, isso não foi também verdade no tocante a outra princesa da América do Norte, a poetisa Elizabeth Bishop, que no Brasil se livrou do seu austero “eu” canadense e se atreveu a saborear, como se fosse a primeira vez, o prazer da vida? (...) 5. No último romance de Edith Wharton, As Bucaneiras, que tem por tema as aventuras conjugais de cinco jovens americanas, uma delas é meio brasileira, e outra a vê como que “envolta numa espécie de névoa cálida, bem diversa da luz seca e fria em que a irmã de Nan e as Elmsworths se moviam”. 6. Uma névoa cálida – O Brasil continua a ser, para mim, um dos poucos lugares na face da Terra onde os fatos não atalharam as possibilidades, onde ainda há espaço para a imaginação. Pelo menos eu me senti à vontade para ali ambientar a ação de um romance, isso após uma visita de apenas 6 uma semana, no ano passado. Foi sem dúvida presunção da minha parte. Deve ser um vexame, para brasileiros ponderados e sérios, ver a vida real de sua nação infantilmente travestida em mito benévolo, escondida pelas máscaras e fantasias do Carnaval. Lemos, nos jornais americanos, não apenas sobre o despertar sexual de Amy Irving no Brasil, mas também sobre a corrupção nas mais altas esferas, a escalada do crime e da inflação, o assassinato de meninos de rua – numerosas indicações, em suma, de uma economia em crise contínua e de uma sociedade que não consegue cumprir a promessa de sua terra generosa e da generosa índole do seu povo. 7. Não obstante, contemplei do alto de uma sacada, no Rio, a branca meia-lua de praias apinhadas e as montanhas pão de açúcar coroadas de verde – os cartões-postais são verdadeiros, essas coisas existem. O Carnaval existe: embora eu tivesse chegado tarde demais para ele, a televisão de meu quarto de hotel exibia horas a fio – no meio da noite! – reprises de sambistas a suar sob seus fardos de penas e pérolas falsas, sorrindo de dentes arreganhados, investindo em rodopios atrevidos sobre as lentes das câmaras. Enquanto assistia, impressionado, pensei no duro esforço que não devia ser sambar a noite inteira. O sorridente esgar dos dançarinos tinha uma fixidez de exaustão. À minha volta, todos pareciam estar trabalhando duro, aturdidos por um excesso de obrigações, forcejando por dar conta do recado. Em Ouro Preto, antes do amanhecer, havia gente montando todo um mercado ao ar livre na praça sob minha janela enquanto eu dormia, e no fim do dia desmontavam-no inteiro. Em São Paulo, estendendo-se até o horizonte, altos edifícios cinzentos falavam de um mundo de luta urbana e de esforço penoso. 8. As pessoas com quem me encontrei – jornalistas, editores, fotógrafos – estavam sempre correndo, atropelando-se, os pés a movimentar (...). Visto do lado de dentro, o cinema do Brasil andava bem mais depressa, bem menos tropicalmente do que eu esperara. Eu tinha a impressão de que as pessoas corriam cada vez mais rápido para permanecer no mesmo lugar, e nisso também o Brasil espelha o meu próprio país; a competição mundial aumentou o passo e diminuiu as recompensas. Estamos todos apostando corrida com a exaustão do planeta pela voracidade de nossa a cada dia mais desesperada espécie. Se eu me tivesse demorado duas semanas em vez de uma, talvez tivesse ficado desencorajado demais, saturado demais pela realidade para poder escrever meu voo de fantasia intitulado Brazil. UPDIKE, John. Voo de fantasia. Trad. José Paulo Paes. In: Veja 25 anos: reflexões para o futuro, 1993. p. 9-13.
O principal propósito comunicativo do autor do texto é:
Mais questões de Outros temas
- FGVUm cilindro contém um gás ideal a uma temperatura de 27 °C e ocupando um volume de 15 L sob uma pressão de 100 kPa. O gás é aquecido a uma temperatura de 177 °C, mantendo-se o vol…
- FundatecEntre as vantagens da implantação de sistemas de Desenvolvimento Orientado ao Transporte (DOT) estão a redução do tempo de , otimização do uso de e serviços, contenção do horizont…
- FundatecLurdes deseja comprar 3 chocolates para dar aos seus filhos. Lurdes pagou com uma nota de R$ 20,00 e comprou 3 chocolates no valor de R$ 4,00 cada. O valor do troco de Lurdes foi…
- FundatecDurante a análise estrutural de um edifício, verificou-se que uma viga secundária descarrega sua reação de apoio diretamente sobre uma viga principal, em uma região próxima ao mei…
- FGVUm sistema de distribuição ocorreu um curto-circuito em uma das fases para o terra. A tensão de base no local da falta é de 380 V e a tensão de pré-falta igual a 342 V. O somatóri…
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
